Futebol
Depois do Flamengo, Benfica tem mais um adversário confirmado na pré-época
18 Jun 2026 | 16:36
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21 Fev 2024 | 15:09 |
Cher Ndour, jogador formado no Benfica atualmente ao serviço do Braga onde se encontra emprestado pelo Paris Saint-Germain, marcou o golo da vitória bracarense frente ao Farense no último fim de semana e Vítor Couto, antigo treinador do médio na formação encarnada, prevê um futuro promissor.
"Não tem o perfil para ocupar a posição do Al Musrati, que não é, ao contrário do Cher Ndour, um jogador com chegada à área ou de cair nos corredores. O Al Musrati é um '6' e o Cher é mais um '8'. Ofensivamente, tem rotinas e características técnicas e físicas diferentes. Consegue chegar mais à área e tem rotinas de jogo distintas", argumenta o agora adjunto da equipa de sub-23 do Estoril.
"O primeiro ano dele no Benfica foi um pouco intermitente - e intermitente talvez nem seja o termo mais apropriado... Chegou com a época já em curso e andou a saltitar entre sub-19, sub-23 e equipa B, um período de adaptação para absorver os contextos das diversas equipas", descreve o técnico, prosseguindo: "Com a subida do Nélson Veríssimo à equipa principal do Benfica, chega o António Oliveira para a equipa B e o Cher tem finalmente ali seis meses de alguma estabilidade".
"Estes meses de estabilidade na equipa B ajudaram-no a crescer, embora ele também tenha feito pela vida", defende o técnico de 40 anos durante uma conversa com o jornal Record, não deixando de lembrar, que à nova experiência, na Luz, Cher Ndour juntou "uma maturidade muito acima da média, muita humildade e uma imensa persistência no trabalho".
"Se calhar o salto [do Benfica para o PSG] foi muito grande, mas, tendo em conta a idade, a nacionalidade, o trajeto e a mentalidade adulta que ele tem vai acabar por chegar a clubes de grande nível e acabará, de forma natural, por chegar à seleção italiana. Não digo já, mas a médio-longo prazo", preconiza, por fim, o antigo técnico das águias.
Confira aqui este momento de Cher Ndour:
Águias preparam uma profunda reformulação para a nova temporada e há um fator financeiro que pode dar margem de manobra à SAD
19 Jun 2026 | 09:25 |
O Benfica está a preparar o ataque ao mercado de verão com uma importante ajuda financeira nos bastidores. A SAD liderada por Rui Costa tem atualmente cerca de 190 milhões de euros por receber relativos a transferências realizadas nos últimos anos, um valor que poderá revelar-se decisivo na reconstrução do plantel , liderado por Marco Silva, para a temporada 2026/2027.
De acordo com o relatório e contas do primeiro semestre do exercício, os encarnados contam com 133 milhões de euros em créditos de longo prazo, aos quais se juntam mais 57 milhões de euros com entrada prevista nos próximos 12 meses. Esta verba permite ao clube reforçar a liquidez e ganhar capacidade para responder às exigências do mercado.
Uma parte significativa deste montante resulta de negócios concretizados recentemente. Os casos de Orkun Kokçu e Florentino Luís destacam-se, já que os dois médios deverão render, juntos, 49 milhões de euros. O Besiktas terá de pagar 25 milhões pelo internacional turco, enquanto o Burnley prepara-se para liquidar os 24 milhões previstos pela contratação do médio formado no Benfica Campus.
Além destes processos, o Benfica continua também a receber verbas relativas a transferências de jogadores como Enzo Fernández, Marcos Leonardo, Morato, Benjamín Rollheiser e Arthur Cabral. Apesar disso, a SAD continua a ter compromissos importantes por cumprir, incluindo os pagamentos de 20,25 milhões de euros por Georgiy Sudakov e 12 milhões por Enzo Barrenechea, ambos contratados com cláusulas de compra obrigatória.
Manuel Boto, economista e antigo vogal do Conselho Fiscal do Benfica, considera estes valores "importantíssimos em termos económico-financeiros", destacando a relevância da liquidez para o funcionamento diário da SAD. Ainda assim, alerta para a necessidade de uma gestão rigorosa, lembrando que o passivo corrente ascende aos 313 milhões de euros, enquanto o ativo corrente se situa nos 121,6 milhões. Neste contexto, as vendas continuam a desempenhar um papel fundamental na estratégia financeira das águias, que já encaixaram verbas com as saídas de Gonçalo Oliveira e Sidny Cabral.
Guardião formado no Seixal pode acabar por ser surpreendido na temporada 2026/27 ao serviço dos encarnados e pelas mãos de Marco Silva
19 Jun 2026 | 03:00 |
Samuel Soares parte para a nova temporada com motivos para acreditar que poderá ganhar um papel mais relevante no Benfica. Segundo informações recolhidas pelo Glorioso 1904, Marco Silva pretende avaliar atentamente o guarda-redes durante a pré-época, considerando que os trabalhos de preparação serão determinantes para definir o espaço que o internacional jovem português poderá ocupar no plantel principal das águias em 2026/27.
Ao que o nosso Jornal apurou, o técnico encarnado aprecia o perfil do guardião formado no Seixal e entende que o verão será uma oportunidade importante para observar de perto a sua evolução. Samuel Soares tem vindo a aguardar por uma oportunidade mais consistente na equipa principal e, numa altura em que existem dúvidas relativamente ao futuro da baliza encarnada, poderá beneficiar das alterações previstas para o novo ciclo desportivo.
A situação de Anatoliy Trubin continua a ser acompanhada com atenção. O internacional ucraniano mantém mercado e não está descartado um cenário de saída caso surja uma proposta considerada irrecusável. Nesse contexto, Samuel Soares surge como uma solução interna valorizada pelo Benfica, embora os responsáveis encarnados continuem a admitir a entrada de outro guarda-redes caso o atual titular abandone a Luz.
A favor do jovem guardião está também o rendimento demonstrado sempre que foi chamado à equipa principal. Na temporada recentemente concluída, Samuel Soares participou em seis encontros oficiais, dois na Liga Portugal Betclic, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga, registando números bastante positivos. Em 495 minutos de utilização, o guarda-redes sofreu apenas um golo, evidenciando segurança e capacidade de resposta sempre que foi solicitado.
Desta forma, os próximos meses poderão revelar-se decisivos para o futuro do atleta no Benfica. Marco Silva quer analisar todas as opções disponíveis antes de tomar uma decisão definitiva relativamente à baliza encarnada e Samuel Soares parte para a pré-época consciente de que poderá estar perante uma oportunidade importante na carreira.
Marco Silva terá alguns problemas numa fase inicial no comando técnico das águias, que irá observar com maior atenção no decorrer da pré-época
18 Jun 2026 | 17:31 |
A escassez de defesas-centrais no arranque da pré-época pode abrir espaço a Joshua Wynder no plantel do Benfica. Com Tomás Araújo ausente devido à participação no Mundial e Gonçalo Oliveira vendido, Marco Silva inicia os trabalhos no Benfica Campus com apenas António Silva como opção disponível da equipa principal para o eixo defensivo.
A situação obriga a estrutura encarnada a acelerar decisões no mercado, com a SAD liderada por Rui Costa a trabalhar na contratação de dois centrais, um mais jovem e outro mais experiente, de forma a colmatar também a saída de Nicolás Otamendi, que rumou ao River Plate. A informação foi avançada pelo Record.
Enquanto não chegam reforços, Joshua Wynder surge como uma solução interna em avaliação, a procura de aproveitar o contexto para convencer Marco Silva de que pode integrar as opções da equipa principal das águias para a época.
Com 21 anos, o defesa-central estreou-se na temporada 2024/25 frente ao Tirsense, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, numa oportunidade concedida por Bruno Lage. Desde então, essa acabou por ser a sua única aparição ao serviço da equipa principal. Na última época, o setor defensivo foi marcado pela gestão de rotatividade entre Otamendi, António Silva e Tomás Araújo, trio que assegurou a maior parte das soluções no centro da defesa.
Quando essa rotação ficou limitada, José Mourinho chegou mesmo a recorrer a adaptações, como a utilização de Enzo Barrenechea como central, numa ocasião diante do Vitória SC, na Luz, em jogo do campeonato. Com o início da nova temporada, Wynder tenta agora aproveitar o contexto de indefinição para ganhar espaço e afirmar-se como alternativa viável no plantel encarnado.