Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Clube
04 Mai 2026 | 10:40 |
Na última semana, José António dos Santos anunciou que vendeu a sua participação (16,36%) na SAD a um grupo de investimento norte-americano. No rescaldo desta nota, Fernando Tavares, antigo vice-presidente das modalidades do Benfica, partilhou uma publicação onde pede vários esclarecimentos aos encarnados sobre este processo do Rei dos Frangos.
"1. Quais as razões que determinaram a ausência de iniciativa por parte do Sport Lisboa e Benfica no sentido de adquirir a referida participação, estimada em cerca de 45 milhões de euros, quando tal permitiria elevar a posição do Clube para aproximadamente 80% do capital social da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, reforçando de forma inequívoca o seu controlo estratégico", pode ler-se na publicação feita no LinkedIn.
"2. De que forma se compatibiliza essa decisão com a aprovação, em 1 de outubro de 2025, de um programa de recompra de ações próprias até ao limite de 10% do capital, o qual implicava já um compromisso financeiro estimado entre 15 milhões e 18 milhões de euros, e por que motivo esse programa não foi ajustado ou expandido, total ou parcialmente, de forma a permitir a aquisição do referido bloco acionista estratégico, concentrando o esforço financeiro numa operação com impacto estrutural no controlo da sociedade", continuou Fernando Tavares.
"3. Se foi devidamente ponderada, em termos económicos e estratégicos, a possibilidade de direcionar o esforço financeiro associado ao programa de recompra, já aprovado, para a aquisição de um bloco acionista estruturante, em detrimento de aquisições dispersas em mercado, maximizando assim o impacto desse investimento ao nível do reforço do controlo e da estabilidade acionista da sociedade", acrescentou.
"4. Se, atendendo à atual situação económico-financeira, designadamente ao resultado líquido positivo de 34 milhões de euros apresentado pela Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD no exercício de 2024/2025, aprovado em Assembleia Geral, bem como à referência expressa da gestão à existência de eventuais excessos de liquidez, não existiam condições para, de forma prudente e responsável, suportar um investimento desta natureza, com impacto direto no reforço do controlo, estabilidade acionista e alinhamento estratégico de longo prazo da sociedade", concluiu o antigo vice-presidente do Clube da Luz.
Projeto causa divisão e associados querem anulação da AG que votou a aprovação, já que consideram que Estatuto do Clube foi violado pela Mesa
04 Jul 2026 | 13:32 |
Seis sócios do Benfica avançaram com uma ação judicial para pedir a anulação da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, reunião em que os associados deram luz verde ao projeto Benfica District.
Os juristas Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, Pedro Cardigos, Cristina Santos Silva, João Marecos e Márcia Vala contestam a atuação da Mesa da Assembleia Geral (MAG), presidida por José Pereira da Costa, considerando que foram violadas as regras de funcionamento previstas nos Estatutos do clube.
Em comunicado, os autores da ação explicam os fundamentos da iniciativa: "Seis juristas e sócios do Sport Lisboa e Benfica intentaram ação judicial para anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é responsável a MAG."
A Assembleia Geral em questão foi dedicada à aprovação do projeto Benfica District, que recolheu 59,24% dos votos favoráveis dos sócios. Recorde-se que Gonçalo Almeida Ribeiro e João Ferreira Leite foram candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral nas últimas eleições do Benfica, integrando, respetivamente, as listas de Noronha Lopes e do Movimento Servir o Benfica.
Segundo os autores da ação, três semanas antes da reunião magna foi enviada uma carta ao presidente da MAG com 12 perguntas relacionadas com a legalidade do modelo de participação e de votação previsto para a Assembleia. De acordo com o comunicado, esses pedidos de esclarecimento nunca obtiveram resposta. Os seis sócios criticam ainda a utilização de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel para votação, alegando que o sistema não oferecia garantias suficientes quanto à fiabilidade e ao controlo do exercício do direito de voto.
Assembleia geral das águias continua a dar que falar e há uma análise que promete alimentar o debate entre os adeptos encarnados
29 Jun 2026 | 17:34 |
A Assembleia geral do Benfica continua a motivar várias análises e, desta vez, foi Pedro Brinca, jornalista do Record, a deixar duras críticas à forma como Rui Costa abordou alguns dos principais problemas do Clube. O professor de economia considera que o presidente encarnado optou por um discurso que agradou aos sócios, mas evitou enfrentar questões estruturais.
P. Brinca: " O presidente escolheu o caminho confortável"
"Houve aplausos na assembleia geral quando Rui Costa prometeu 'tolerância zero' a Pedro Proença e ao Conselho de Arbitragem. Merecidos? Em parte. Mas fiquei com a sensação de que, em dois assuntos centrais, o presidente escolheu o caminho confortável: bater onde as palmas são fáceis e calar-se onde a mudança custaria", escreveu no seu texto de opinião ao jornal Record.
Na análise, Pedro Brinca defende que o verdadeiro problema está na organização do sistema. "Tudo legítimo. Só que é tudo dentro da mesma casa: queixar-se ao Conselho de Arbitragem, pedir contas ao Conselho de Arbitragem, prometer dureza com o Conselho de Arbitragem. O problema não é a malícia, é o desenho. Quem nomeia, avalia e pune os árbitros é a mesma Federação. É juiz e parte. 'Tolerância zero' contra um sistema que se julga a si próprio é energia gasta a empurrar uma parede. O que falta — uma avaliação independente, de fora — não saiu da boca do presidente. Ficou-se pela indignação que rende palmas e não muda nada", atira.
P. Brinca: "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual"
Outro dos temas abordados foi a instabilidade no comando técnico do Benfica. "Foram seis treinadores em cinco anos", recorda Pedro Brinca, acrescentando que "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual". O economista lembra ainda que foi o próprio Rui Costa quem admitiu que "não houve impacto das aquisições" e que o Benfica falhou "em muitas avaliações", sublinhando que "quem avalia, quem recruta, quem aprova as contratações não é o treinador. Mas, no fim de cada época, é o treinador quem paga a conta", pode ler-se.
Pedro Brinca terminou a análise deixando um forte reparo à estrutura encarnada e ao futuro de Marco Silva. "Numa organização sã, o falhanço repetido tem um dono com nome. No Benfica, não tem. Rui Costa assume 'completamente' a responsabilidade no abstrato e, no concreto, despacha-a para baixo. A culpa, no fim, morre solteira. Demite-se o técnico, mantém-se a estrutura, repete-se a época. Marco Silva merece melhor do que ser mais um fusível. E os sócios mereciam que a próxima época começasse não por outro 'não podemos falhar', mas por dizer, enfim, quem responde quando se falha", concluiu.
Vice-presidente financeiro faz ponto de situação sobre o projeto das águias e afirma que evolução para reforma progride de forma positiva
27 Jun 2026 | 17:45 |
O vice-presidente financeiro do Benfica, Nuno Catarino, fez um ponto de situação sobre o projeto Benfica District, garantindo que o processo continua a evoluir de forma positiva, apesar de ainda aguardar pelas aprovações das entidades competentes. O dirigente revelou que, embora não existam alterações significativas ao projeto, foram dados passos importantes nos últimos meses.
Segundo Nuno Catarino, o Benfica District tem vindo a cumprir todas as etapas previstas, encontrando-se atualmente em análise por diversos departamentos da Câmara Municipal, bem como por várias entidades externas. O responsável encarnado mostrou-se confiante quanto ao desfecho do processo, salientando que a evolução tem correspondido às expetativas.
Relativamente aos custos previstos, explicou que alguns valores sofreram ajustes naturais, com determinadas rubricas a aumentarem e outras a diminuírem, garantindo, no entanto, que não existem desvios relevantes nesta fase do projeto. O vice-presidente financeiro revelou ainda que o Benfica espera obter todas as aprovações necessárias dentro de um ou dois meses. Assim que esse processo estiver concluído, o clube irá apresentar oficialmente o projeto aos sócios.
Apesar de admitir que os procedimentos administrativos nem sempre decorrem à velocidade desejada, Nuno Catarino assegurou que o Benfica District continua plenamente ativo e dentro do calendário inicialmente definido. O vice-presidente financeiro abordou igualmente as obras de ampliação do Estádio da Luz, explicando que o calendário competitivo obrigou o clube a adiar parte da intervenção prevista.
A necessidade de antecipar o início da temporada devido às pré-eliminatórias da Liga Europa reduziu o tempo disponível para os trabalhos, o que levou à criação de menos de 600 novos lugares nesta fase. Ainda assim, o dirigente revelou que o objetivo passa por elevar a capacidade do Estádio da Luz para cerca de 69 mil espectadores durante a presente temporada, ultrapassando posteriormente a marca dos 70 mil lugares na época seguinte.