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Clube
14 Fev 2025 | 17:11 |
É notícia das últimas horas: o Benfica respondeu esta sexta-feira, 14 de fevereiro, ao estudo partilhado durante esta tarde por um grupo de Sócios Benfiquistas, entre eles Marco Galinha, que revelava os resultados que visam uma análise económica e financeira às contas do Clube da Luz. Nesse sentido, a SAD encarnada emitiu um Comunicado oficial a contradizer a informação.
"O Sport Lisboa e Benfica lamenta que um estudo irresponsável, superficial e que confunde conceitos básicos de gestão desportiva e económica, tenha procurado atingir a solidez económica do Clube e da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD", pode-se ler no documento partilhado pelo Clube da Luz esta sexta-feira.
Além disso, o Benfica refuta qualquer hipótese de estar em incumprimento do fair-play financeiro: "É totalmente falso que o Benfica esteja em qualquer risco de ser sancionado em matéria de Financial Sustainability. O Benfica nunca recebeu qualquer alerta ou multa da UEFA sobre este tema. Aliás, como se pode atestar pelo último COMPLIANCE AND INVESTIGATION ACTIVITY REPORT feito pela UEFA Club Financial Control Body (CFCB), o Benfica não é sequer mencionado, ao contrário de outros clubes".
A SAD encarnada também abordou as notícias que davam conta que o Benfica estaria a pagar mais do que Sporting e Porto nos custos de intermediação de atletas. "Ao longo dos últimos quatro anos, o valor médio de intermediação ficou sempre abaixo dos 10 por cento – a referência indicativa de mercado. Aliás, todos os estudos internacionais apontam o Benfica como um dos clubes que mais lucram com o mercado de transferências", refere o Clube da Luz.
Por fim, o Benfica nega ter sido contactado pelo grupo de Sócios, entre eles Marco Galinha, sobre os dados publicados no estudo que foi tornado público esta sexta-feira. Recorde-se, que na análise partilhada em conjunto com João B. Duarte, professor associado na Nova Bussiness School and Economics, e Adrian da Hora Filho, expert em finanças e engenheiro formado na Universidade de São Paulo, era mostrada a realidade financeira dos encarnados nos últimos anos.
Confira o Comunicado do Benfica na íntegra:
O Sport Lisboa e Benfica lamenta que um estudo irresponsável, superficial e que confunde conceitos básicos de gestão desportiva e económica, tenha procurado atingir a solidez económica do Clube e da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD.
1. É totalmente falso que o Benfica esteja em qualquer risco de ser sancionado em matéria de Financial Sustainability. O Benfica nunca recebeu qualquer alerta ou multa da UEFA sobre este tema. Aliás, como se pode atestar pelo último COMPLIANCE AND INVESTIGATION ACTIVITY REPORT feito pela UEFA Club Financial Control Body (CFCB), o Benfica não é sequer mencionado, ao contrário de outros clubes.
Só podemos entender que os Reportes Oficiais da UEFA não foram sequer consultados.
2. É totalmente falso que a intermediação represente um fator significativo nas transferências ou que o Benfica lucre menos que outros clubes portugueses. Ao longo dos últimos quatro anos, o valor médio de intermediação ficou sempre abaixo dos 10 por cento – a referência indicativa de mercado. Aliás, todos os estudos internacionais apontam o Benfica como um dos clubes que mais lucram com o mercado de transferências. Por exemplo, segundo o último estudo do Observatório do Futebol (CIES), o Benfica teve o quarto melhor saldo positivo da Europa, e o melhor entre clubes portugueses.
3. É totalmente falso que o Benfica esteja em qualquer risco económico. Para chegar a esta conclusão, o estudo entra em cenários futuros de quebra de receitas e de descalabro desportivo. Cenários que só quem assume este estudo pode admitir. E não prevê sequer qualquer adaptação de custos como seria expectável.
É de particular relevância que um estudo anunciado como universitário tenha sido apresentado não na universidade, mas numa sala pequena de uma unidade hoteleira de luxo.
Importa ainda clarificar quais os benfiquistas que encomendaram este estudo e quem o terá financiado.
O Sport Lisboa e Benfica estará sempre disponível para prestar informações e colaborar em estudos científicos e universitários.
Em nome da verdade, da boa gestão e das boas práticas. Não fomos contactados pelos autores do referido Estudo.
Teríamos assim evitado que, de premissas erradas, conceitos trocados e factos apócrifos, se retirassem conclusões erradas.
Por último, vale sublinhar que o Sport Lisboa e Benfica assume uma posição ímpar em Portugal e em termos internacionais no que concerne à sua sustentabilidade económica, sem perdões bancários nem fair play financeiros na sua história.
Dupla importante acaba em divórcio com grupo político encarnado com antigo candidato à presidência entre os membros a desligar-se
18 Out 2026 | 15:16 |
A vida associativa do Benfica continua marcada por movimentações e divergências. Este domingo, o movimento Servir o Benfica anunciou, através de um comunicado oficial, o fim da ligação a Francisco Benitez e Guilherme Fontes.
Francisco Benitez foi uma das figuras de destaque do movimento, tendo sido o candidato à presidência do Benfica nas eleições de 2021, nas quais acabou derrotado por Rui Costa. Um ano antes, integrou também o processo eleitoral encarnado, ao ser proposto para a liderança da Mesa da Assembleia Geral na lista encabeçada por João Noronha Lopes, em 2020.
A decisão agora anunciada surge na sequência da integração de Benitez na plataforma UNUM, um grupo independente criado em setembro de 2026 por 32 adeptos e figuras ligadas ao universo benfiquista. Apresentada como uma "casa de ideias", a iniciativa está associada ao movimento Benfica de Todos.
Perante este novo envolvimento, o Servir o Benfica esclareceu que não faz parte de outras iniciativas promovidas por sócios, nem presta apoio institucional a esses projetos. No comunicado, o movimento oficializa, assim, o afastamento de Francisco Benitez e Guilherme Fontes, sublinhando que a decisão do antigo rosto da candidatura presidencial foi tomada a “título individual”.
Esta separação representa mais um episódio na dinâmica associativa do clube da Luz, num contexto em que diferentes grupos, como o recém formado UNUM, e plataformas procuram afirmar as suas ideias e posições sobre o futuro do Benfica.
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 |
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 |
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Psicólogo defende que Benfica tem um papel fundamental para o bem-estar de Lisboa
09 Out 2026 | 12:57