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Psicólogo defende que Benfica tem um papel fundamental para o bem-estar de Lisboa
09 Out 2026 | 12:57
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10 Out 2024 | 11:17 |
A passada quarta-feira, 9 outubro, ficou marcada como a data em que Rui Costa cumpriu três anos à frente do Benfica. Desde então, e depois de ter derrotado Francisco Benitez, muitas coisas foram mudando no seio do Clube da Luz e nem tudo correu às mil maravilhas.
Quando foi eleito, Rui Costa tinha a seu lado Luís Mendes - braço-direito que se demitiu em junho e protagonizou uma entrevista bombástica -, Jaime Antunes, recentemente anunciado como administrador-executivo da SAD, Domingos Almeida Lima, Fernando Tavares, Sílvio Cervan e Manuel de Brito, também atualmente em funções como administrador-executivo da SAD. Na Mesa da Assembleia Geral, Fernando Seara deixou a presidência, demitindo-se em plena reunião magna, em setembro, ocupando agora o cargo aquele que era o vice-presidente, José Pereira da Costa.
Além dessa, vale também recordar a as saídas de: Domingos Soares de Oliveira, Luís Mendes, Lourenço Pereira Coelho, que desempenha funções de diretor geral do futebol profissional, Gabriela Rodrigues Martins e Maria Rita Santos de Sampaio Nunes. Gustavo Silva, diretor jurídico, também se demitiu em 2024, sendo que para ‘compensar’, Rui Costa anunciou as entradas de Nuno Catarino, que assumiu a pasta financeira e acompanha o presidente, e ainda Jaime Antunes, José Gandarez e Manuel de Brito na Comissão Executiva. Para a administração entraram ainda Eduardo Stock da Cunha e Manuel Lopes da Costa.
Se na SAD encarnada as mudanças foram várias dentro do relvado também não foi exceção e a começar pelos treinadores. Durante os três anos de Presidência foram quatro os treinadores que passaram pelas mãos de Rui Costa. Jorge Jesus era o treinador do Benfica quando o antigo futebolista venceu as eleições há precisamente três anos. A 28 de dezembro de 2021, o treinador português deixava o comando técnico sendo substituído por Nélson Veríssimo que após 25 jogos é trocado por Roger Schmidt.
O técnico alemão chega do PSV e em 2022/23 sagra-se campeão na época de estreia. Contudo, e após uma má campanha na temporada transata, Roger Schmidt é despedido ao fim da quarta jornada do campeonato nacional em 2024/25. Surge então, o quarto treinador, Bruno Lage que desde a sua entrada em setembro soma cinco triunfos à frente do Benfica.
Por fim, e não menos importante, do plantel de 2021/2022 apenas restam quatro jogadores: Samuel Soares, Otamendi, Tomás Araújo e Tiago Gouveia. Além disso, foi durante a Presidência de Rui Costa que foi alcançada a transferência mais cara do Benfica: Orkun Kokçu por 25 milhões, sendo que para ‘compensar’, durante este mandato, Rui Costa viu sair Enzo Fernández por 121 milhões.
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 |
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 |
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Presidente dos azuis e brancos falou sobre as relações institucionais entre os dragões e águias, em evento realizado no norte do país
09 Out 2026 | 16:44 |
André Villas-Boas analisou, esta sexta-feira, as diferentes relações que existem, atualmente, com Benfica e Sporting. O líder máximo do Porto destacou o alinhamento que existe com os leões em algumas questões do futebol português e a discordância com o Clube da Luz.
Villas-Boas: "Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes"
"Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes, nomeadamente clubes sediados em Lisboa, a nossa capital, onde basicamente estão sediadas todas as grandes instituições do país", começou por dizer, no Cardiology Gaia Meeting 2026.
O presidente dos dragões realçou as divergências de visões com os encarnados, sendo algo antagónico em relação ao Sporting. "Nesta, no que navega dentro dos objetivos comuns que temos, há um alinhamento mais preciso do ponto de vista estratégico entre o Porto e o Sporting, que não existe no caso do Porto e do Benfica, porque têm diferentes visões para determinadas coisas, e desde logo a questão dos direitos audiovisuais, que neste caso partilhamos com o Sporting e não partilhamos com o Benfica", falou.
Recorde-se que André Villas-Boas tinha acusado o Benfica de ter uma "santa aliança" com os leões. "Se há algo que é verdadeiro e bem presente é uma santa aliança entre o Benfica e o Sporting. Somos o Porto, queremos o bem do futebol português", afirmou, em meados de setembro de 2026.
Nas mesmas declarações, o antigo técnico portista, na época de 2010/11, reforçou esse pensamento. "Clubes de Lisboa a tentar prejudicar o Porto? Naturalmente. Dois contra um é sempre mais fácil que um contra um", defendeu.