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Futebol
30 Out 2023 | 11:01 |
Roger Schmidt tem sentido a ‘ira’ dos adeptos do Benfica, que já se mostraram desagradados com as últimas exibições do Clube. Porém os números demonstram que, se analisados pragmaticamente, as águias não estão ‘assim tão mal’.
Vitor Serpa, jornalista, no artigo publicado pelo jornal A Bola, destacou a “urgência de ser equipa”, mas começou por apontar o facto de que “em nove jogos para o campeonato, o Benfica perdeu um, no Bessa, e empatou outro, em casa, com o Casa Pia. Marcou mais de dois golos por jogo e sofreu menos de um”.
Assim sendo, este cenário não deveria ser considerado “um desastre”, contudo,“não são essas as questões que os observadores mais atentos querem colocar” e aí é que o jornalista começa a debruçar-se sobre o problema que Roger Schmidt tem em mãos.
“Há um contexto global que indica este Benfica como uma equipa a anos luz de distância do Benfica da época passada. No nível exibicional, a diferença é da escuridão das noites de inverno para a luminosidade dos dias de verão. Ao nível dos resultados, a questão é ainda mais evidente se considerarmos - e não vejo como não considerar - o assinalável sucesso da época europeia do ano passado e o estrondoso fracasso que tem marcado esta época, de uma forma, aliás, traumatizante”, começa por apontar.
“Assim, quando os benfiquistas acenam com lenços brancos das bancadas preenchidas com quase sessenta mil adeptos em estado de apreensão coletiva, não significa que estejam a pedir a cabeça do treinador por ter uma derrota e um empate no campeonato, continuando, aliás, na linha da frente da classificação”, disse.
“Os adeptos são algo irracionais, mas não tanto. Significa, sim, que na linha do que o Benfica tem produzido internacionalmente é óbvio entender-se que, sem mudanças significativas, não haverá Benfica que chegue para repetir o título da época passada”, completou.
“E de que mudanças falamos? De jogadores, como já justificou Schmidt? Não. As mudanças urgentes são estruturais e implicam, muito simplesmente, que o Benfica volte a ser uma equipa, o que na realidade não é. Há alguns que atacam, alguns que defendem, mas nem todos jogam”, concluiu.
Na visão do comentador, o Clube encarnado começa a temporada em baixo devido ao que foi demonstrado na temporada anterior e a falta de contratações
19 Jun 2026 | 13:22 |
O Benfica iniciou a preparação para a época 2026/27 com uma realidade pouco habitual: até ao momento, a única contratação confirmada para a nova temporada é a chegada de Marco Silva ao comando técnico da equipa. O treinador já sabe que, durante o arranque da pré-temporada, não poderá contar com vários internacionais envolvidos no Mundial, o que deverá obrigar a uma forte aposta em jogadores da formação e a uma gestão mais profunda do plantel.
Para o comentador Luís Pedro Sousa, este contexto coloca o Benfica em desvantagem relativamente aos principais rivais, Porto e Sporting, que já aceleraram o seu planeamento de mercado. O comentador sublinha ainda que essa desvantagem se explica não só pela reorganização interna, mas também pela ausência de reforços concretizados até ao momento.
Luís Pedro Sousa: "Benfica parte para a nova temporada com alguma desvantagem”
“Marco Silva prometeu um Benfica dominador, ofensivo, um Benfica ganhador. Foi isso que ele prometeu. Nas competições internas vai ter de acontecer, pelo menos o dominador e ofensivo, vamos ver se será ganhador. Porque o Benfica parte para a nova temporada com alguma desvantagem”, afirmou.
Enquanto o Benfica ainda não anunciou contratações, Porto e Sporting já reforçaram os respetivos planteis. Os dragões garantiram André Silva e João Afonso, enquanto os leões asseguraram as chegadas de Silas Andersen, Rodrigo Zalazar, Pedro Lima e Issa Doumbia, numa abordagem mais agressiva ao mercado. Segundo Luís Pedro Sousa, o Porto tem optado por “contratações cirúrgicas”, enquanto o Sporting terá praticamente fechado o seu plantel ainda numa fase precoce do defeso.
Apesar do arranque mais lento, o comentador considera que a ausência de reforços não impede uma época bem-sucedida, desde que o processo de construção da equipa seja bem executado: “O Benfica, até à hora desta conversa, não conheço um jogador contratado, nem mesmo um em via de contratação, então vai partir um bocado atrás. O que não é impeditivo para boa temporada”, concluiu.
Mercado internacional volta a agitar o universo encarnado, com um dos atletas mais influentes do plantel a despertar forte interesse no país transalpino
19 Jun 2026 | 13:14 |
O nome de Richard Ríos volta a estar no centro das atenções do mercado de transferências. O médio do Benfica, atualmente ao serviço da Colômbia no Mundial, é apontado como um dos alvos prioritários do Nápoles para a próxima temporada, numa altura em que o seu rendimento continua a ser valorizado em vários campeonatos europeus.
Em Itália, o interesse ganha cada vez mais força e já há vozes a comentar o potencial impacto do jogador. Vincenzo Sollitto, antigo diretor desportivo do Anderlecht, deixou rasgados elogios ao internacional colombiano em declarações ao portal AreaNapoli. "É um médio colombiano dinâmico, físico, técnico, uma interpretação do futebol moderno, com capacidade para lançar-se ao ataque. Mas comprar no Benfica custa muito", disse.
Contratado ao Palmeiras por 27 milhões de euros, Richard Ríos é hoje visto como uma peça fundamental no equilíbrio do meio-campo encarnado. Essa importância é um dos principais motivos pelos quais o Benfica não pretende facilitar qualquer saída, sobretudo num contexto em que o jogador continua a somar exibições consistentes.
O Nápoles surge como o principal interessado, equacionando o colombiano como possível substituto de Zambo Anguissa, caso o camaronês deixe o clube. Também o Inter de Milão acompanha atentamente a situação, ainda sem avançar com propostas formais, mas mantendo o médio referenciado como uma opção para reforçar o setor intermédio.
Apesar da crescente cobiça internacional, a posição do Benfica mantém-se firme: Richard Ríos é considerado intocável, a menos que surja uma proposta verdadeiramente irrecusável. A estrutura encarnada acredita que o jogador ainda pode ser decisivo na próxima época e apenas uma oferta acima dos valores definidos poderá alterar o cenário atual.
Clube encarnado continua atento ao mercado para reforçar o ataque, mas no Seixal cresce a convicção de que uma das maiores promessas pode render
19 Jun 2026 | 12:53 |
O Benfica continua à procura de soluções para reforçar as alas ofensivas, mas uma das alternativas mais promissoras poderá já estar dentro de portas. Com vários internacionais ausentes no arranque da pré-temporada, Marco Silva terá a oportunidade de observar de perto Jaden Umeh, um dos jovens que mais entusiasmo gera atualmente no Benfica Campus.
Segundo o jornal O JOGO, o extremo irlandês, de apenas 18 anos, integra o grupo de seis jovens chamados para trabalhar com a equipa principal e é visto internamente como um verdadeiro "diamante em bruto". Contratado ao Cork City há duas temporadas, o atacante tem confirmado as elevadas expectativas depositadas no seu desenvolvimento, ao ponto de já ter chegado à seleção principal da Irlanda.
No Benfica Campus, as qualidades físicas de Jaden Umeh são apontadas como um dos seus maiores trunfos. Com 1,84 metros de altura, combina velocidade, potência e capacidade de aceleração, características que lhe permitem criar desequilíbrios constantes no um para um e explorar espaços nas costas das defesas adversárias. Embora atue preferencialmente sobre o corredor esquerdo, também consegue desempenhar funções na ala direita, aumentando o leque de opções disponíveis para a equipa técnica.
A evolução do jovem foi particularmente evidente durante a última temporada. Depois de somar 1.364 minutos entre os sub-17 e os sub-19 na época de estreia, praticamente duplicou a utilização em 2025/26, terminando com 2.392 minutos de competição. Destacou-se na Youth League, onde contribuiu para a caminhada do Benfica até às meias-finais com três golos e três assistências em nove jogos, antes de fechar a temporada em grande forma nos sub-19, registando 11 golos em apenas 13 partidas.
Apesar do enorme potencial, os responsáveis encarnados acreditam que ainda existe uma larga margem de progressão. A finalização, a tomada de decisão no último terço e a leitura dos momentos ideais para atacar o espaço continuam a ser aspetos trabalhados diariamente no Seixal. Ainda assim, a confiança é total: o Benfica pretende renovar contrato com o jovem internacional irlandês e acredita que, mantendo a trajetória de crescimento apresentada até agora, Jaden Umeh poderá afirmar-se ao mais alto nível e tornar-se uma das grandes figuras do futuro encarnado.