Futebol
Lenglet deixa problema a Marco Silva e Benfica já tem solução para o Vitória SC
21 Set 2026 | 16:17
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11 Ago 2023 | 10:08 |
Pouca serenidade em duelo de titãs
O Benfica venceu o Porto por 2-0 na passada quarta-feira, dia 9 de agosto, conquistando a Supertaça Cândido de Oliveira e permitindo assim ao Clube da Luz igualar o registo do Sporting com nove troféus conquistados nesta prova. Contudo, foi Luís Godinho a figura principal de um encontro, que teve 12 cartões amarelos e terminou com imagens pouco abonatórias ao futebol em Portugal.
Ainda assim, Tiago Godinho, comentador do Glorioso 1904, não tem receios em admitr que, perante as alternativas disponíveis, a nomeação do árbitro foi a decisão mais acertada: “Entre Luis Godinho ou Artur Soares Dias / Fabio Verissimo, Luís Godinho foi a melhor opção”.
O juiz da Associação de Futebol de Évora arbitrou pela segunda vez um encontro da Supertaça, tendo em 2018 dirigido o embate entre o Porto e o Desportivo das Aves, que os portistas venceram por 3-1, também em Aveiro.
De realçar que, o juiz de 37 anos, internacional desde 2017, dirigiu pela terceira vez na carreira um jogo entre águias e dragões, depois de ter arbitrado dois Clássicos para a Liga. Em 2020/21, dirigiu um embate no Estádio do Dragão, que terminou com um empate 1-1, seguindo-se o triunfo do Porto por 1-0 no Estádio da Luz, em 2021/22.
Cartões condicionaram o jogo
Desta feita, com sete cartões amarelos mostrados em apenas 45 minutos, o critério disciplinar adotado pelo árbitro acabou por ser demasiado apertado, não contribuiundo para um jogo sereno. Aliás, aos 14 e 28 minutos, mal aconselhado pelo auxiliar Paulo Soares, Luís Godinho mostrou amarelos injustos a Ristić e Namaso.
“Foi relativamente excessivo, depois sentiu dificuldades em manter o mesmo criterio”, fez questão de frisar o conhecido Benfiquista.
De facto, chegou a demonstrar alguma insegurança e prejudicou de forma clara a gestão do jogo. Luís Godinho acabaria por apostar num abordagem mais larga relativamente à marcação de faltas, procurando aumentar o tempo útil de jogo na segunda-parte da partida.
Ainda assim, somaram-se os problemas para o juiz do encontro, que teve Paulo Soares e Pedro Ribeiro como assistentes e Fábio Veríssimo no papel de quarto árbitro. Por exemplo, aos 81 minutos, verificou-se uma entrada antidesportiva de Pepe sobre Rafa, merecedora de cartão amarelo, que seria o segundo e expulsão, acirrando ainda mais o clima.
Para Tiago Gofinho, este foi um dos momentos mais cruciais do jogo e que podia ter influenciado significativamente o resultado. “Nessa situação é evidente pela perigosidade da jogada e pela pouca intenção de Pepe jogar a bola. Pepe começou, a partir do segundo golo, a perder a cabeça”, refere o comentador do Glorioso 1904.
Por outro lado, o videoárbitro (VAR) João Pinheiro e os assistentes (AVAR) Fábio Melo e Luciano Maia tiveram uma prestação interessante num embate de elevado grau de dificuldade, impedindo uma exibição ainda mais polémica de Luís Godinho, aspeto que Tiago Godinho faz questão de destacar.
“Mais que a ação disciplinar, existem dois lances que Luis Godinho deve ao VAR não ter tido influência no resultado, primeiro ao não expulsar Pepe na evidente agressão a Jurásek e depois ao validar o golo do Porto”, assinala o adepto encarnado.
Foi graças à intervenção imediata do video árbitro que Pepe acabaria por ser expulso aos 88 minutos, quando propositadamente, com o joelho, atingiu Jurásek nas costas.
Posteriormente, Galeno teve um espantoso remate aos 92 minutos, colocando a bola no ângulo superior da baliza de Vlachodimos. No entanto, Gonçalo Borges dominou a bola com o braço direito no início da jogada, sendo o golo corretamente anulado com boa intervenção do video árbitro.
Sérgio Conceição
Por fim, a Supertaça Cândido de Oliveira disputada entre encarnados e dragões teve um momento inédito em Portugal. Sérgio Conceição viu o cartão vermelho após protestos, mas recusou-se a sair do banco. Linguagem e comportamentos incorretos justificaram a expulsão do treinador que, ao não acatar de imediato a expulsão, agravou a situação e os possíveis castigos.
“É uma situação lamentável. Sérgio Conceição, que é bom treinador, perde todo o seu valor com estes episódios recorrentes, que infelizmente são também comuns em alguns dos jogadores por si treinados, entre os quais Pepe. Mais grave ainda, estas situações ocorrem com o beneplácito dos órgãos disciplinares da Liga e FPF”, rematou Tiago Godinho.
No final, para infelicidade dos Benfiquistas, retirou-se a importância devida à vitória dos encarnados frente ao emblema portuense, naquela que foi apenas a segunda vez que os Campeões Nacionais superaram os dragões na finalíssima. Desde 1985, há 38 anos, que as águias não venciam o Porto em decisões da Supertaça.
Após grande atuação do ucraniano no patamar europeu, o treinador das águias está a pensar duas vezes sobre o futuro do jogador na Luz
22 Set 2026 | 03:00 |
Anatoliy Trubin voltou a ganhar espaço nas contas de Marco Silva. O Glorioso 1904 sabe, em exclusivo, que a grande exibição do guarda-redes ucraniano frente ao Milan, em San Siro, poderá levar o treinador do Benfica a voltar a apostar no guardião também na Liga Portugal.
Segundo apurou o nosso Jornal, a atuação em San Siro voltou a colocar Trubin na discussão. Marco Silva ficou satisfeito com a resposta dada pelo guarda-redes e não fecha a porta a uma nova oportunidade no campeonato. Trubin foi definido como titular diante do emblema italiano e respondeu à confiança com uma exibição de grande nível.
O internacional ucraniano realizou várias intervenções importantes e foi decisivo para o Benfica manter a baliza inviolada na vitória por 2-0. O cenário representa uma mudança na hierarquia da baliza encarnada. Titular indiscutível nas últimas três temporadas, Trubin perdeu espaço com a chegada de Marco Silva, que tem apostado em Samuel Soares para os jogos do campeonato.
O jovem guardião assumiu recentemente a titularidade e relegou Trubin para um papel secundário. A escolha do técnico português surpreendeu, sobretudo tendo em conta o estatuto que o ucraniano vinha mantendo desde a chegada à Luz. A exibição diante do Milan terá servido, assim, para o ucraniano recuperar terreno na luta pela baliza. O ucraniano mostrou segurança, qualidade entre os postes e capacidade para responder nos momentos de maior exigência, nomeadamente perante as investidas de Pulisic e Gonçalo Ramos.
A decisão final caberá a Marco Silva, mas o cenário está agora diferente. Trubin voltou a entrar nas contas do treinador e poderá mesmo regressar à titularidade na Liga Portugal, depois de ter aproveitado da melhor forma a oportunidade recebida na Liga Europa.
Comentador vê elo abaixo na exibição das águias frente aos dragões, em especial a partir do momento que os encarnados ficaram com dez no relvado
21 Set 2026 | 17:37 |
O Benfica saiu derrotado do Estádio do Dragão por 3-1 e terminou a sétima jornada da Liga Betclic com 16 pontos, sofrendo a segunda derrota da temporada e vendo interrompida uma sequência de cinco vitórias consecutivas. Para Paulo Alemão, houve um jogador das águias que ficou aquém das expectativas no Clássico: Rafa Silva.
Alemão sobre Rafa: "foi o elemento menos do Benfica em termos de produtividade..."
“Acho que o jogo pedia um pouco mais de Rafa hoje. Se calhar, para mim, foi o elemento menos do Benfica em termos de produtividade. Não é como se tivesse mal, mas também pedia-se mais, aqueles rasgos dele, aqueles momentos que ele tem de conduzir a bola muito rapidamente, de descobrir um passe para os seus colegas. Faltou Rafa hoje para ajudar o Benfica, principalmente a partir do momento que estava a jogar com dez”, definiu o treiandor.
Apesar das críticas ao internacional português, Paulo Alemão deixou muitos elogios a Marco Silva e à forma como o treinador tem gerido o plantel encarnado. Para o comentador, a capacidade de rotação demonstrada pelo técnico pode revelar-se importante ao longo da temporada e ajudar a manter os jogadores envolvidos no projeto.
“Marco Silva teve uma gestão espetacular. Chegou a Milão com dez jogadores diferentes, hoje volta a mudar. Isto mostra bem a capacidade que o treinador tem em gerir o plantel, em ter o plantel do seu lado, o que muitas vezes é o mais importante no sucesso de uma equipa. Ele mesmo já disse que daqui uns meses será difícil estabilizar um 11 do Benfica. E isso demonstra bem a capacidade que o plantel do Benfica tem e as soluções que tem para entrar”, concluiu Paulo Alemão.
Depois do desaire no Dragão, o Benfica só volta à competição após a pausa para os compromissos das seleções. As águias recebem o Vitória de Guimarães no Estádio da Luz, a 11 de outubro, procurando regressar aos triunfos na Liga.
Comentador não poupou esquema do treinador após falhas demonstradas no clássico com o Porto e compara com a própria situação dos dragões
21 Set 2026 | 17:07 |
O Benfica ficou reduzido a dez jogadores ainda durante a primeira parte do Clássico frente ao Porto, depois de Clément Lenglet ter visto o segundo cartão amarelo. A expulsão condicionou o encontro e, na opinião de Tomás da Cunha, acabou por retirar qualidade a uma partida que poderia ter tido outro nível competitivo.
Tomás da Cunha: "eixo defensivo de Marco Silva não dá garantias suficientes..."
O comentador considera que o vermelho mostrado por Miguel Nogueira prejudicou a possibilidade de tirar conclusões mais concretas sobre o momento das duas equipas, mas deixou um alerta a Marco Silva relativamente ao eixo defensivo das águias.
“Perdeu-se um bom clássico com a expulsão. Ambas as equipas são a imagem do treinador e o resultado não dava para prever. Confirmou-se que o Porto não podia dar margem ao Benfica para jogar desde trás. Há um grande crescimento em relação a anos anteriores, no que diz respeito ao ataque posicional encarnado”, explicou.
Foi, contudo, no setor defensivo que Tomás da Cunha identificou o principal problema para Marco Silva. “Fica também a certeza de que o eixo defensivo de Marco Silva não dá garantias suficientes”, afirmou. O comentador comparou ainda o desempenho dos centrais das duas equipas e deixou uma provocação ao setor defensivo do Porto: “Compare-se o número de erros de Kiwior-Bednarek com os erros dos centrais rivais.”
Tomás da Cunha entende que a expulsão facilitou algumas decisões ao treinador portista, nomeadamente na exploração da superioridade numérica e na gestão do meio-campo: “Ficou mais fácil para o Porto explorar vantagens em superioridade (Rosario aproveitou) e libertar Froholdt de Palhinha. Está à vontade para trocar Gabri Veiga por Hwang In-beom”, analisou.
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21 Set 2026 | 16:17
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21 Set 2026 | 15:54
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21 Set 2026 | 15:19