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Clube
13 Ago 2025 | 12:23 |
As candidaturas à presidência do Benfica estão no centro de uma polémica que levanta sérias questões legais e éticas. Segundo informações apuradas pelo Glorioso 1904, há registo de faturas emitidas a empresas pessoais de responsáveis de campanha, numa prática que levanta suspeitas de fraude fiscal e coloca em causa a transparência do processo eleitoral no Clube.
Documentos a que tivemos acesso mostram que, além de pagamentos realizados de forma pouco clara, existem deduções de IVA relativas a serviços e artigos de campanha efetuadas à margem da lei. Esta prática, para lá de configurar uma violação das normas fiscais, também põe em causa a transparência do processo eleitoral do Clube e as regras justas de uma candidatura.
Fonte próxima do processo revela que “para justificar determinadas despesas, têm sido imputados custos a empresas que nada têm a ver com a atividade societária. Estes encargos, totalmente alheios ao objeto social dessas empresas, servem para reduzir artificialmente a matéria coletável. Em termos fiscais, trata-se de fraude. Lesa o Estado, prejudica os outros contribuintes e mina a confiança dos adeptos”.
Para adiantar de seguida: “Mais grave ainda é o impacto reputacional. Quando candidatos que se apresentam como guardiões da moralidade recorrem a expedientes ilegais para financiar as suas campanhas, o dano à imagem do Benfica é inevitável. Este tipo de conduta não só enfraquece a credibilidade interna como fragiliza a postura institucional do Clube perante parceiros e entidades reguladoras”.
Associação Voltar a Vencer 2025 prenuncia candidatura
Terça-feira, dia 12 de agosto, o jornal Record deu conta da existência da Associação Voltar a Vencer 2025 para apoiar a candidatura de Luís Filipe Vieira, mais um sinal de que o antigo Presidente pode estar a dias de anunciar a candidatura.
Carlos Janela, ex-dirigente e apoiante de Luís Filipe Vieira, reagiu à publicação, garantindo que “tudo foi feito dentro da legalidade” e que “os apoios foram canalizados de forma transparente e escrutinada”. Sublinhou ainda que "tantos nas eleições políticas como nos clubes há sempre um manto de suspeição acerca da origem do dinheiro envolvido nas campanhas. Esta associação é uma forma de acabar com todas essas dúvidas, garantindo sempre a legalidade", acrescentando que “Este é um bom exemplo da transparência que se impõe nestas circunstâncias".
Esta declaração surge num momento em que a discussão sobre a integridade e a regulação do financiamento de campanhas no futebol português ganha força.
Perante a gravidade das acusações e a relevância dos factos, espera-se que as entidades competentes investiguem a situação, de forma a garantir a lisura e a credibilidade do processo eleitoral de uma das maiores instituições do país.
Comissão divulgou novas informações relativas a tentativa de aquisição de 16,38% da SAD benfiquista por grupo norte-americano
18 Jun 2026 | 11:28 |
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou esta quarta-feira nova informação relativa ao processo de tentativa de alienação de 16,38% do capital da Benfica SAD, detido pelo acionista José António dos Santos.
Segundo a informação tornada pública, a sociedade desportiva encarnada foi notificada da não concretização da venda das ações, numa operação que acabou por não avançar após a recusa do clube em aceitar o negócio, alegadamente devido a interesses do comprador noutro emblema desportivo.
No comunicado enviado, a Benfica SAD esclarece ter recebido a participação qualificada de José António dos Santos e do Grupo Valouro, na qual é confirmada a não concretização da transmissão de 3.767.400 ações da categoria B, correspondentes a 16,38% do capital social e dos direitos de voto da sociedade. De acordo com o documento, a operação previa a venda das ações detidas por José António dos Santos e pelo Grupo Valouro, mas acabou por não se realizar.
O comunicado explica que a entidade compradora, ENTREPRENEUR EQUITY PARTNERS SPV V, LLC, informou que não se verificou a condição precedente relativa à aprovação prévia da operação pela assembleia geral da Benfica SAD.
Dessa forma, e nos termos do contrato estabelecido, a aquisição das ações não se concretiza, não havendo lugar à transferência das participações anteriormente anunciadas. Com o incumprimento da condição exigida, a tentativa de aquisição fica sem efeito, mantendo-se inalterada a estrutura acionista da Benfica SAD neste processo.
Encarnados lançaram comunicado onde confirmam que a venda de 16,38% da SAD por parte de João António dos Santos para fundo Americano foi bloqueada
17 Jun 2026 | 11:37 |
O Benfica confirmou que não avançará com a entrada do fundo norte-americano Entrepreneurial Equity Partners (EEP) no capital da SAD encarnada. A decisão foi anunciada através de um comunicado oficial, no qual o Clube da Luz esclarece os motivos que levaram ao fim das negociações relativas à aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos, empresário conhecido como o "Rei dos Frangos".
Segundo a nota divulgada pelos encarnados, durante o período previsto no pré-acordo celebrado entre o EEP, o Grupo Valouro e José António dos Santos, decorreram várias reuniões e trocas de informação entre as partes. No entanto, a análise ao projeto de crescimento do fundo norte-americano levou à conclusão de que poderiam existir incompatibilidades com os princípios estatutários da Benfica SAD.
De acordo com o Benfica, o facto de o EEP pretender investir em participações minoritárias noutros clubes europeus poderia colidir com normas de não concorrência previstas nos Estatutos da sociedade encarnada. Face a esse enquadramento, Benfica e EEP chegaram a um entendimento comum para não prosseguir com a operação. “Para proteção da Benfica SAD e também do EEP, foi consensual a decisão de não entrar no capital da Benfica SAD”, pode ler-se no comunicado divulgado pelos encarnados.
Apesar deste desfecho, José António dos Santos mantém a intenção de alienar a sua participação na SAD benfiquista. Em declarações ao Negócios, o empresário mostrou-se tranquilo relativamente ao futuro da operação e acredita que continuarão a surgir interessados na aquisição das ações.
“Não tenho dúvidas nenhumas de que há mais pessoas interessadas”, afirmou o empresário, pouco depois de ter sido conhecida a decisão que inviabilizou a entrada do fundo norte-americano. Assim, a participação de 16,38% detida por José António dos Santos permanece disponível no mercado, mantendo-se em aberto a possibilidade de surgirem novos investidores interessados numa posição relevante no capital da Benfica SAD.
Operação tinha sido acordada entre todas as partes, mas acabou por ser esbarrada na oposição da estrutura do emblema encarnado
16 Jun 2026 | 15:43 |
O Benfica decidiu impedir a venda da participação de 16,38% da SAD detida por José António dos Santos, empresário conhecido como "Rei dos Frangos", ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partner. A operação tinha sido acordada entre as partes, mas acabou por esbarrar na oposição da estrutura encarnada.
Segundo informações avançadas pela Bloomberg, o Clube da Luz justificou a decisão com uma cláusula dos estatutos relacionada com situações de concorrência e potenciais conflitos de interesse. Em causa está o facto de o fundo liderado por Tim Leiweke ter investimentos noutras sociedades desportivas europeias.
A principal preocupação do Benfica prende-se com a ligação do grupo ao Venezia, clube italiano do qual o fundo é o principal acionista. Na ótica dos responsáveis encarnados, essa relação inviabiliza a entrada do investidor no capital da SAD benfiquista.
O acordo para a aquisição da posição de José António dos Santos tinha sido tornado público em abril e, segundo informações conhecidas, o valor da transação rondava os 12 euros por ação. A decisão de bloquear o negócio já terá sido comunicada tanto aos representantes do fundo norte-americano como ao empresário português. Também Fernando Tavares se havia pronunciado sobre o tema.
Esta não é a primeira vez que o Benfica recorre aos seus estatutos para impedir a entrada de investidores estrangeiros na SAD. Em 2021, os encarnados já tinham utilizado um mecanismo semelhante para travar a entrada de John Textor no capital da sociedade. Ainda assim, a Bloomberg refere que as partes poderão continuar a dialogar, uma vez que o fundo norte-americano não pretende assumir qualquer papel na gestão da SAD, o que deixa margem para novas negociações.