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Futebol
22 Jan 2026 | 08:44 |
José Mourinho não escondeu a desilusão no rescaldo da partida da Liga dos Campeões. Depois de somar uma derrota na prova milionária, frente à Juventus (2-0), o treinador do Benfica realizou uma conferência de imprensa, onde respondeu às questões dos jornalistas e esquivou-se ao tema Rafa Silva. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
Olhando para o futuro, Rafa Silva pode ajudá-lo a marcar mais golos? "É jogador do Benfica? Não lhe posso responder porque não é jogador do Benfica".
Sentiu, a determinada altura, que faltavam armas no banco? "Sem dúvida que sim. O nosso banco tinha o Enzo com um braço, o Manu ainda com alguns problemas, o Bruma que ainda não está em verdadeiras condições para jogar, depois a linha defensiva, tudo bem com um António Silva preparadíssimo para ser titular, mas depois Neto, Banjaqui, Gonçalo Oliveira, Rodrigo Rêgo, João Rego... O João pode-se perfeitamente ver que está num habitat que domina e está numa fase diferente. Num plantel como o nosso é muita coisa, Bah o ano inteiro, Lukebakio, Ríos... São coisas que nos limitam bastante. Obviamente que prefiro ganhar, mas prefiro perder e ver que os rapazes deram tudo do que perder como perdemos com o Sp. Braga".
Resposta à imprensa italiana: "Eu não acho que tenha de falar da Juventus, só posso falar do jogo Juventus-Benfica, não posso falar do plantel. Mas sei que economicamente é um clube muito forte, que a cada temporada dá grandes recursos aos seus treinadores, com um banco cheio de opções e os maiores clubes do mundo são assim".
Correu tudo mal hoje ao Benfica? Esta noite pode ser contornada com uma boa notícia como, por exemplo, a vinda de Rafa Silva? "Rafa Silva já perguntei aqui ao Gonçalo e, a partir do momento em que ele diz que não é jogador do Benfica, tenho de continuar a dizer que é jogador do Besiktas e que não vou comentar nada sobre o Rafa. Sobre o jogo de hoje, eu tento ser honesto na minha análise e acho que o Benfica fez um grande jogo, mas no futebol tens de fazer golos. Há quem faça golos ao fazer muito pouco para os fazer. Já me aconteceu a mim. Tentámos encontrar soluções para combater as lesões importantes, formámos uma equipa de cariz diferente, uma equipa que chega ao Porto e domina, que chega a Vila do Conde e domina, que chega a Turim e domina. Mas temos de partir a baliza do adversário. Mesmo em Vila do Conde marcámos muito pouco para tudo aquilo que produzimos. Temos de chegar lá e fazer".
É praticamente impossível continuar na Champions? "Mesmo que seja praticamente impossível, o praticamente não é impossível. Mas mesmo que seja praticamente impossível, neste grupo é que, independentemente dos objetivos, tu tens de dar o que tens e tens de jogar com a responsabilidade de ser Benfica e dares o teu máximo. Não muda muita coisa o facto de ser praticamente ou não ser mesmo possível. Sabemos que é o Real Madrid, sabemos que nós somos um Benfica com limitações, mas vamos com tudo, tal como fomos hoje. A palavra que utilizou, 'azar'... tínhamos de fazer golo. A jogar como nós jogámos, a criar como criámos, a controlar como controlámos... Quando não fazes golo, abres a porta a poder sofrer, principalmente contra equipas com jogadores deste nível. Eu estava no banco com o meu olfalto de quem tem 1250 jogos no banco e estava a dizer aos meus colegas que da maneira que o jogo estava que se não marcássemos que estávamos a por-nos a jeito para sofrer. A equipa estava a jogar bem desde o Trubin. Vi coisas a sair mesmo com beleza. Chegámos à segunda fase com grande qualidade e depois chegámos aos últimos 20 metros e é difícil fazer golos. Contra o Rio Ave, aquilo que jogámos, se 'matas', sais dali com o saco cheio, mas ganhámos 2-0 e com um autogolo. Os nossos alas têm dificuldades para fazer golos, jogam bem, cada vez jogam melhor, mas não fazem golos. As nossas segundas linhas não são jogadores de fazer golos. E hoje nem de penálti conseguimos fazer golo. Foi um bom jogo do Benfica, mas para ganhar temos de marcar. Os jogadores deram o que têm e deram muito. Há aqui gente que acumula minutos, Aursnes, Barreiro, Dedic, Dahl, Otamendi... Dão tudo o que têm, mas já está. Agora é Estrela da Amadora".
Taticamente que dificuldades encontrou no último terço ao longo do jogo? "Nenhuma. No par de vezes que foi preciso um bom guarda-redes, eles tiveram-no. Depois, há uma série de remates bloqueados, mérito de jogadores que sabem defender, que culturalmente se trabalha muito situações de um contra um, se apertar o jogador com posse de bola, de cobertura e dupla cobertura, mas naquela zona do campo temos de ser diferentes. Temos de ter outro perfil de jogador, pode também ser um jogador que não tem esse perfil de jogador e ir crescendo. Basta ver os números de golos dos nossos alas e não chegam aos dois digitos. Não temos jogadores que chegam aos dois digitos e creio que é isso que falta. O Trubin não era propriamente um grande jogador em construção, mas a equipa sabe agora encontrar soluções e sair a jogar, mas tem de fazer mais golos. Apesar de ter perdido o jogo, saio daqui com orgulho do que os rapazes fizeram".
Jogador não vai continuar a defender emblema das águias; Transferência em definitivo é a opção mais forte em cima da mesa
14 Jun 2026 | 03:00 |
Rodrigo Rêgo está de saída do Benfica e a transferência será em definitivo, sabe o Glorioso 1904. O extremo de 21 anos não entra nas contas da estrutura para a nova temporada e já trabalha na definição do próximo passo da carreira, depois de uma época em que somou minutos na equipa principal e ganhou alguma visibilidade no contexto sénior.
Ao que o nosso Jornal apurou, Rui Costa e a SAD encarnada pretendem, ainda assim, manter uma percentagem do passe do jogador, cenário habitual quando se trata de futebolistas relativamente jovens e com margem de valorização futura. A intenção do Benfica passa por salvaguardar direitos económicos numa eventual venda posterior, acreditando que Rodrigo Rêgo pode continuar a evoluir fora da Luz e gerar retorno financeiro no futuro.
Rodrigo Rêgo chegou ao Benfica em 2022, proveniente do Famalicão, e assinou contrato como uma das apostas da formação encarnada para o setor ofensivo. Internacional jovem por Portugal, o extremo destacou-se inicialmente nos escalões de formação e conseguiu alcançar a equipa B, antes de somar as primeiras aparições pela formação principal.
Apesar dessa evolução, a concorrência nas alas e o planeamento definido para 2026/27 acabaram por afastar o jogador das opções prioritárias. O próprio percurso recente do atleta revela um contexto de adaptação e crescimento gradual, com passagens pelos sub-23 e pela equipa B até chegar ao patamar sénior.
O objetivo do Benfica é agora encontrar uma solução que permita ao jogador ter continuidade competitiva e maior espaço para afirmar-se, sem perder totalmente o controlo sobre um ativo formado no Seixal. A saída deverá avançar nas próximas semanas, com os encarnados a tentarem incluir uma cláusula de percentagem numa futura transferência.
Jogador não ficou satisfeito com a sua primeira partida na competição, mas acredita que os adeptos terão gostado do que viram
13 Jun 2026 | 17:47 |
Amar Dedic mostrou-se algo insatisfeito após o empate da Bósnia frente ao Canadá (1-1), em encontro referente à primeira jornada do Grupo B do Mundial. O lateral-direito do Benfica reconheceu que o resultado não é negativo no contexto da competição, mas não escondeu que o jogo ficou longe de corresponder às suas preferências individuais e ao estilo de futebol que gosta de praticar.
Dedic, do Benfica, sobre estreia da Bósnia no Mundial: "Não houve muito futebol..."
No final da partida, o internacional bósnio fez uma leitura pragmática do encontro, sublinhando a dificuldade do duelo. “Os bósnios podem ficar satisfeitos com o empate num jogo verdadeiramente difícil e intenso”, começou por afirmar, ainda que rapidamente tenha deixado uma nota crítica ao desenrolar da partida. “Não houve muito jogo. Foi mais luta e faltas. Não foi fácil, mas lidámos bem com isso”, acrescentou o lateral de 23 anos.
Dedic destacou ainda a importância do contexto competitivo, realçando o peso de estrear-se num palco como o Mundial. “Foi o primeiro jogo no Mundial, o ambiente foi espetacular, é o maior palco do futebol. O mais importante foi não perdermos”, argumentou o defesa encarnado, que foi obrigado a assumir várias tarefas defensivas ao longo do encontro, longe das dinâmicas ofensivas que caracterizam o seu jogo.
O jogador do Benfica não escondeu, aliás, alguma frustração pessoal com o papel que desempenhou diante do Canadá, deixando claro que preferia um contexto mais favorável ao ataque. “Todos sabem como é o meu jogo. Isso chateou-me um bocadinho. Não houve muito futebol, foi mais correr, lutar e faltas. O individual, porém, não é importante, a equipa está acima de tudo”, referiu, ainda assim em tom de equilíbrio e maturidade.
Por fim, Dedic abordou também a ausência de duas figuras importantes da seleção bósnia, reconhecendo o impacto dessa falta de opções. “Sentimos a falta do Dzeko e do Tabakovic. Quem jogou no lugar deles fez um trabalho muito bom. Lutaram e acredito que jogámos bem. Podemos melhorar e vamos analisar tudo. Espero que esses jogadores importantes voltem o mais depressa possível”, concluiu.
Internacional ucraniano teve momento mágico ao marcar na Champions em duelo que garantiu a classificação das águias para os playoffs
13 Jun 2026 | 17:44 |
Anatoliy Trubin voltou a falar de uma das noites mais marcantes da sua temporada ao serviço do Benfica, com particular destaque para o encontro diante do Real Madrid, que terminou com triunfo encarnado por 4-2, na última jornada da fase de liga da UEFA Champions League, a 28 de janeiro. O guarda-redes ucraniano participou num podcast do antigo internacional Denys Boyko, onde revisitou o golo que marcou aos 90+8 minutos.
Trubin começou por recordar o contexto competitivo da partida e as indicações vindas do banco, num jogo em que o Benfica vencia por 3-2, mas precisava de mais um golo para garantir o apuramento. “O Mourinho disse que não queria ver resultados, queria que jogássemos”, explicou o guardião, sublinhando a exigência tática e emocional de um duelo de elevado grau de dificuldade frente ao conjunto merengue.
Ainda assim, o próprio jogador admitiu que, naquele momento, não tinha total noção do que estava em causa. “Estávamos a ganhar 3-2, já estava a receber a bola no peito, a queimar tempo. Aliviei a bola e toda a gente disse-me ‘Vamos fazer alguma coisa’. Não percebi o que queriam de mim”, revelou Trubin, evidenciando a confusão que marcou os instantes finais do encontro.
A falha de comunicação acabou por gerar tensão dentro de campo e até fora dele, com o guarda-redes a admitir, em tom leve, a reação da estrutura encarnada. “Acho que não tive direito a muitas palavras bonitas (risos)”, ironizou o internacional ucraniano, referindo-se ao momento em que a equipa técnica e colegas tentaram acelerar a tomada de decisão num lance decisivo. A mais curiosa reação foi do Presidente Rui Costa: “Primeiro, toda a gente estava em choque. Depois ele (Rui Costa) disse: 'vês, o treinador queria outro avançado, agora não precisa”.
O desfecho, contudo, acabaria por ser épico. No último lance relevante da partida, o Benfica beneficiou de um livre direto e Trubin foi chamado a subir no terreno. “O Mourinho disse-me para subir e apercebi-me de que precisávamos de mais um golo. Na minha cabeça precisava de dar um passo atrás. Marquei um bom golo”, concluiu.