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Jornalista dá conselho a Rui Costa e ao Benfica: "Não se pode adquirir cromos repetidos"
15 Jun 2026 | 10:55
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04 Dez 2025 | 14:46 |
José Mourinho esteve à conversa com os jornalistas, em conferência de imprensa de antevisão ao Benfica - Sporting, a contar para a 13ª. jornada da Liga Portugal Betclic. O treinador encarnado não quis abrir o jogo sobre algumas decisões táticas, mas falou da greve das arbitragens e das palavras de Rui Borges. Confira, em baixo, tudo o que disse o timoneiros das águias.
Que Benfica é que os adeptos podem esperar amanhã?
"[risos] Um Benfica que quer ganhar, que respeita o seu adversário como respeita todos. Mas um Benfica que quer ganhar".
O Benfica é comparado a um Ferrari pelos adeptos. Nesse sentido, e tendo em conta as boas exibições recentes, o motor começa a carburar?
"Agora guio um BMW que o Benfica me deu... Devo fazer publicidade à BMW e não à Ferrari. Fazendo jus à minha fama e proveito de ser forreta, o Ferrari ofereceram-me. Nunca o compraria. Ganhámos os últimos três jogos, sim, o primeiro dos quais contra uma equipa de uma divisão inferior. Acho que fizemos um jogo bem conseguido no Ajax de acordo com os nossos objetivos para esse jogo, de acordo com as nossas caraterísticas e limitações. E no último, contra o Nacional, tenho a certeza que se em vez de sermos nós tivesse sido outra equipa portuguesa a fazer o jogo que fizemos, a amassar como amassámos, a criar como criámos, tenho a certeza que teriam tido direito a comentários absolutamente fantásticos, falando de um nível avassalador, da qualidade de jogo, de super recorde, de remates. Acho que fizemos um jogo muito bem conseguido com uma equipa que nos criou, obviamente, dificuldades por ter sido uma equipa que defendeu tanto e bem. Três vitórias de seguida é positivo, é bom, mas não me faz nem a mim nem a nenhum de nós perder o controlo, a tranquilidade ou a humildade, que começa a ser uma caraterística na nossa equipa. É uma equipa que trabalha como equipa, festeja como equipa, sofre como equipa, e isso é um passo importante"
Fez ontem 25 anos do primeiro dérbi de Mourinho, que festejou de maneira efusiva. De lá para cá, já jogou talvez centenas de dérbis em vários países. Mas um dérbi é sempre um dérbi. Como é que se vivem estes dias?
"Normal. Não vou dormir pior hoje do que uma noite que anteceda um não-dérbi, não fui mais detalhista no trabalho por ser um dérbi ou um não-dérbi. O que tivemos esta semana foi a possibilidade de ter mais tempo de trabalho, porque normalmente jogamos e temos jogo passado dois ou três dias. Neste caso, depois do Nacional, houve mais tempo. De resto, com maior tranquilidade. Já joguei uma infinidade de dérbis em todos os países, mas não creio que isso seja nem positivo nem negativo. Não é negativo porque não me retira a vontade de jogar um novo dérbi, não é negativo porque me retira alguma da emoção que precisas para jogar estes jogos, e positivo no sentido de déja-vu e ser muito difícil que aconteça algo que nunca te aconteceu na carreira. Mas normal..."
O Benfica joga em casa e, em teoria, na Luz tem vantagem. Mas o Benfica já perdeu seis pontos jogando em casa. Considera haver uma dívida para com os adeptos?
"Há sempre dívida. Principalmente quando, às vezes, possa parecer que a atitude da equipa não é condizente com o amor de milhões de benfiquistas. Nesse sentido sim. No sentido de perder jogo, perder pontos, não jogar o jogo que os adeptos possam estar à espera, penso que não seja uma questão de dívida. A responsabilidade que os jogadores têm é fundamentalmente de honrarem a sua profissão e, depois, honrarem o benfiquismo. E isso significa uma atitude intocável em qualquer jogo. Às vezes, eu como treinador, e os adeptos como adeptos, podemos ter alguma perceção errada e pensar 'esta atitude não foi a melhor'. Mas às vezes há condicionantes. O grupo é bom, é um grupo de gente boa, que não cria um único problema na gestão do mesmo. Um grupo amigo, um grupo bom. E nesse sentido, acho que não têm dívida absolutamente nenhuma. Dão o que podem dar, e obviamente com o crescimento da equipa e de algumas individualidades vão numa direção onde se criará mais empatia com os adeptos e menos, entre aspas, a dívida de que falou. Mas não consigo olhar nesse sentido"
Está preocupado com o facto de os árbitros poderem vir a fazer greve?
"Se fizerem, estou convencido que há muitos árbitros na Europa que gostariam de vir apitar o campeonato português. Acho que é uma coisa que acontece muito. Não tanto nos países europeus, mas algumas vezes ainda sim. Hoje em dia, os árbitros são profissionais e, não direi todos - porque alguns apitam em campeonatos de outra dimensão -, mas os melhores terão todo o prazer de vir apitar em Portugal. Se alguma vez acontecer, que os árbitros tenham essa decisão, não penso que seria um grande problema porque acho que o campeonato continuaria e a Liga encontraria facilmente soluções."
Que tipo de Sporting espera amanhã? À semelhança do que costumamos ver, ou mais na expectativa?
"Não faço ideia. O Sporting jogará como o Rui Borges quiser que jogue, como o Rui preparou a sua equipa durante esta semana. Não faço a mínima ideia. Obviamente que também nos prepararemos para o 'assim ou assado', mas o mais importante é como queremos jogar, o que preparámos para nós, para a nossa identidade. Mas como fazemos com todas as equipas, estudamos o mais que podemos. Fica sempre aberta a porta da imprevisibilidade, que é a que o treinador e os jogadores adversários podem meter no jogo. Mas honestamente, preparámo-nos mais relativamente a nós próprios do que pensando no adversário, que como sabemos é fortíssimo."
Os jogadores sabem o que é jogar um dérbi em Portugal?
"Os jogadores também vão crescendo com as experiências. Quando disse que há jogadores que chegam a um clube e depois saem e ainda não perceberam muito bem onde estiveram, refiro-me a um determinado perfil. Porque há outros que pelo seu próprio perfil vivem um pouco isolados dos contextos, não sentem muito a responsabilidade, a dimensão, historicamente não sabem o significado de determinado tipo de jogos. Refiro-me um bocadinho mais ao perfil do que ao jogador que acabou de chegar e não percebe. Há uns que chega e percebem imediatamente onde estão, mesmo os recém-chegados já jogaram contra o Sporting. Percebem o perfil o campeonato em Portugal e as equipas que tradicionalmente jogam para os lugares de cima. Não penso que isso seja um problema."
O que foi identificado no Sporting que possa exigir uma resposta tática especial?
"Não quero responder... A pergunta é boa, mas a resposta não é boa para te dar, porque seria exatamente o mesmo que dizer 'Henrique, vem ver os treinos e percebes o que fizemos e as coisas que nos preocupam ou que podemos tentar explorar'. Não gosto de dizer debilidade, porque uma equipa da dimensão do Sporting não tem a debilidade. Poderá simplesmente haver algumas coisas que podemos explorar. Mas basicamente é um bocadinho por aí"
Rui Borges expressou a sua admiração por si e já disse que o José Mourinho foi uma referência. O que acha que amanhã pode ensinar-lhe? E se tivesse de lhe dar um conselho, qual seria?
"Não tenho nada para ensinar... Agradeço as palavras do Rui, mas já sei que vocês vão-me adjetivar com falta de humildade. É normal que estes treinadores desta geração seguinte à minha tenham admiração por alguém que fez o que fez e abriu a porta a que se pensasse o treinador de determinada maneira. Obviamente que agradeço as palavras do Rui, porque poderia não ter dito e disse. Tenho de agradecer. Acho que não tem nada a aprender comigo no dérbi. É um treinador com experiência, com capacidade, campeão nacional. Sabe muito bem o que quer para a sua equipa e teve, quanto a mim, um mérito muito grande: a transformação do Sporting do Ruben Amorim para o 'seu' Sporting. Foi objetivo, corajoso, sabia perfeitamente o que queria, passou ao lado de muitas críticas, e está a fazer um trabalho extraordinário. Tenho o maior respeito por ele e, da mesma maneira que ele disse que respeita-me como a todos os outros, faço das palavras dele as minhas. Respeito-o a ele e a qualquer treinador que defrontemos em Portugal."
Ríos está de regresso. Está preparado para utilizar um 11 com cinco médios ou vai manter um jogador mais de corredor?
"A pergunta é boa, mas não vou responder. Não vi, mas o Gonçalo passou-me as declarações do Rui na conferência e ele não diz 'joga o Morita, joga o Simões'. Não diz se o Ioannidis vai ou não recuperar, não diz se o Debast joga ou não. Não diz nada. A única coisa que posso dizer é que o Rui diz que ainda tem de conversar com a almofada e eu não tenho. Já está tudo conversado. Sei quem vai jogar. Treinámos hoje em função exatamente de quem vai jogar, os jogadores sabem. Não há dúvidas. Mas não lhe vou responder".
Guarda-redes internacional ucraniano divulgou futebolistas que gostaria de ver no Clube encarnado e resposta pode agradar os adeptos
15 Jun 2026 | 17:29 |
Anatoliy Trubin foi desafiado a revelar qual o adversário que gostaria de ter na equipa dele e não precisou de pensar muito. O internacional ucraniano não demorou muito a responder depois de questionado sobre quem adoraria ter na equipa.
"Diria Mbappé ou Lamine Yamal", disparou o guarda-redes, em declarações exclusivas à DAZN, respostas que agradam à massa associativa benfiquista. Sobre os melhores adversários que enfrentou, excluindo os avançados de Real Madrid e Barcelona, Trubin escolheu Pedri, médio do Barcelona, Michael Olise e Jamal Musiala, respetivamente extremo direito e médio ofensivo do Bayern.
Trubin contou que "o golo contra o Real Madrid", na última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, na época que terminou, é o momento da carreira que o faz sorrir. Vale lembrar que o guardião revelou que estava confuso nos últimos minutos desse jogo.
Já Andriy Pyatov, antigo guarda-redes do Shakhtar, com quem coincidiu no clube ucraniano, foi o jogador com quem mais aprendeu. "Trabalhámos juntos (no Shakhtar), cheguei (à equipa) com 17 anos, muito jovem, da academia, e ele era um guarda-redes experiente que tinha imensos jogos e tinha passado por muitas situações. Ajudou-me de diversas formas", justificou.
Em relação à melhor defesa, contou, aconteceu no jogo com a Islândia, em novembro, em jogo de qualificação para o Mundial 2026. "É a primeira que me vem à cabeça, no último jogo de qualificação para o Mundial, por ter sido importante, pois o resultado estava 0-0, e ao mesmo tempo difícil", explicou.
Médio das águias continua a somar elogios além-fronteiras e há quem o coloque num patamar muito especial do futebol mundial
15 Jun 2026 | 17:01 |
Fredrik Aursnes continua a colecionar admiradores dentro e fora de Portugal. Desta vez, o internacional norueguês do Benfica foi alvo de rasgados elogios na imprensa do seu país, onde voltou a ser destacado não só pela qualidade dentro das quatro linhas, mas também pela relação próxima com Erling Haaland.
A amizade entre os dois internacionais remonta a 2017, nos tempos do Molde. Aursnes já integrava a equipa principal quando Haaland deu os primeiros passos no futebol sénior, acabando por desenvolver uma relação próxima com o atual avançado do Manchester City. Os caminhos separaram-se em 2018, quando Haaland rumou ao RB Salzburgo, mas a ligação entre ambos manteve-se ao longo dos anos.
Ruben Gabrielsen, antigo colega dos dois jogadores, deixou palavras que estão a ecoar no futebol europeu. O defesa foi perentório. "Não esperava que se tornassem no melhor avançado do mundo e no futebolista mais subestimado do mundo, respetivamente", falou, em declarações ao jornal norueguês VG.
O central recordou ainda os tempos de balneário partilhados com os dois internacionais noruegueses. "Dava para ver que tinham talento e eram mesmo bons", afirmou, antes de destacar as diferenças entre ambos. "São muito diferentes, mas têm um grande sentido de humor. Ambos ocupam muito espaço no campo. Ficavam entusiasmados e até podiam ficar chateados. O Haaland só estava interessado em marcar. Se não marcasse, ficava furioso", confessou.
A influência de Haaland na carreira de Aursnes continua bem presente. Nos últimos meses, o médio do Benfica revelou que consultou o avançado do Manchester City antes de decidir regressar à seleção da Noruega. Agora, enquanto Haaland continua a colecionar golos, Aursnes vai somando elogios e consolidando o estatuto de uma das figuras mais respeitadas e, para muitos, uma das mais subestimadas do futebol europeu.
Perante possibilidade de José Mourinho sair para o Real Madrid, técnico foi visto como um dos alvos de Rui Costa para substituir 'Special One'
15 Jun 2026 | 16:49 |
É oficial. César Peixoto foi anunciado como novo treinador do Wolverhampton, numa mudança que marca o início da sua primeira experiência fora de Portugal. O técnico português sucede a Rob Edwards no comando da equipa inglesa, onde Jorge Mendes tem grande influência.
De recordar que o técnico chegou a ser apontado ao Benfica por vários órgãos de comunicação social perante a possibilidade de José Mourinho sair para o Real Madrid. No entanto, tal como o nosso Jornal adiantou, em Exclusivo, o treinador não fazia parte dos alvos de Rui Costa (Recorde AQUI).
César Peixoto deixa o Gil Vicente depois de uma época de bom nível, na qual conduziu o clube à sexta posição na Liga portuguesa. O acordo com o emblema inglês é válido por duas temporadas e fica apenas dependente da obtenção da licença de trabalho em Inglaterra.
Nas primeiras declarações enquanto técnico dos Wolves, o português mostrou-se entusiasmado com o desafio: “Estou orgulhoso por chegar a um clube grande e histórico em Inglaterra. É uma grande oportunidade para mim e vou fazer tudo para devolver os Wolves ao lugar que merecem, a Premier League”, afirmou.
O técnico definiu ainda a sua identidade como treinador, sublinhando a exigência e intensidade das suas equipas, e destacou referências no futebol português. O Wolverhampton chega a esta nova fase após uma temporada negativa na Premier League, que terminou com a despromoção ao segundo escalão.
Veja a publicação:
Jornalista dá conselho a Rui Costa e ao Benfica: "Não se pode adquirir cromos repetidos"
15 Jun 2026 | 10:55
Marco Silva no Benfica confirma tendência que tem vindo a ser seguida no século XXI
15 Jun 2026 | 16:20
João Rego vence prémio internacional e chama a atenção do Benfica e de Marco Silva
15 Jun 2026 | 13:12