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Clube
27 Set 2024 | 12:35 |
José Manuel Delgado, redator principal do jornal A Bola, num artigo de opinião publicado, comentou a oposição que existe no Benfica contra Rui Costa e as entrevistas de Luís Filipe Vieira e Luís Mendes contra o Presidente do Clube encarnado.
"Duas entrevistas recentes, a primeira de Luís Filipe Vieira, que durante mais de uma década afirmou estar em Rui Costa a pessoa ideal para suceder-lhe na Luz; e outra, de ontem, de Luís Mendes, ex-vice-presidente recém-demissionário, que chegou à Luz precisamente pela mão de Rui Costa, e na qualidade de pessoa de confiança do líder encarnado, funcionaram como uma espécie de abertura de caça ao antigo 10. Curiosamente, nesta fase, Rui Costa é acusado por Luís Filipe Vieira de ter desvirtuado o projeto que este vinha erguendo desde 2003; e Luís Mendes acusa-o de ter dado a mão ao chamado vieirismo, colocando Rui Costa numa posição de ser preso por ter cão e por não ter", começa por dizer o redator.
"Deste estado de coisas, em que da parte de Vieira foram consideradas indesejadas pessoas que trabalham no Benfica, o mesmo acontecendo com Luís Mendes (coincidentes em relação a algumas, curiosamente), parece estar a ser poupado algum trabalho de desgaste e alguma retórica à oposição ‘tradicional’, que se apresenta com ideias mais extremas através de Francisco Benitez (que tem vindo, em abono da verdade, a temperar o discurso, e a procurar, até, posições de consenso, como no caso dos estatutos), e sob as vestes da tecnocracia, no que diz respeito a Noronha Lopes", acrescentou José Manuel Delgado.
"Perde para qualquer candidato, até para Vieira"
"Com o campeonato ainda no primeiro terço, a equipa a dar sinais de recuperação pontual e exibicional, ultrapassada que foi a fase Schmidt e em grande parte feitas as pazes com o Terceiro Anel, não será risco demasiado para a oposição atirar o clube para uma crise social (deixando, imagine-se, Rui Costa numa situação entre a espada e a parede em que se vê obrigado a fazer uma fuga para a frente) que pode atingi-los em efeito ‘boomerang’? Todos os sócios e respetivos staffs atrás nomeados não são Benfiquistas de aviário, seguem o clube há muitos anos, e sabem perfeitamente que uma coisa é ‘ganhar’ uma AG, onde se reúnem dois ou três mil sócios, outra completamente diferente é ganhar eleições com 40 mil votantes, sendo que, neste particular, a ‘morte eleitoral’ de Rui Costa anunciada por Luís Mendes - «perde para qualquer candidato, até para Vieira», disse -, arrisca-se a ser manifestamente exagerada", concluiu o redator
Comissão divulgou novas informações relativas a tentativa de aquisição de 16,38% da SAD benfiquista por grupo norte-americano
18 Jun 2026 | 11:28 |
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou esta quarta-feira nova informação relativa ao processo de tentativa de alienação de 16,38% do capital da Benfica SAD, detido pelo acionista José António dos Santos.
Segundo a informação tornada pública, a sociedade desportiva encarnada foi notificada da não concretização da venda das ações, numa operação que acabou por não avançar após a recusa do clube em aceitar o negócio, alegadamente devido a interesses do comprador noutro emblema desportivo.
No comunicado enviado, a Benfica SAD esclarece ter recebido a participação qualificada de José António dos Santos e do Grupo Valouro, na qual é confirmada a não concretização da transmissão de 3.767.400 ações da categoria B, correspondentes a 16,38% do capital social e dos direitos de voto da sociedade. De acordo com o documento, a operação previa a venda das ações detidas por José António dos Santos e pelo Grupo Valouro, mas acabou por não se realizar.
O comunicado explica que a entidade compradora, ENTREPRENEUR EQUITY PARTNERS SPV V, LLC, informou que não se verificou a condição precedente relativa à aprovação prévia da operação pela assembleia geral da Benfica SAD.
Dessa forma, e nos termos do contrato estabelecido, a aquisição das ações não se concretiza, não havendo lugar à transferência das participações anteriormente anunciadas. Com o incumprimento da condição exigida, a tentativa de aquisição fica sem efeito, mantendo-se inalterada a estrutura acionista da Benfica SAD neste processo.
Encarnados lançaram comunicado onde confirmam que a venda de 16,38% da SAD por parte de João António dos Santos para fundo Americano foi bloqueada
17 Jun 2026 | 11:37 |
O Benfica confirmou que não avançará com a entrada do fundo norte-americano Entrepreneurial Equity Partners (EEP) no capital da SAD encarnada. A decisão foi anunciada através de um comunicado oficial, no qual o Clube da Luz esclarece os motivos que levaram ao fim das negociações relativas à aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos, empresário conhecido como o "Rei dos Frangos".
Segundo a nota divulgada pelos encarnados, durante o período previsto no pré-acordo celebrado entre o EEP, o Grupo Valouro e José António dos Santos, decorreram várias reuniões e trocas de informação entre as partes. No entanto, a análise ao projeto de crescimento do fundo norte-americano levou à conclusão de que poderiam existir incompatibilidades com os princípios estatutários da Benfica SAD.
De acordo com o Benfica, o facto de o EEP pretender investir em participações minoritárias noutros clubes europeus poderia colidir com normas de não concorrência previstas nos Estatutos da sociedade encarnada. Face a esse enquadramento, Benfica e EEP chegaram a um entendimento comum para não prosseguir com a operação. “Para proteção da Benfica SAD e também do EEP, foi consensual a decisão de não entrar no capital da Benfica SAD”, pode ler-se no comunicado divulgado pelos encarnados.
Apesar deste desfecho, José António dos Santos mantém a intenção de alienar a sua participação na SAD benfiquista. Em declarações ao Negócios, o empresário mostrou-se tranquilo relativamente ao futuro da operação e acredita que continuarão a surgir interessados na aquisição das ações.
“Não tenho dúvidas nenhumas de que há mais pessoas interessadas”, afirmou o empresário, pouco depois de ter sido conhecida a decisão que inviabilizou a entrada do fundo norte-americano. Assim, a participação de 16,38% detida por José António dos Santos permanece disponível no mercado, mantendo-se em aberto a possibilidade de surgirem novos investidores interessados numa posição relevante no capital da Benfica SAD.
Operação tinha sido acordada entre todas as partes, mas acabou por ser esbarrada na oposição da estrutura do emblema encarnado
16 Jun 2026 | 15:43 |
O Benfica decidiu impedir a venda da participação de 16,38% da SAD detida por José António dos Santos, empresário conhecido como "Rei dos Frangos", ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partner. A operação tinha sido acordada entre as partes, mas acabou por esbarrar na oposição da estrutura encarnada.
Segundo informações avançadas pela Bloomberg, o Clube da Luz justificou a decisão com uma cláusula dos estatutos relacionada com situações de concorrência e potenciais conflitos de interesse. Em causa está o facto de o fundo liderado por Tim Leiweke ter investimentos noutras sociedades desportivas europeias.
A principal preocupação do Benfica prende-se com a ligação do grupo ao Venezia, clube italiano do qual o fundo é o principal acionista. Na ótica dos responsáveis encarnados, essa relação inviabiliza a entrada do investidor no capital da SAD benfiquista.
O acordo para a aquisição da posição de José António dos Santos tinha sido tornado público em abril e, segundo informações conhecidas, o valor da transação rondava os 12 euros por ação. A decisão de bloquear o negócio já terá sido comunicada tanto aos representantes do fundo norte-americano como ao empresário português. Também Fernando Tavares se havia pronunciado sobre o tema.
Esta não é a primeira vez que o Benfica recorre aos seus estatutos para impedir a entrada de investidores estrangeiros na SAD. Em 2021, os encarnados já tinham utilizado um mecanismo semelhante para travar a entrada de John Textor no capital da sociedade. Ainda assim, a Bloomberg refere que as partes poderão continuar a dialogar, uma vez que o fundo norte-americano não pretende assumir qualquer papel na gestão da SAD, o que deixa margem para novas negociações.