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Futebol
12 Set 2024 | 09:15 |
Renato Sanches lesionou-se na preparação da receção do Benfica ao Santa Clara, agendada para o próximo sábado, às 20h30. Na opinião de José Manuel Delgado, a lesão do internacional português não é surpresa para ninguém, mas surge numa altura muito pouca oportuna.
"Notícia de uma nova lesão de Renato Sanches não podia ter caído em pior altura para o Benfica"
“Da mesma forma que não havia quem não soubesse que Julian Draxler, Juan Bernat e Renato Sanches eram excelentes jogadores, também não havia quem não soubesse que, em circunstâncias normais, estariam para lá das possibilidades financeiras do Benfica, e toda a gente sabia que só aterraram na Luz porque padeciam de limitações físicas que os tornavam em riscos que o Paris-Saint-Germain não queria correr, preferindo emprestá-los a preço de saldo”, começa por referir José Manuel Delgado.
“Como não há duas sem três, o Clube da Luz resolveu aceitar o empréstimo de Renato Sanches, na esperança de que o adágio «o bom filho à casa torna» falasse mais alto que as lesões que têm vindo a martirizar o campeão europeu por Portugal em 2016, de há vários anos a esta parte, impedindo-o de levar até onde podia o extraordinário potencial que toda a gente lhe reconhecia”, considera o jornalista do jornal ‘A Bola’.
“A notícia de uma nova lesão de Renato Sanches, que irá mantê-lo em doca seca por algumas semanas, sendo sempre negativa para o jogador, não podia ter caído em pior altura para o Benfica, que procura criar em torno do regresso de Bruno Lage (que é como quem diz, simultaneamente, do despedimento de Roger Schmidt), uma vaga de fundo que afaste o clima de crispação em que o clube tem vivido”, afirma José Manuel Delgado.
“Mais uma razão para tornar importante o jogo de sábado com o Santa Clara, e a partida da quinta-feira seguinte, em Belgrado, 48 horas antes de uma Assembleia Geral que terá o ambiente muito temperado pelos resultados destes dois jogos”, atira o jornalista.
“Sendo certo que nunca há lesões oportunas, esta, de Renato Sanches, afigura-se particularmente inoportuna pelo ‘anticlimax’ que cria. Mas que ninguém diga que foi apanhado de surpresa”, finaliza José Manuel Delgado.
Estudo internacional coloca as águias entre os emblemas mais bem-sucedidos do mundo do futebol, com uma diferença expressiva para os rivais
15 Out 2026 | 11:37 |
O Benfica está entre os clubes que mais valorizaram os jogadores contratados nos últimos cinco anos, segundo um estudo do Observatório do Futebol (CIES). As águias ocupam o quarto lugar mundial, com um saldo positivo de 488 milhões de euros, numa classificação que destaca a capacidade encarnada para potenciar o valor dos reforços.
Os números colocam o emblema da Luz ao lado de alguns dos gigantes do futebol internacional, numa lista que evidencia a importância da estratégia no mercado de transferências. O Benfica surge mesmo à frente de vários concorrentes de peso e deixa os rivais nacionais bastante mais abaixo na tabela.
No topo do ranking está o Eintracht Frankfurt, com 527 milhões de euros, seguido de perto pelo Real Madrid, com 526 milhões. O Paris Saint-Germain ocupa o terceiro posto, com 490 milhões, enquanto o Manchester City fecha o grupo dos cinco primeiros, com 447 milhões - apenas atrás dos encarnados nesta análise.
Entre os clubes portugueses, a diferença também salta à vista: o Porto - que tem de imitar o Glorioso na Champions - aparece no 12.º lugar, com 338 milhões de euros, enquanto o Sporting ocupa a 25.ª posição, com 236 milhões. Mais abaixo surgem o Braga, em 37.º, com 179 milhões, o Famalicão, em 60.º, com 133 milhões, e o Vitória de Guimarães, em 123.º, com 68 milhões.
A análise do CIES considera o saldo entre os valores pagos pelas contratações e as receitas obtidas com vendas, incluindo também a valorização estimada dos jogadores que continuam nos plantéis. Os atletas formados nos próprios clubes ficam excluídos do estudo. No sentido oposto, o Al-Hilal regista o pior saldo mundial, com menos 502 milhões de euros, enquanto o Manchester United apresenta o resultado mais negativo entre os emblemas europeus, com menos 405 milhões.
Treinador do Celtic, de 74 anos, fez a antevisão ao encontro da segunda jornada da fase de liga da Liga Europa, no Estádio da Luz
15 Out 2026 | 11:36 |
Martin O"Neill, treinador do Celtic, atribuiu valor ao Benfica, reconhecendo-lhe "muito bons jogadores" e "confiança" pela vitória inaugural na Liga Europa, mas ambiciona "causar problemas" e vencer as águias no Estádio da Luz.
M. O"Neill: "Eles têm muita confiança"
"Eles têm muita confiança, por terem começado a competição a ganhar em Milão, algo que não é fácil. Têm muito bons jogadores, mas nós também, por isso queremos tentar causar-lhes alguns problemas", prometeu , em conferência de antevisão.
O técnico de 74 anos continuou a tecer elogios ao Clube da Luz, caracterizando-o como "uma equipa de Liga dos Campeões e um dos favoritos a ganhar a competição", e também o seu treinador, Marco Silva, assinalando que este "tem vários admiradores no futebol britânico" pelo trabalho que realizou em Inglaterra, onde treinou Hull City, Watford, Everton e Fulham.
M. O"Neill: "Jogaram muito bem contra o Hearts"
Martin O"Neill revelou que esteve atento ao confronto das águias com o Hearts, rival do Celtic na Escócia. "Assistimos a esse jogo, eles (Benfica) jogaram muito bem aqui contra o Hearts, mas não acho que possa retirar muito daí. No final, tudo o que aconteceu foi provar o quão bom o Benfica é, mas se mostrarmos as nossas capacidades e o que poderemos fazer, então acho que também podemos causar problemas", salientou.
O clube de Glasgow regressa a Lisboa, cidade da qual reserva a memória do momento mais alto da sua História, a conquista da Taça dos Campeões Europeus, em 1966/1967, no Estádio Nacional, no Jamor. A partida entre águias e católicos está agendada para as 20h00.
Só dois clubes conseguiram sobreviver a um arranque desastroso na nova fase de liga e os dragões têm agora um exemplo do rival
15 Out 2026 | 10:40 |
O Porto complicou as contas na Liga dos Campeões e enfrenta agora um cenário que deixa pouca margem para erros. Depois de perder diante do Manchester City na primeira jornada, os dragões voltaram a escorregar, desta vez frente ao Real Betis, por 3-2.
O arranque europeu dos azuis e brancos coloca a equipa perante um desafio estatisticamente complicado, numa fase da prova em que recuperar de duas derrotas consecutivas está longe de ser habitual. Ainda assim, há exemplos recentes que podem alimentar a esperança portista, incluindo um do Benfica.
Desde a introdução da fase de liga, em 2024/25, apenas duas equipas conseguiram ultrapassar duas derrotas iniciais e seguir para uma fase posterior da competição: o Milan, na época inaugural, e o Benfica, na temporada seguinte, segundo os dados destacados pelo Playmaker.
No caso dos encarnados, a caminhada começou com uma derrota frente ao Qarabag, resultado que contribuiu para o despedimento de Bruno Lage. Já com José Mourinho ao comando, o Benfica voltou a perder, desta vez diante do Chelsea, em Stamford Bridge, mas conseguiu recuperar e garantir a continuidade na prova.
É precisamente esse percurso que o Porto terá de procurar replicar se quiser continuar a sonhar com a qualificação. A história recente mostra que a tarefa é possível, mas os dragões terão de corrigir rapidamente os erros e imitar o Clube da Luz.