Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Futsal
10 Jun 2023 | 10:43 |
Neste sábado, dia 10 de junho, às 18h00, a equipa de futsal do Benfica disputa o jogo um da final do playoff da Liga Placard, frente ao Sporting, no Pavilhão João Rocha.
Nuno Campilho, comentador do nosso Jornal, antecipa mais um grande jogo entre duas equipas que têm dominado o panorama nacional e europeu. “São duas equipas que se conhecem bem, não vislumbro que percam muito tempo em estudar a forma de jogar de cada uma, pelo que só posso esperar muita intensidade e velocidade desde o início do jogo”, afirmou.
Em oposição, Bernardo Alegra, Diretor do Glorioso 1904, prevê uma final marcada pelo equilíbrio tático: “Espero um encontro algo conservador, especialmente por parte do Benfica. Parece-me que desde a entrada do Mário Silva nos sentimos mais confortáveis numa posição de maior controlo defensivo e aproveitamento dos erros adversários. Por outro lado nenhuma das equipas quer perder o primeiro jogo pelo que estarão tendencialmente mais cautelosas”.
Apesar de não ter alcançado a final da Liga dos Campeões, onde acabaria por terminar no terceiro lugar, a época do Clube da Luz tem sido bastante positiva. Em 2022/23, os encarnados já contam com a conquista da Taça da Liga e Taça de Portugal, esta última depois de vencer o rival da segunda circular por uns impressionantes 4-1.
Contudo, o Diretor do Glorioso 1904 voltou a mostrar-se apreensivo com o verdadeiro potencial do adversário: “Não acho que exista qualquer vantagem psicológica para o Benfica. Vamos jogar contra a equipa que, à exceção do presente ano, tem dominado o futsal nacional e até europeu nos últimos anos. Estamos com certeza melhor do que estávamos no inicio do ano em que acumulávamos derrotas consecutivas nas mais diversas competições. Mas o Sporting é uma equipa extraordinariamente experiente pelo que saberá lidar com essa situação”.
Em busca do troféu de Campeão Nacional, título que foge aos Benfiquistas desde a temporada 2018/19, as águias apresentaram números estratosféricos na Liga Placard: 20 vitórias, 2 empates e apenas 5 derrotas em 27 partidas, contando ainda com 119 golos marcados e, somente, 60 consentidos. No total das competições, o Benfica soma 35 vitórias em 45 jogos, juntamente com 198 golos registados.
Entre os principais contribuintes para a ressureição do Glorioso em todos os setores, encontramos Rocha, pivot brasileiro de 28 anos que despontou com 40 golos e 14 assistências em 44 partidas. De seguida, apararecem nomes já conhecidos dos adeptos, como o ala luso Bruno Cintra (25 golos e 11 assistências); o ala canarinho Arthur (24 golos e nove assistências) e o pivot Jacaré (22 golos e 17 assistências).
Ainda assim, Bernardo Alegra não prevê resultados muito dilatados ao longo da eliminatória: “Não me parece que vá ser o poderio ofensivo a definir o vencedor deste jogo ou desta final, até porque aí entramos em desvantagem com uma equipa que marcou 32% mais golos na fase regular da época. São duas equipas que se conhecem muito bem, com os melhores jogadores da modalidade pelo que mais importante que o poderio ofensivo será o controlo tático e emocional de forma a cometer o mínimo de erros possível”.
Mais do que a simples vitória no dérbi, está em causa a recuperação dos tempos de glória do Benfica. No total, o Glorioso já arrecadou 29 troféus no seu plamarés, incluindo oito títulos da primeira Divisão; quatro Taças da Liga, oito Supertaças; oito Taças de Portugal e uma Champions League. Ainda assim, nos últimos 10 anos, só por duas vezes o Clube sagrou-se Campeão Nacional, um registo que não se compara às seis vitórias do Sporting na década transata.
De facto, os leões são o maior expoente do futsal português com 43 títulos conquistados, entre os quais se encontram duas Ligas dos Campeões e 17 Campeonatos Naconais. E se o ataque do Benfica é letal, o adversário é ainda mais prolífero: 235 golos marcados; 34 vitórias; sete empates e duas derrotas.
Neste contexto, Campilho deixa um aviso sério: “O Benfica, do meu ponto de vista, deverá trabalhar mais e melhor a concentração no momento defensivo e, frente ao Sporting, ainda mais, pois estamos a falar de uma equipa muito poderosa. Ainda que possamos ter condições para ferir o adversário, com o nosso poderio ofensivo, de nada valerá se cometermos erros que permitam ao adversário a marcação de golos que os possam fazer equilibrar, ou distanciarem-se no marcador”.
Para vencer o conjunto leonino, os comandados de Mário Silva terão que importunar estrelas de alto gabarito, como o ala italiano Diego Cavinato (45 golos e 12 assistências) ou o ala português Pany Varela (22 golos e 18 assistências em todas as competições). Esta é uma preocupação urgente para o Benfica, especialmente depois de uma meia-final frente ao Braga em que a equipa sentiu dificuldades em situação defensiva no 5×4 do adversário.
Perante o ataque dos leões, Alegra destaca a importância dos guardiões encarnados para as esperanças do Benfica: “Eu acho que o o jogador mais importante nas modalidades de pavilhão é o guarda redes. Os jogos decidem-se quase sempre em pequenos detalhes e, até olhando para o exemplo dos últimos anos, o guarda redes tem um papel preponderante no resultado final. Esperemos que o Léo esteja à altura e seja decisivo na reconquista da Liga”.
Por sua vez, Nunu Campilho considera que o caminho para o sucesso está dependente de outros jogadores mais criativos e atléticos: “Chishkala pela sua capacidade física e acerto na finalização; Rocha, pela qualidade e até pelo seu passado de ligação ao Sporting; Bruno Coelho pela experiência e, sobretudo, Afonso Jesus, que eu considero um jogador verdadeiramente notável e muito completo em todas as ações do jogo”.
Por fim, Bernardo Alegra assegurou que “o peso histórico não tem qualquer influência no resultado” e que a utilização de um modelo mais móvel e defensivo trará alegrias ao universo Benfiquista. “Independentemente das dificuldades que vamos encontrar, estou confiante que será desta que recuperamos o título e fechamos a época com um pleno de títulos em Portugal. Viva o Benfica!”.
De recordar que o segundo encontro da final terá lugar daqui a três dias, na terça-feira, pelas 20h30, já na Luz. No dia 17, novamente no Pavilhão João Rocha, o jogo 3 arrancará às 16 horas, com os eventuais jogos quatro e cinco marcados para 21 de junho (20h30, na Luz) e 25 de junho (15h, no João Rocha).
Mário Silva, treinador encarnado, acredita que "a equipa que conseguir levar o jogo mais tempo para as situações onde é mais competente será sempre aquela que estará mais perto de vencer", vincando também a importância do "aspeto emocional que os dérbis acarretam, porque são jogos especiais". Por sua vez, o treinador verde e branco Nuno Dias sublinhou à Sporting TV que “os jogadores estão conscientes do momento da época em que se encontram” e desvalorizou o facto das águias terem visto chegar um novo técnico há menos de três meses, considerando que “os jogadores estão juntos há muito tempo”.
Nos últimos três anos, ator jogou no Nisa Futsal Clube, emblema da sua terra, mas as deslocações de cerca de 200 quilómetros dificultaram agenda
25 Set 2026 | 12:27 |
José Condessa acaba de protagonizar uma mudança que surpreendeu muitos. O ator assinou pela equipa B sénior de futsal do Benfica. A ligação aos encarnados, porém, vem de muito longe. O ator entrou na formação das águias quando tinha apenas cinco anos e chegou a partilhar balneário com jogadores que viriam a destacar-se no futebol português, como Renato Sanches, Rúben Dias e Ferro.
O percurso no futebol acabou por ser interrompido na sequência de uma lesão no tendão de Aquiles. Mesmo afastado dos relvados, José Condessa nunca deixou de praticar desporto. Nos últimos três anos, jogou no Nisa Futsal Clube, da sua terra, mas as deslocações de cerca de 200 quilómetros para cada lado começaram a dificultar a conciliação com a representação.
J. Condessa: "Há três anos que jogava no Nisa mas é um esforço fazer 200 quilómetros para ir para lá e depois mais 200 quilómetros para cá"
“Tento sempre conciliar o desporto com a representação, há três anos que jogava no Nisa mas é um esforço fazer 200 quilómetros para ir para lá e depois mais 200 quilómetros para cá e isso foi umas das coisas que fez com que este ano eu decidisse abrandar um bocadinho lá, mas não consigo largar o futebol, faz parte da minha vida e faz-me feliz”, explicou.
A solução passou por continuar a jogar em Lisboa, onde atualmente concilia o futsal com uma carreira na representação cada vez mais preenchida. José Condessa mudou-se recentemente para a SIC, onde vai integrar o elenco da novela Avenida Portugal, além de ter outros projetos profissionais previstos em Portugal e no estrangeiro. “Temos sempre que ter um escape nesta profissão que exige tanto tempo de concentração e esforço, quer a nível físico, como psicológico. É importante termos alguma coisa em que nos esquecemos do mundo e para mim acaba por ser com o futebol. Eu continuo a jogar, só não estou agora a jogar mais no Alentejo. Estou a jogar cá em Lisboa”, revelou.
O regresso ao Benfica está, para já, numa fase inicial. Condessa já começou a treinar com a equipa B de futsal, mas ainda não disputou qualquer encontro oficial pelos encarnados. Apesar disso, não esconde a satisfação por voltar a representar o clube com o qual mantém uma ligação desde criança: “Já comecei e está a ser maravilhoso”, contou o ator à TV7 Dias.
Veja José Condessa na apresentação da equipa de Futsal:
Jogadores vão representar a Seleção de seu país em busca de título, o que confirma boa forma vivida com a camisola das águias
24 Set 2026 | 13:45 |
É oficial: Arthur e Cléber Souza, jogadores do Benfica, foram convocados para representar a seleção brasileira de futsal na Copa das Nações. As águias estão, assim, entre os clubes mais representados na convocatória de Marquinhos Xavier para a competição, que vai decorrer entre os dias 14 e 18 de outubro, no Paraná.
Além da dupla do Benfica, a convocatória conta ainda com dois jogadores do Sporting: Felipe Valério e Rufino. Os quatro atletas que atuam em Portugal formam o quarteto ao serviço dos leões e das águias na competição internacional.
Arthur é o jogador com mais internacionalizações entre os quatro, contabilizando 86 jogos pela seleção brasileira. Felipe Valério surge logo atrás, com 61 partidas, enquanto Cléber Souza soma 15 e Rufino conta com quatro aparições pela Canarinha.
A Copa das Nações contará ainda com as seleções de Afeganistão, Cabo Verde, Indonésia, Japão e Peru. O Brasil ficou integrado no Grupo A, juntamente com Cabo Verde e Indonésia, enquanto o Grupo B é composto por Japão, Peru e Afeganistão.
Arthur e Cléber Souza terão, assim, a oportunidade de representar o Benfica ao mais alto nível internacional e ajudar a seleção brasileira a lutar por mais um troféu. O Brasil estreia-se na competição a 14 de outubro, diante de Cabo Verde, antes de defrontar a Indonésia no dia seguinte. Depois de um dia de descanso, as meias-finais estão agendadas para 17 de outubro, ficando a grande final marcada para o dia 18.
Águias começaram a vencer, mas desperdiçam oportunidade de vencer no último lance da partida contra equipa da casa e perdem dois pontos
19 Set 2026 | 17:32 |
A equipa de futsal do Benfica não foi além de um empate a 2-2 na visita ao Portimonense, num encontro marcado pela enorme reação da equipa da casa na segunda parte e por um final verdadeiramente dramático. As águias chegaram a ter uma vantagem de dois golos, mas acabaram por permitir a recuperação dos algarvios.
A partida começou com bastante intensidade, com o Benfica a assumir o controlo nos primeiros minutos. As águias acabaram por fazer dois golos por Arthur (2') e Anderson Fortes (6'). Depois de uma entrada forte do Glorioso, o ritmo baixou consideravelmente até ao intervalo. O jogo tornou-se mais dividido, com várias faltas e menos qualidade na circulação de bola.
A segunda parte foi, porém, completamente diferente. O Portimonense entrou muito mais agressivo, não recuou no terreno e assumiu o controlo das operações. Depois de chegar ao 2-2 por André Rochato (25') e Tomás Reis (35'), a formação algarvia desperdiçou uma grande penalidade e ainda enviou uma bola à barra e outra ao poste, ficando muito perto de completar a reviravolta.
O drama ficou guardado para os últimos instantes. Já praticamente sobre o apito final, Juan tentou afastar a bola para terminar o encontro, mas Montanha cometeu uma falta sobre Gugiel na área contrária. A sexta falta aconteceu a escassos instantes do fim, dando ao Benfica um livre de 10 metros.
Arthur assumiu a responsabilidade, depois de ter regressado à quadra após sair momentos antes queixoso de uma falta, mas acabou por falhar. O empate a 2-2 acabou por traduzir a excelente reação do Portimonense e penalizar o desperdício encarnado.