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Futebol

Dos regressos a Amar Dedic: o que disse José Mourinho na antevisão do Benfica - Real Madrid

Na tarde desta segunda-feira, 16 de fevereiro, treinador dos encarnados lançou a partida da Liga dos Campeões contra um adversário de exigência máxima

Na tarde desta segunda-feira, 26 de fevereiro, José Mourinho fez a antevisão do Benfica - Real Madrid. Fotografia: SL Benfica
Na tarde desta segunda-feira, 26 de fevereiro, José Mourinho fez a antevisão do Benfica - Real Madrid. Fotografia: SL Benfica

16 Fev 2026 | 15:15 |

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José Mourinho deu o pontapé de saída ao reencontro com o Real Madrid. Na conferência de imprensa, onde falou de Amar Dedic e dos regressos de peso, o treinador do Benfica esteve a responder às perguntas dos jornalistas. Confira em baixo tudo o que foi dito pelo Special One.


Que Real Madrid espera três semanas depois? Confirma a disponibilidade de Aursnes e Dedic?


"Confirmo a disponibilidade dos dois. Amanhã de manhã há treino e, como há treino, há sempre espaço para algum imprevisto. Mas em função de ontem e hoje, diria que estão os dois disponíveis. O Real Madrid que espero amanhã é o Real Madrid que é candidato número um a ganhar a Champions. Obviamente que espero um adversário parecido com aquele que foi no pós-Lisboa, onde o treinador teve a capacidade de perceber algumas coisas, de modificar a sua equipa do ponto de vista estrutural, e teve a capacidade de sair de uma situação difícil, de uma derrota inesperada e pesada para três vitórias consecutivas no campeonato".


Sobre a influência que teve em Florentino Pérez na passagem pelo Real Madrid. Quando foi a última vez que falaram?

"A última vez que falámos foi quando assinei pelo Benfica. Enviou-me uma mensagem a dizer 'José, estou muito contente por estares novamente num grande clube'. Foi essa a última vez. Quando jogámos aqui ele não veio, não esteve em Lisboa, não tive a oportunidade de cumprimentá-lo. Espero que esteja cá amanhã e, caso contrário, que esteja em Madrid na próxima semana. Tenho uma grande amizade com o presidente, com a sua família, e é isto. Não há que esconder".


Numa eliminatória a duas mãos, será quase preciso um milagre? Dedic e Aursnes estão para jogar a titulares?

"A minha ideia é que sim, é que estão para jogar a titulares. E direi mais: ou jogam a titulares, ou nem ao banco vão. Se amanhã, no treino da manhã, houver alguma coisa negativa fora... Mas o treino de ontem e de hoje, as indicações são boas. Neste momento considero que estão [bem] para começar o jogo. Não penso que seja preciso um milagre para o Benfica eliminar o Real Madrid. Penso que é preciso um Benfica a um nível máximo. Nem digo alto, digo máximo, quase a roçar a perfeição que não existe. Mas um milagre não. Obviamente que o Real Madrid é o Real Madrid, os jogadores do Real Madrid são os jogadores do Real Madrid, a história, o conhecimento, as ambições... A única coisa comparável é que são dois clubes gigantescos. De resto não há mais nada. Mas o futebol tem este poder e nós podemos ganhar".

Está clara a ligação que tem com o Real Madrid. Como se sente quando ouve as pessoas de lá a falarem tão bem de si?

"Dei tudo ao Real Madrid, tudo o que tinha. Fiz coisas boas, fiz coisas erradas, mas dei absolutamente tudo de mim. E está feito. Quando um profissional, seja treinador ou jogador, sai de um clube com este tipo de sensação, acredito que exista uma ligação para sempre. Em todos estes anos, tive sempre a sensação que as pessoas sentem o mesmo que eu: sabem que dei tudo, o máximo, que também cometi erros, mas que de forma geral há muito carinho. É fantástico. Com isto, não quero alimentar histórias que não existem. Já disse, antes de vir para aqui, que a única coisa que existe é que tenho mais um ano de contrato. É um contrato especial porque foi assinado em período eleitoral e, de acordo comigo e com o presidente, quisemos proteger um hipotético novo presidente. E tem uma cláusula muito fácil para mim e para o Benfica, de 'romper' o contrato. Mas só existe contrato com o Benfica. Com o Real Madrid, zero. E digo mais: gostaria muito de eliminar o Real Madrid, mas gostaria muito que o Álvaro ganhasse o campeonato e ficasse no Real muitos anos. É um treinador com muita capacidade e um rapaz com muito madridismo e personalidade para treinar o clube. Não é para todos".

Real Madrid foi muito criticado em Espanha depois da derrota na Luz, mas os jogadores do Benfica já sabem o que é ganhar este jogo. O que vai pesar mais?

"É uma boa pergunta, mas não consigo responder. Se ganhar uma vez ao Real Madrid é muito difícil, ganhar duas é muito mais difícil. Ganhar três ou uma eliminatória, ainda mais difícil é. Equipa grande que perde e está ferida é uma coisa que eu conheço praticamente desde sempre, porque tive a sorte de quase sempre treinar equipas grandes. Mas mais importante ainda é a motivação que eles têm de ganhar a Champions, não de eliminar o Benfica. O objetivo deles é esse. E isso é o que de mais forte podem ter para o jogo. Da nossa parte, ganhámos e sabemos o porquê. Mas por outro lado, sabemos que o jogo não vai ser uma cópia e que eles tiveram uma evolução importante enquanto equipa num curto espaço de tempo. O que pedi aos jogadores foi para jogarem com a alegria de quem merece estar aqui. Merecem muito estar aqui. Quatro jogos, zero pontos, ter de fazer 9 jogando contra Real Madrid, Juventus, Nápoles... Os jogadores merecem muito. E é melhor, se calhar, estar aqui contra o grande Real Madrid do que contra uma equipa do nível inferior. Vamos desfrutar do jogo de amanhã, esperamos um resultado que nos possa deixar ir a Madrid competir pela qualificação, e vamos com alegria. Sem pressão".

O que espera do jogo de amanhã? E como espera ser recebido no Bernabéu daqui a uma semana?

"Espero que se esqueçam de mim e que o foco esteja em ajudar a sua equipa, o Real Madrid a qualificar-se. É o objetivo da equipa, dos adeptos, eliminar o Benfica, seguir em frente e ganhar a Champions. Chego lá e as pessoas esquecem-se de que sou eu. Única coisa que posso dizer é que me espera um jogo diferente. Comecei por analisar o jogo do Real Madrid contra o Benfica, mas pouco tempo depois a análise passou ao Valencia-Real Madrid e ao Real Madrid-Real Sociedad. Uma estrutura diferente, um modo diferente de estar em campo, uma mentalidade tática diferente. A única coisa que posso dizer é que não quero que a minha equipa jogue como o Real Madrid quer que joguemos. Temos de jogar como eu quero".

O que é que Rafa, Lukebakio e Bruma podem acrescentar num Benfica que junta muita bola no pé?

"O Ríos e o Bah também regressam amanhã e estão para jogar os dois. Temos todos, estão todos para jogar amanhã. Quase todos. João Veloso fora e Wynder também. De resto estão todos. Ríos está dentro e Bah também. O que significa para mim é que agora tenho um bom plantel, um plantel equilibrado, com opções, com miúdos que aparecem, crescem e vão tendo os seus minutos. Agora temos um plantel bom, equilibrado e que me dá muitas opções. Tem razão, criámos um determinado estilo de jogo sempre adaptado a quem tínhamos à disposição. Agora o que temos é a capacidade de sermos mais imprevisíveis e fazer coisas diferentes. Passámos muito tempo sem alas disponíveis, o que nos fez jogar de maneira diferente. Agora temos outro tipo de gente. A velocidade do Rafa, do Lukebakio, que regressou agora, temos a possibilidade de jogar com o Barreiro em diferentes posições, enquanto que agora jogou sempre ali pelas ausências de Ríos e Enzo. Agora temos um grupo mais compacto, que me dá mais possibilidades de ser um bocadinho imprevisível".

Disse que ficou satisfeito por tudo o que fez no Real Madrid. O que mudaria, ainda assim, dessa época?

"Nada, porque não posso mudar nada. Se não o posso fazer, não vou estar a pensar nisso. E ficaria com o facto de ter dado tudo. E quando assim é, mesmo que cometas erros, é uma satisfação. Digo sempre o mesmo aos meus jogadores: se dás o que tens e o que não tens, não há problema em falhar. A bem ou a mal, dei tudo. Estou bem comigo mesmo".

Disse que o Dedic seria opção, mas certamente não estará nas melhores condições... Bah está de regresso, mas estará preparado para fazer 30 ou 40 minutos caso Dedic precise de ser substituído?

"Esteve 15 dias a descansar e a preparar-se, está top... Você está a ser pessimista e eu não quero. Agora temos opções. Se tivesse de jogar o Tomás [Araújo] a lateral e o António a central, ficaria encantado da vida. O Bah já trabalha bem há muito tempo. Não tem minutos de jogo há um ano. Seria muito melhor, obviamente, ter minutos antes de um jogo como este, minutos que, se não tiver neste jogo, pode ter contra o AVS no próximo fim-de-semana. Mas o Bah está de volta e está para jogar, assim como o Ríos. Não sei se foi o efeito 'vontade de jogar contra o Real Madrid', mas está tudo de volta".

O Real Madrid conquistou aqui a décima Liga dos Campeões. Sente que esse título também faz parte da sua história. Sentiu-se frustrado por não ter conseguido lutar por ela?

"Vou ser dos poucos treinadores que saiu do Real Madrid sem ser demitido. Quando sais por decisão própria, não tens de estar arrependido de nada. Eu deixei o Real Madrid com a alma completamente limpa. Nunca me esqueço o que o presidente me disse quando eu decidi sair: 'agora vem o bom, o fácil. O difícil está feito'. Mas naquele momento pensei no melhor para mim. A minha família é a coisa mais importante que existe para mim. E também foi bom para o Real Madrid, mudar depois de três anos duros, intensos, quase violentos. Separámo-nos no momento ideal. Tudo o que o Real Madrid fez depois, só me deu alegrias. Não sinto que sou parte de nada. O mérito é de quem lá estava e de quem ganhou. O Estádio da Luz, para o Real Madrid, é só de felicidade. Perder por 4-2 mas não ser eliminado... Se perdessem mas fossem eliminados, ok. Mas não foi. Simplesmente não se qualificou diretamente para os 'oitavos' e vai jogar o playoff. Não é dramático. Dramático seria perder agora. Penso que Lisboa e o Estádio da Luz serão sempre, para o Real Madrid, de grandes memórias".

Disse que não quer alimentar mais os rumores, mas o Real sonha com o seu regresso... Pode dizer-se não a Florentino e ao Real Madrid?

"Sim... Pode dizer-se que não".


Futebol

Arbitragem inacreditável dita derrota do Benfica no reduto do Porto (3-1)

Equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte, conseguiu mesmo assim chegar ao empate, mas viu rival triunfar

Benfica saiu derrotado do Dragão por 3-1 diante do Porto, num Clássico em que as águias acabaram com 10 unidades
Benfica saiu derrotado do Dragão por 3-1 diante do Porto, num Clássico em que as águias acabaram com 10 unidades

20 Set 2026 | 22:35 |

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O Benfica saiu derrotado do Dragão por 3-1 diante do Porto. A equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte, conseguiu mesmo assim chegar ao empate no início do segundo tempo, mas sofreu dois golos em apenas oito minutos e perdeu a oportunidade de assumir a liderança da Liga.


O Clube da Luz procurou contrariar a pressão alta dos portistas através de circulação de bola e ataques pelos corredores. Prestianni e Bah estiveram entre os jogadores mais interventivos nos primeiros minutos e as águias chegaram a criar perigo, mas foi o Porto a encontrar o caminho para o golo. Aos 31 minutos, Gabri Veiga apareceu na área após uma assistência de Pepê e bateu Samuel Soares (1-0).


A situação ficou mais complicada pouco depois, quando Clément Lenglet recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Benfica em inferioridade numérica. Marco Silva reagiu com uma alteração para reorganizar a equipa, mas as águias conseguiram manter-se competitivas e chegaram ao intervalo ainda com margem para discutir o resultado. A resistência acabou por dar frutos logo no início da segunda parte, com Bah a aparecer na área e a cabecear para o 1-1, depois de um cruzamento de Prestianni - que vai renovar com as águias.


O empate devolveu confiança ao Benfica e, durante alguns instantes, pareceu contrariar a desvantagem numérica. A igualdade, porém, durou muito pouco. O Porto voltou a colocar-se na frente apenas três minutos depois, através de Froholdt, e, aos 60 minutos, Hwang In-Beom fez o 3-1.

O Benfica termina assim a sétima jornada com a segunda derrota da temporada e vê interrompida uma sequência de cinco vitórias consecutivas no campeonato. A equipa de Marco Silva continua com 16 pontos, enquanto o Porto passa a somar 21 e reforça a liderança.


1-0:

1-1:

2-1:

3-1:


Futebol

Diogo Luís destaca um jogador para o Porto - Benfica: "Tem uma qualidade única em Portugal"

Na opinião do comentador, atleta poderá fazer a diferença no Clássico deste domingo, uma vez que o seu nível está acima da média

Antigo lateral do Benfica, Diogo Luís diz que Diogo Costa pode ser o diferencial do Porto para o Clássico com o Benfica
Antigo lateral do Benfica, Diogo Luís diz que Diogo Costa pode ser o diferencial do Porto para o Clássico com o Benfica

20 Set 2026 | 16:16 |

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Porto e Benfica defrontam-se este domingo no Estádio do Dragão, num Clássico onde os detalhes poderão assumir um papel decisivo. Para Diogo Luís, antigo jogador das águias, os dragões têm uma arma particular capaz de fazer a diferença: Diogo Costa.


O antigo lateral destacou as características do guarda-redes internacional português e considera que existe uma qualidade que o distingue no futebol nacional: "Tem ainda uma característica favorável. Na baliza está Diogo Costa, que tem uma qualidade única em Portugal e rara no mundo", escreveu no jornal 'A Bola'.


Apesar de reconhecer essa mais-valia, o antigo jogador considera que o Porto apresenta algumas fragilidades no processo defensivo que podem ser exploradas pelo Benfica. Na sua perspetiva, a equipa orientada por Francesco Farioli já não consegue surpreender os adversários da mesma forma que no início da temporada passada.


"Defensivamente, não é uma equipa perfeita. Quando falha a primeira zona de pressão, permite espaço para os adversários explorarem. No início da época passada, esta abordagem surpreendeu. Com o passar dos jogos, os adversários adaptaram-se e começaram a criar dificuldades adicionais", explicou.

Do lado do Benfica, Diogo Luís identificou a intensidade como uma das principais mudanças introduzidas por Marco Silva desde a chegada ao comando técnico. O antigo lateral considera que as águias apresentam agora uma dinâmica mais agressiva, tanto na procura pelo golo como na reação à perda da bola.


"A intensidade é outra novidade implementada por Marco Silva. Hoje, o Benfica é uma equipa muito mais intensa e que está sempre ligada ao jogo. Se faz um golo, procura o segundo e assim sucessivamente. Defensivamente, a reação à perda de bola é forte. A forma como pressiona os adversários depende da estratégia para cada jogo", concluiu.


Futebol

Jaime Cancella de Abreu de boca aberta com jogador do Benfica: "Um capitão sem braçadeira"

Jogador mal chegou ao Clube e já tem o carinho dos adeptos encarnados, que veem uma liderança em campo pouco vista no plantel

Jaime Cancella de Abreu faz muitos elogios a João Palhinha, que tornou-se num 'capitão sem braçadeira' no Benfica de Marco Silva
Jaime Cancella de Abreu faz muitos elogios a João Palhinha, que tornou-se num 'capitão sem braçadeira' no Benfica de Marco Silva

20 Set 2026 | 16:12 |

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João Palhinha tem conquistado rapidamente os adeptos do Benfica desde que chegou à Luz. Convocado por Jorge Jesus para a Seleção, o médio português assumiu-se como titular nas opções de Marco Silva e tem sido destacado não apenas pela qualidade apresentada dentro das quatro linhas, mas também pela capacidade de liderança.


Jaime Cancella de Abreu: "A admiração pelo Palhinha cresce a cada dia que passa..."


Jaime Cancella de Abreu, adepto do Benfica, não ficou indiferente ao impacto do internacional português. Numa longa publicação nas redes sociais, deixou vários elogios e descreveu-o como um "capitão sem braçadeira": "A admiração pelo Palhinha cresce a cada dia que passa, a cada jogo que disputamos com ele no relvado.” 


“Não é pelo que dá futebolisticamente à equipa, quem não sabe disso, estão por aí à disposição de todos as estatísticas de desarmes, duelos, recuperações, etc., etc., etc. É um monstro no nosso meio-campo", afirmou. Para Cancella de Abreu, contudo, é a postura de Palhinha enquanto líder que mais tem impressionado.

"Tenho visto e gostado (muito) da sua liderança silenciosa. O gesto de ontem que a fotografia documenta foi só um entre muitos. Ganhámos, mesmo sem braçadeira, um grande capitão, disso não restam dúvidas. Tal como não restam dúvidas da importância que isso tem numa equipa de alta competição", destacou.


Além do mais, salientou ainda a felicidade demonstrada pelo jogador nesta nova etapa da carreira, associando a entrega de Palhinha ao sentimento pelo clube: "E faz tudo isto - jogar e liderar - com a alegria própria de quem adora aquele Manto Sagrado que lhe cobre o tronco, sente-se que está feliz nesta nova etapa da sua carreira. Aposto que deseja que seja a última", escreveu.


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