Futebol
Benfica em segundo lugar? José Mourinho atira: "Dependemos dos resultados"
24 Abr 2026 | 13:36
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Futebol
24 Abr 2026 | 15:20 |
A UEFA anunciou um castigo de seis jogos a Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, na sequência do encontro frente ao Real Madrid, a contar para a primeira mão do play-off da Liga dos Campeões. Em causa está "conduta discriminatória", mais concretamente insultos homofóbicos dirigidos a Vinícius Júnior.
Segundo o comunicado oficial, o argentino utilizou a expressão "maricas" durante o jogo. A sanção total é de seis partidas, sendo que três desses jogos ficam suspensos por um período de dois anos. Além disso, um encontro já foi cumprido na segunda mão frente ao Real Madrid, no Bernabéu.
Como o Benfica não voltará a competir nas provas europeias esta temporada, parte do castigo poderá ser cumprida ao serviço da seleção argentina. Caso seja convocado para o Mundial 2026, o extremo de 20 anos terá de cumprir aí dois jogos de suspensão.
Se tal não acontecer, esses encontros transitam para as competições europeias da próxima temporada, ao serviço do Benfica. Ou seja, o impacto da decisão pode estender-se para 2026/27, dependendo da situação internacional do jogador.
Importa ainda referir que não se confirmou a acusação inicial de racismo. Vinícius Júnior tinha indicado ter sido alvo de um insulto racial, mas o próprio Prestianni admitiu posteriormente o uso de linguagem homofóbica. O Benfica confirmou já ter sido notificado da decisão do organismo europeu.
Final da Prova Rainha ganha contornos inesperados com um antigo rosto ligado ao Clube encarnado a assumir uma posição forte
24 Abr 2026 | 16:09 |
Luís Tralhão conduziu o Torreense a uma presença histórica na final da Taça de Portugal, após vencer o Fafe por 2-0 na segunda mão das meias-finais, depois do empate (1-1) no primeiro jogo. No final, não teve dúvidas. "Acho que somos os justos vencedores… fomos dominantes frente a uma equipa com muito mérito", começou por dizer.
O antigo técnico das categorias de base do Benfica destacou também o controlo emocional durante o encontro e o apoio vindo das bancadas. "Estive sempre muito frio… foi um jogo intenso do ponto de vista emocional", afirmou, antes de deixar elogios. "As gentes de Torres Vedras estiveram presentes… foi um ambiente fenomenal", completou.
Sobre a caminhada na prova, o irmão de João Tralhão mostrou orgulho no percurso da equipa. "Nunca seria um fracasso… é a segunda vez que estamos nas meias-finais e agora a segunda vez que estamos na final", sublinhou, reforçando também a boa posição na Segunda Liga.
Já a pensar no duelo com o Sporting, marcado para 24 de maio, Luís Tralhão reconheceu as diferenças entre as equipas. "O Sporting tem um poderio completamente diferente do nosso… seria desonesto dizer que temos as mesmas armas", admitiu.
Ainda assim, deixou uma garantia clara sobre a ambição do Torreense. "Vamos jogar com as nossas armas… e jogar para ganhar, isso seguramente", afirmou, mostrando confiança apesar do favoritismo atribuído aos leões - que perderam o dérbi na última jornada.
Treinador português fez a antevisão da partida frente ao conjunto de Moreira de Cónegos, válida para a jornada 31 da Liga Portugal Betclic
24 Abr 2026 | 14:07 |
José Mourinho fez o lançamento da partida frente ao Moreirense, a contar para a 31.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Em conversa com os jornalistas, o treinador do Benfica abordou vários temas, como o estado do plantel, a luta pelo segundo lugar e o atual momento de Vangelis Pavlidis. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
Que Moreirense espera encontrar?
"Diria que foi uma semana normal porque independentemente de ser depois de um bom ou mau jogo, treinamos sempre bem. Os jogadores entregam-se sempre bem ao trabalho. Obviamente mais sorrisos e menos caras fechadas, o que é normal. Mas uma boa semana de trabalho. Alguns problemas depois do jogo com o Sporting ao nível de algumas lesões, mas com exceção do Tomás, hoje já treinaram todos e estão todos disponíveis para jogo. O Moreirense obrigou-nos a treinar bem porque é uma equipa que tem complexidade na sua organização de jogo. Joga bem, tem diferentes modos de ocupação do espaço, é uma equipa que te obriga a defender bem e a contrariar uma equipa com condições para nos criar problemas. Faltam quatro jogos, só ganhando os quatro é que podemos ter esperança de melhorar a nossa classificação. Se não ganharmos os quatro, não teremos qualquer hipótese. E o Moreirense é o primeiro desses quatro, temos de ir com tudo e tentar ganhar".
Esta reentrada do Ivanovic apanhou muita gente de surpresa. Como está essa luta entre ele e o Pavlidis? E como está o Pavlidis? Falou com ele?
"Não tive conversa nenhuma porque o Pavlidis é uma pessoa inteligente. Percebe as coisas, conhece-me bem, consegue ler-me e perceber o que vou pedindo e trabalhando durante a semana. E cedo percebeu que não ia ser titular contra o Sporting em função de uma estratégia diferente. O Ivanovic é também um rapaz que - e é natural sentir alguma frustração ou tristeza por não ter utilização regular, principalmente como titular - agarrou com as duas mãos a oportunidade em Alvalade. Fê-lo bem, melhora os seus níveis de confiança e isso pode ajudar o selecionador a olhar para ele e ver que pode ser de utilidade no Mundial. Mas isso são coisas suas. Acho que foi uma semana boa para os dois. A mim, se há coisa da qual gosto muito, é do jogador normalmente titular que não é titular ocasionalmente e tem resposta de equipa. A entrada dele, a entrada do Rafa, do António... Jogadores que normalmente são titulares, não foram, mas aparecem no jogo e querem ganhar. O Enzo, que estava no banco, e eu andava à procura dele e ele estava dentro do campo a festejar. Este tipo de mensagem de grupo são coisas das quais gosto muito. Nunca digo aos jogadores se jogam ou não jogam porque têm de estar disponíveis para 1 minuto, 90 minutos ou para irem para a bancada. Fico contente por, sem explicações, perceberem as coisas".
Em relação ao seu futuro, sentiu necessidade de dizer algo aos jogadores?
"Não. Como você disse, já falei o suficiente, se calhar mais do que o suficiente, para não precisar de falar mais. O que eu disse, disse. E não preciso de repetir. Só isso".
Já disse que não pode garantir se fica no Benfica porque não depende só de si, mas a vontade e o desejo dependem de si. O seu desejo de continuar é superior a qualquer convite que possa aparecer? Se Real Madrid ou a Seleção batessem à porta...
"Não quero dizer mais nada sobre isso. Já disse o que tinha a dizer relativamente ao Benfica e não vou fazer mais nenhum tipo de comentário. Notícias que saíram hoje de que estava chateado com o presidente... Só estou chateado porque, não sei porquê, mas não me deram o meu emblema de 25 anos de sócio. Acho que se esqueceram de mim. De resto tudo bem, não há problema nenhum. Toda a gente sabe da situação. Quando a época acabar, teremos 10 dias para continuar ou separar. Já disse o que tinha a dizer".
Quando chegou, encontrou um plantel que não era o seu. Tendo a oportunidade de reformular, isso já está a acontecer? Ou a incerteza em relação ao seu futuro pode comprometer isso?
"Quando cheguei, não era o meu. Agora é. Há uma grande diferença. Uma coisa é um treinador chegar e o plantel não ser seu, outra é estar 7 meses e qualquer coisa e agora é meu. E enquanto treinador do Benfica, este é o meu plantel. Relativamente à pergunta, sim. Tenho tido reuniões com a estrutura, presidente e diretor, como sempre faço porque gosto de me vincular às minhas responsabilidades e às minhas - não quero dizer decisões - análises e opiniões. Faço-o por escrito. Há documentos meus nas mãos do presidente e do diretor. E temos estado juntos com alguma frequência na tentativa de melhorar o meu plantel. Este plantel é o meu e, se continuar na próxima época, continuará a ser. Terá, objetivamente, alguns ajustamentos para ser mais a minha cara, para ter alguma coisa mais minha, como dizem em Inglaterra: o fingerprint. Mas este plantel é meu e gosto dele. E uma coisa é adaptá-lo a um determinado tipo de personalidade e modo de ver futebol, outra coisa são mudanças radicais. E sou completamente contra mudanças radicais. Há muita gente aqui que teve evoluções importantes e que me deixam a expectativa de, na próxima época, poderem ser melhores".
Lá fora dizem que o River Plate está em conversas com o Otamendi. Como treinador do Benfica, pode dizer algo sobre o futuro dele? Gostava que continuasse?
"Acho que depende só dele. Há pessoas que têm o direito, entre aspas, de escolher o seu futuro por tudo o que construíram no futebol. E o Otamendi é um desses. Fez o seu último jogo pela seleção em território argentino por decisão sua, acho que terminará com a seleção depois do Mundial por decisão sua, será por decisão sua que vai regressar à Argentina e ao River ou continuar no Benfica. Está tudo nas suas mãos. O tipo de rendimento que tem apresentado ao longo da época, e com pouquíssimas lesões e ausências... Uma presença sempre regular dá-lhe essa credibilidade, de não olharmos para o passaporte, esquecermo-nos da idade e focarmo-nos no rendimento. É um grande jogador. E a qualidade não muda nada de um ano para o outro".
Disse que só ganhando os quatro jogos o Benfica pode ambicionar o segundo lugar. Acredita que ganhando esses jogos, ficará mesmo em 2.º? Ou seja, que o Sporting perca pontos? Prometeu isso aos jogadores?
"Não prometi nada nem posso prometer nem garantir que o Sporting vai fazer 15 pontos, 13 ou menos. A minha desilusão pós-Casa Pia veio exatamente disso, da perda de controlo sobre o nosso destino. Se tivéssemos ganho, neste momento estávamos a quatro vitórias de ficar no segundo lugar e neste momento não estamos. Dependemos dos resultados. Dos nossos, obviamente, mas também dos resultados do Sporting. E isso está fora do nosso controlo".
Tendo em conta este mau momento do Pavlidis, não tem a tentação de apostar no Ivanovic?
"O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca. Há atacantes que só são golos, e que quando não há golos não há rendimento, contribuição. Tudo o que o Pavlidis faz na equipa, inclusive na primeira fase de construção em que na maior parte das vezes os atacantes não estão envolvidos... Até aí é importante. Não o analiso como os golos que marca ou não marca. Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança".
Na conferência de imprensa, onde fez a antevisão do encontro diante do Moreirense, Special One saiu em defesa do craque das águias
24 Abr 2026 | 13:52 |
José Mourinho voltou a reforçar a sua confiança em Vangelis Pavlidis. Na conferência de imprensa, frente ao Moreirense, o treinador do Benfica, que lamentou a perda de pontos, frisou que a importância do avançado grego não passa apenas pelos golos marcados, mas pela sua presença em campo.
José Mourinho: "O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca"
"O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca", começou por dizer o treinador do Benfica, quando questionado sobre o caso do avançado grego, que não marca há vários jogos consecutivos.
"Há atacantes que só são golos, e que quando não há golos não há rendimento, contribuição", apontou o Special One, saindo em defesa do avançado grego, assumindo que o papel de Pavlidis não passa apenas por marcar golos e que tem outras valências em campo.
José Mourinho: "Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança"
"Tudo o que o Pavlidis faz na equipa, inclusive na primeira fase de construção em que na maior parte das vezes os atacantes não estão envolvidos...", acrescentou José Mourinho, em resposta ao jornalista, durante a conferência de imprensa de antevisão ao encontro.
"Até aí é importante. Não o analiso pelos golos que marca ou não marca. Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança", reiterou José Mourinho, na antevisão ao encontro da 31.ª jornada da Liga Portugal Betclic, deixando elogios ao avançado grego de 27 anos.