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Futebol
28 Mar 2024 | 10:46 |
As bolas paradas são um elemento fundamental do desporto-rei. Nos últimos meses, os livres indiretos laterais têm sido um departamento no qual o Benfica tem estado particularmente debilitado. António Henriques, no jornal A Bola, analisa os números da era Schmidt comparados com os das épocas anteriores e descobre uma tendência interessante.
As águias têm-se mostrado 'pouco perigosas' neste aspeto do jogo que tantas vezes desequilibra duelos renhidos: "A equipa da Luz apenas marcou um golo de livre indireto (!) nas últimas duas Ligas (num total de 60 jogos, 34 de 2022/2023 mais 26 desta temporada), através de João Neves, em Alvalade, na penúltima jornada da época passada, e no lance que estabeleceu o 2-2 final, numa falta cobrada por Aursnes e que depois de três ou quatro carambolas chegou ao pé direito do jovem médio que fez desta forma o seu primeiro golo de águia ao peito".
Os dois únicos golos para além deste na era Schmidt vieram a época passada. "Para lá deste, os encarnados marcaram em Milão ao Inter, nos quartos de final da passada Liga de Campeões (3-3), numa cabeçada de António Silva correspondendo a um cruzamento preciso de Álex Grimaldo. E nesta temporada, o empate caseiro diante do Rangers (2-2) na Liga Europa foi conseguido num autogolo do central Goldson, também num livre lateral cobrado por Di María", relembrou o jornalista.
António Henriques repara que, em quatro das cinco épocas antes do técnico alemão chegar à Luz, o Benfica marcou pelo menos 4 golos neste tipo de lance. As comparações com os rivais não são muito melhores: "Comparando com os números dos três principais rivais desde agosto, verifica-se que todos têm melhor registo que os encarnados, com o Sporting a destacar-se com seis golos apontados de livre indireto — quatro na Liga e dois na Liga Europa, através de Paulinho (2), Coates (2), Gonçalo Inácio e Diomande —, o Porto tem três (Evanilson, Eustáquio e Fábio Cardoso) e o SC Braga soma dois livres indiretos com sucesso através de Banza".
A análise do jornalista acaba com um pedido de melhores resultados no Seixal. "Com um plantel carente de jogadores finalizadores peritos neste tipo de lances — contando até com um Di María exímio a cruzar bolas para a área) — importaria que o laboratório do Seixal começasse finalmente a mostrar resultados", escreveu António Henriques, no diário desportivo A Bola.
Equipa encarnada treinou esta manhã no adidas Benfica Campus, tendo sido notória a ausência de um jogador perante a comunicação social
21 Out 2026 | 11:42 |
O Benfica realizou esta quarta-feira a última sessão de trabalho no Seixal antes da deslocação ao Chipre, onde vai defrontar o Omonia, para a Liga Europa. A preparação para o encontro ficou marcada por ausências de peso, deixando Marco Silva perante algumas dúvidas na gestão do plantel encarnado.
O principal destaque vai para Leandro Barreiro, que não participou no treino e está a realizar tratamento devido a um problema muscular. O médio luxemburguês permanece em dúvida para a partida em Nicósia, numa altura em que a sua disponibilidade poderá revelar-se importante para as opções da equipa técnica.
Além de Barreiro, também Jhon Durán falhou a sessão de trabalho. O avançado colombiano está a recuperar de um traumatismo no joelho direito e encontra-se igualmente em tratamento, sendo ainda incerta a sua presença no compromisso europeu das águias.
O boletim clínico do Benfica inclui ainda outros nomes. Jakub Kaminski, com uma lesão muscular na coxa esquerda, Daniel Banjaqui, com um problema na coxa direita, e Enzo Barrenechea, submetido a uma artroscopia ao joelho esquerdo, continuam condicionados. Já Diogo Ferreira apresenta uma sobrecarga muscular na coxa direita.
Apesar das ausências, houve também bons motivos para acompanhar com atenção a sessão no Seixal. Nos 15 minutos abertos à comunicação social, foi possível observar os jovens Gonçalo Moreira e Tiago Freitas em ação.
Águias têm cláusula de recompra do avançado junto ao Monza, o que foi especulado que poderia acontecer, mas situação não é tão simples
21 Out 2026 | 11:29 |
O possível regresso de Gustavo Varela ao Benfica poderá não avançar, contrariando as notícias que davam conta da intenção dos encarnados de recuperar o avançado já na próxima janela de transferências. Não existe qualquer decisão tomada para acionar a cláusula de recompra do jogador, atualmente ao serviço do Monza.
O ponta de lança de 21 anos tem estado em grande destaque no futebol italiano, somando oito golos em sete jogos pelo clube que o contratou ao Benfica no início da temporada. O rendimento do jovem tem despertado atenções, mas não significa que esteja iminente um regresso à Luz, segundo o jornal O Jogo.
Gustavo Varela foi transferido por 2,5 milhões de euros, acrescidos de objetivos, ficando o Benfica com direito a 20% de uma futura venda e uma cláusula de recompra por um valor próximo dos 10 milhões de euros, que pode pode ser exercida ao final da época.
Apesar dos números expressivos do avançado, a estrutura encarnada considera que as suas características poderão estar mais ajustadas ao modelo de jogo do Monza, uma equipa que aposta no contra-ataque, ao contrário do que acontece habitualmente no Benfica.
A situação será reavaliada no final da temporada. Ainda assim, essa análise poderá passar sobretudo pela possibilidade de exercer a recompra para, posteriormente, concretizar uma venda mais vantajosa, em vez de integrar o jogador no plantel principal. O cenário deixa, assim, em aberto o futuro de Gustavo Varela e coloca em dúvida a possibilidade de um regresso à Luz.
Jornalista da Media Livre acredita que um dos principais jogadores de Marco Silva não vale mais do que meia centena de milhões de euros
21 Out 2026 | 11:27 |
Pedro Sousa analisou o interesse de vários clubes europeus em Vangelis Pavlidis e considera que o avançado grego não sai por um valor superior a 50 milhões de euros. O ponta de lança tem sido associado a emblemas como Tottenham, Aston Villa, Barcelona, Atlético de Madrid, Milan e Juventus, tendo em vista os próximos mercados de transferências.
P. Sousa: "Tenho dúvidas se vale 50 ou 60 milhões de euros"
"Vangelis Pavlidis não tem mercado em Inglaterra, na minha perspetiva. Tenho dúvidas se vale 50 ou 60 milhões de euros. Compreendo a quantidade de golos que tem marcado, mas acho que, para se valorizar, tem de marcar na Europa", disse no canal NOW.
Recorde-se que José Nunes opinou que o helénico vale a quantia em causa. "Mesmo com esta idade, 27 anos, a caminho dos 28, Pavlidis vale dinheiro. Se me perguntares se o Benfica o vende por 100 milhões? Não, claro que não. É a cláusula de rescisão dele, mas eu acho que o Benfica pode perfeitamente vendê-lo acima dos 50 milhões, 50 a 60", afirmou.
O Benfica não pretende facilitar a saída de Vangelis Pavlidis e está determinado a resistir ao assédio de vários emblemas europeus pelo avançado grego. Os responsáveis encarnados não equacionam negociar o camisola 14 no mercado de janeiro, considerando o jogador fundamental para os objetivos desportivos da equipa orientada por Marco Silva.
O jogador tem contrato válido até 2029 e está protegido por uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros. A posição contratual dá margem negocial às águias, que não sentem necessidade de aceitar propostas nesta fase. O Clube pretende também salvaguardar os interesses desportivos antes de avaliar qualquer cenário de transferência.