Futebol
Atacante do Benfica 'culpa' Marco Silva por estar lesionado: "Não é fácil"
28 Set 2026 | 17:26
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29 Mai 2026 | 13:46 |
O Benfica continua empenhado em garantir Marco Silva para substituir José Mourinho no comando técnico das águias. Com a saída do atual treinador para o Real Madrid praticamente encaminhada, Rui Costa e a estrutura encarnada aceleraram contactos para tentar fechar rapidamente o sucessor.
Marco Silva é o nome escolhido pela direção benfiquista e tem mantido conversas regulares com os responsáveis da Luz nas últimas semanas. O técnico português sabe que terá um papel importante na construção do plantel e está sensibilizado pelo projeto apresentado pelo Benfica, sobretudo pela ligação próxima que mantém com Mário Branco, atual diretor-geral para o futebol vermelho e branco.
Ainda assim, o negócio está longe de ser simples. O Fulham avançou com uma proposta de renovação bastante elevada, oferecendo um contrato válido até 2030 com um salário anual na ordem dos 7,5 milhões de euros líquidos, números difíceis de acompanhar para os encarnados.
Perante esse cenário, o Benfica já fez saber que poderá chegar aos 5 milhões de euros limpos por temporada para convencer Marco Silva. A SAD pretende ainda compensar a diferença salarial através de prémios de assinatura e objetivos, numa tentativa de aproximar a oferta dos valores apresentados pelo clube inglês.
Nos últimos dias, Marco Silva tem analisado cuidadosamente o futuro e ouvido diferentes opiniões de pessoas próximas. O treinador português continua dividido entre permanecer na Premier League, onde já construiu estabilidade e reconhecimento, ou aceitar o desafio de regressar a Portugal para assumir o comando técnico do Benfica.
Treinador das águias está a implementar mudanças profundas no Seixal e há um detalhe da preparação que promete chamar a atenção
29 Set 2026 | 09:45 |
Marco Silva está a implementar uma nova filosofia de trabalho no Benfica desde que chegou ao comando técnico das águias. O treinador português tem uma rotina bastante preenchida no Seixal, com sessões de treino mais longas e uma exigência física superior àquela que existia na anterior equipa técnica, liderada por José Mourinho.
O técnico encarnado é habitualmente o primeiro a chegar ao Benfica Campus e um dos últimos a abandonar as instalações. A rotina mantém-se mesmo numa altura em que o grupo de trabalho está bastante reduzido - não tendo guarda-redes - , devido aos compromissos internacionais de 17 jogadores. Marco Silva aproveita cada dia para acompanhar de perto a preparação dos atletas, num método que começa a marcar o quotidiano da equipa principal.
De acordo com o jornal Record, a preparação física é uma das grandes prioridades do treinador. Depois de analisar os dados relativos à temporada anterior, o líder técnico do Glorioso identificou margem para melhorar a condição física dos jogadores e preparar uma equipa capaz de praticar um futebol de alta intensidade. O trabalho de campo é complementado por sessões de ginásio e acompanhamento próximo da equipa técnica, que procura elevar os níveis físicos dos atletas para responder às exigências do modelo de jogo pretendido.
Mas o trabalho não termina quando acaba o treino. Marco Silva continua no Seixal, onde se dedica à análise das sessões realizadas, ao estudo dos próximos adversários e à preparação dos exercícios para os dias seguintes. O objetivo passa por construir rotinas de uma equipa intensa, pressionante e capaz de jogar a alta rotação. A experiência adquirida durante a passagem pelo futebol inglês, onde o calendário competitivo exige uma preparação física rigorosa, está também a ser aplicada no Benfica.
A paragem para os compromissos das seleções não alterou os hábitos de Marco Silva. Mesmo com quase duas dezenas de jogadores ausentes, o treinador mantém a mesma lógica de trabalho e prepara o próximo ciclo competitivo. O duelo que se segue é com o Vitória de Guimarães, dia 11 de outubro, no Estádio da Luz.
Extremo internacional irlandês está afastado devido a uma lesão muscular, mas o jovem avançado tem novidades relevantes sobre o seu futuro próximo
29 Set 2026 | 09:26 |
Jaden Umeh lesionou-se devido a uma entrada dura de Emerson Royal durante o amigável frente ao Flamengo, em julho. O lance provocou uma lesão grave na coxa direita que o afastou de todos os compromissos desta temporada. Porém, seguem-se boas notícias para o atleta do Benfica.
Segundo informações do jornal Record, o jovem irlandês aproxima-se da fase final da recuperação. Depois da cirurgia, tratamentos e trabalho de ginásio, o extremo começa a preparar o regresso ao trabalho de campo, o que está previsto que venha a acontecer, em breve.
Umeh está assim a aproximar-se do regresso aos relvados e ao trabalho com bola. De qualquer forma, quando estiver dado como apto, é provável que regresse à competição pela porta da equipa B, orientado por Nélson Veríssimo. Recordar que o atleta deverá renovar contrato.
Além disso, Umeh tem concorrência das "grandes". Com Rafa, Dodi Lukébakio, Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup, o avançado de 18 anos terá muitas dificuldades de se impor na primeira equipa das águias. Mas será no topo da hierarquia do Benfica que deverá continuar a treinar.
Recorde-se que o futebolista chegou ao Benfica Campus em 2024, com apenas 15 anos. Apesar de só esta temporada ter começado a trabalhar com a equipa principal, já há muito que tinha convencido os responsáveis da Irlanda e já conta com várias internacionalizações.
Águias atravessam uma transformação profunda desde a chegada do treinador e os números revelam uma realidade que poucos adeptos esperavam
28 Set 2026 | 17:48 |
Marco Silva está a construir um novo Benfica sem grandes alaridos, mas as mudanças promovidas desde a chegada ao comando técnico das águias são cada vez mais evidentes. Apesar de a equipa continuar a contar com uma base de jogadores que já integravam o plantel na temporada anterior, o treinador tem introduzido novas ideias e alterado profundamente as escolhas para o onze inicial, sobretudo no setor defensivo.
A comparação entre os primeiros 14 jogos oficiais de 2025/26 e o mesmo número de encontros da presente temporada permite perceber a dimensão da transformação. Sob a orientação de Bruno Lage e José Mourinho, vários jogadores tinham assumido um papel de destaque, mas a chegada de Marco Silva trouxe novas hierarquias.
Nos primeiros 14 encontros desta temporada, apenas três jogadores que estavam entre os mais utilizados no período homólogo de 2025/26 mantêm esse estatuto: Samuel Dahl, Vangelis Pavlidis e Enzo Barrenechea. Nicolás Otamendi, António Silva, Amar Dedic, Richard Ríos e Franjo Ivanovic saíram, enquanto Andreas Schjelderup - que jogou frente a Portugal - , Fredrik Aursnes e Anatoliy Trubin perderam espaço.
Quando a comparação é feita com o conjunto da temporada anterior, o cenário altera-se ligeiramente. Em vez de três, são quatro os jogadores que permanecem entre os mais utilizados: Dahl, Pavlidis, Barrenechea e Leandro Barreiro. A utilização da dupla João Palhinha e Aursnes, que surgiu pela primeira vez no encontro em Milão e foi mantida no clássico frente ao Porto, é outro exemplo das mudanças introduzidas por Marco Silva, que anteriormente recorria mais vezes a Barreiro e Barrenechea. O técnico tem aproveitado os jogadores que já estavam na Luz e, apesar das mudanças, apenas Clément Lenglet, entre os reforços, aparece no lote dos 11 mais utilizados, com Palhinha a afirmar-se também como uma opção importante.
A revolução de Marco Silva não se resume, contudo, às entradas e saídas do onze. O treinador tem conseguido potenciar jogadores que já faziam parte do plantel, com destaque para Pavlidis, Prestianni e Barreiro, que têm apresentado rendimento acrescido.