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Nuno Lobo entrega proposta no Benfica para retirar confiança a Pedro Proença
02 Set 2026 | 17:18
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10 Jul 2026 | 17:37 |
Kiari Flores, um dos autores do novo hino do Benfica apresentado em abril na Benfica FM, foi detido pela PSP no âmbito da operação 'KickOff', que investiga os incidentes ocorridos a 19 de fevereiro nas imediações do Pavilhão João Rocha, antes do dérbi de futsal entre Sporting e Benfica.
O jovem cantor, que compôs o tema em conjunto com o pai, o músico Paulo Flores, integra o grupo de 10 membros dos No Name Boys detidos esta semana pelas autoridades. Os suspeitos já tinham sido identificados e detidos na sequência dos confrontos registados em fevereiro, mas acabaram libertados pelo tribunal no dia seguinte.
Segundo explicou o comissário Tiago Costa, da PSP de Lisboa, a operação pretende assinalar o arranque da nova temporada desportiva com uma mensagem de tolerância zero para a violência: "A operação KickOff serve para dar o pontapé de saída da nova época desportiva, com uma mensagem clara: a violência não tem lugar nos nossos recintos desportivos."
O responsável revelou ainda que a investigação permitiu recolher novos indícios relativamente à atuação de dez dos suspeitos inicialmente detidos: "Na sequência da investigação, apercebemo-nos de que dez desses adeptos tinham cometido condutas muito mais gravosas do que aquelas que tínhamos pensado. Estamos a falar de uma tentativa de homicídio, pontapés na cabeça de uma vítima que estava indefesa no chão, agressões com barras de ferro, tochas deflagradas junto ao corpo desta vítima.”
Os 10 arguidos agora detidos já estavam referenciados pelas autoridades por alegado envolvimento noutros episódios de violência entre claques. Apesar disso, não possuem qualquer condenação transitada em julgado. Os incidentes ocorreram nas imediações do Pavilhão João Rocha, quando dezenas de adeptos do Benfica terão lançado tochas e outro material pirotécnico na direção da zona conhecida como "Casinha", sede da claque Juventude Leonina. No final da operação policial, foram detidas 125 pessoas: 64 adeptos do Benfica e 61 do Sporting.
Águias vão discutir contas do Clube encarnado, além de um voto de confiança na administração após reunião que já havia ocorrido em julho
09 Set 2026 | 15:30 |
A SAD do Benfica vai levar a Assembleia Geral, marcada para 30 de setembro, um conjunto de decisões importantes para o futuro da sociedade encarnada. Entre os cinco pontos previstos na ordem de trabalhos estão a aprovação das contas de 2025/26, um voto de confiança nos órgãos sociais e duas propostas com impacto na estratégia futura da SAD.
A reunião começa por colocar em cima da mesa o Relatório e Contas referente à época 2025/26, seguindo-se a habitual discussão sobre a aplicação dos resultados obtidos no último exercício. Um dos momentos de maior relevância será o voto de confiança na administração e nos órgãos de fiscalização.
“O Sport Lisboa e Benfica, enquanto titular da totalidade das ações de categoria A, propõe um voto de confiança no Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas pelo trabalho desenvolvido entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026”, coloca a nota.
A AG terá ainda uma componente mais estratégica. A SAD pretende alargar o seu objeto social, passando a incluir áreas como formação, consultoria técnica, inovação e conhecimento aplicado ao futebol. A mudança está relacionada com o projeto Instituto Benfica de Excelência Desportiva, pensado para reforçar a formação de talento e a presença internacional do Clube, além de criar novas fontes de receita.
Por fim, será votada a renovação, por cinco anos, da autorização para aumento de capital até 50 milhões de euros. A medida pretende dar maior margem de manobra à administração para responder a futuras oportunidades de crescimento.
Dirigente encarnado aborda dossier financeiro sobre posição acionista superior a 16 por cento, abrindo porta a cenário importante para estabilidade
09 Set 2026 | 14:20 |
A estrutura diretiva do Benfica não coloca de parte a aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos , o Rei dos Frangos, na SAD encarnada, segundo o jornal Eco. A questão ganha forte destaque nos bastidores do Clube após o bloqueio oficial da venda do lote de 3.767.400 títulos ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners.
O negócio falhado com o grupo dos Estados Unidos da América pretendia alienar essa posição por um valor a rondar os 12 euros por título. Contudo, a SAD encarnada travou a transação com base nos estatutos do Clube, impedindo a entrada do fundo ligado ao empresário Tim Leiweke, proprietário do emblema italiano Venezia, no capital societário do Benfica.
Sobre a eventual transação interna, o vice-presidente e administrador financeiro Nuno Catarino - que "picou" Ruben Amorim - abordou abertamente o tema, clarificando as condições exigidas. "Aparentemente, a perspetiva do acionista é diferente, tem uma valorização que eu respeito e até posso concordar com ela", referiu o dirigente encarnado, sublinhando que qualquer compra por parte do clube terá de ser realizada estritamente "a preços de mercado".
Muitos adeptos questionam se o Benfica terá resposta positiva no curto prazo, dado o fosso entre a avaliação do empresário e a cotação em bolsa. Os títulos da SAD negociam na fasquia dos 6,56 euros, valor equivalente a pouco mais de metade da exigência inicial do líder do Grupo Valouro.
A direção encarnada mantém total prudência financeira na gestão dos ativos societários e estuda os cenários possíveis sem comprometer a estabilidade económica. Este assunto continuará a marcar a atualidade do Clube enquanto os intervenientes procurarem um entendimento equilibrado que proteja integralmente os superiores interesses da instituição da Luz.
Clube tem resultado positivo pelo segundo ano consecutivo, apesar da queda de quase 50% em relação ao exercício anterior
09 Set 2026 | 10:28 |
A SAD do Benfica fechou o exercício de 2025/26 com um resultado líquido positivo de 19,1 milhões de euros, garantindo assim o segundo ano consecutivo com lucros. Apesar do saldo positivo, o valor fica abaixo dos 34,4 milhões de euros registados no exercício anterior.
De acordo com o Relatório e Contas, o desempenho financeiro das águias é explicado pelo “crescimento de diversas linhas de receitas recorrentes, o controlo de gastos operacionais, bem como a evolução favorável do resultado com direitos de atletas”. O capital próprio da SAD também saiu reforçado, atingindo agora os 135,5 milhões de euros.
O resultado operacional, já com os direitos de atletas incluídos, fixou-se nos 32,4 milhões de euros. Excluindo esta componente, os rendimentos operacionais do Benfica chegaram aos 214,4 milhões de euros, uma quebra de 7% face ao exercício anterior. A descida é justificada, em grande parte, pela ausência das receitas extraordinárias associadas à participação no Mundial de Clubes.
No que diz respeito às receitas de matchday, estas cresceram 8,5%, para os 45,2 milhões de euros. Também as receitas televisivas registaram uma evolução positiva, atingindo os 55,7 milhões de euros, mais 6% do que no exercício anterior. Já os gastos operacionais, sem contabilizar os direitos de atletas, aumentaram 1,2%, fixando-se nos 229,4 milhões de euros.
A SAD encarnada explica a subida pelo aumento das imparidades, embora destaque, em sentido contrário, uma redução dos gastos com pessoal. O principal sinal de alerta surge no passivo. O valor ascendeu aos 513,9 milhões de euros, mais 8,2% do que no exercício anterior, com a SAD a justificar o aumento através do crescimento dos compromissos com fornecedores e outros credores.
Nesta altura, o passivo representa 79,1% do ativo, que atingiu os 649,4 milhões de euros, mais 10% face ao exercício anterior. A evolução do ativo é explicada, sobretudo, pelo aumento do valor do plantel e pelas verbas ainda a receber de clientes e outros devedores.