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Futebol
29 Set 2025 | 20:01 |
José Mourinho e Dodi Lukebakio estiveram à conversa com os jornalistas, na conferência de imprensa de antevisão ao encontro da segunda jornada da fase liga da Liga dos Campeões, entre Benfica e Chelsea. Leia, em baixo, tudo o que disseram os dois elementos encarnados antes da partida com os blues.
Conferência de imprensa de José Mourinho:
Jogo importante, de Champions, entre duas equipas que procuram o melhor momento. Os primeiros minutos podem ser cruciais?
"Muito mais do que os primeiros minutos, estou à espera de duas equipas que querem ganhar. Obviamente que não acredito que o Chelsea jogue para outra coisa. Jogam em casa, perderam o primeiro jogo, e nós, por uma questão de cultura de clube e também pela identidade que quero dar à equipa progressivamente, também não haverá estádio ou adversário que nos faça pensar de outra maneira. Se temos de defender bem? Obviamente. Mas o objetivo é tentar ganhar. O Chelsea perdeu em Munique num calendário muito mais acessível do que o nosso. Os pontos que perdemos foram, à partida, pontos que se pensava que íamos somar. E agora teremos de ir à caça de pontos nos sete jogos que temos pela frente. É mais difícil este jogo em Stamford Bridge, o Real Madrid na Luz ou o Newcastle lá? Não consigo dizer. Amanhã temos de ir pelos pontos".
O que valoriza mais neste regresso a 'casa'? Que passos é que o Benfica tem de dar para alcançar a grande dimensão europeia?
"Ter dimensão europeia não significa pensar em ganhar a competição de imediato, estamos tão longe disso. Até porque acabou de começar. Pensar nisso faz-nos mal. Estamos numa fase em que cada ponto é fundamental. Num formato em que todos nós temos pouca experiência. O ano passado joguei na Liga Europa e conheço o formato, mas é um bocadinho estranho. É uma classificação com tantas equipas com as quais não se joga contra. Cada ponto é fundamental e acho que ninguém me levará a mal se disser que, olhando para o calendário, os 3 pontos para o Qarabag seriam a base da construção. Estamos numa situação mais complicada em função disso, mas partimos para cada jogo com a intenção de os conseguir. Sim, estou em casa, mas já joguei aqui com o Tottenham, Man. United, Inter... E durante 90 minutos, nem eu pensei por um segundo onde estava, com quem estava a jogar... Como dizem eles, 'I'm not a blue anymore'. Sou vermelho e quero ganhar".
Do que trabalhou nos últimos dias e horas, sente que o Benfica pode conseguir algo especial amanhã?
"O trabalho foi não trabalho. Mas esse trabalho/não trabalho era o que os jogadores mais precisavam. Finalmente tiveram três dias entre jogos. Desde que cheguei, foram sempre dois dias entre jogos e, quando isso começa a acumular, chegámos ao último jogo com o Gil Vicente em grandes dificuldades. Alguns jogadores mesmo com luzes vermelhas nos dados que temos. Finalmente tivemos três dias de não trabalho. Trabalho de organização tática para amanhã é mais passivo do que ativo. Hoje gostaria de ter treinado no Seixal mas não foi possível por logística. E hoje tinha duas opções: ou o treino era aberto, vocês estavam lá e não podia trabalhar taticamente. A segunda opção era 15 minutos abertos, sem vocês aí, mas com as câmaras que pus lá há 15 anos... Penso que os jogadores têm grande concentração em tudo o que falámos e analisámos. Tentaremos estar no melhor possível. Se acredito mais neste trabalho ou no de campo? Não tem comparação possível, acredito muito mais no de campo. Mas acho que teremos princípios de organização. E acho que, quando isso acontece, temos possibilidade de discutir o jogo".
O que sente neste regresso a Stamford Bridge? O Pedro Neto, mais cedo, revelou que esteve perto do Benfica e elogiou-o. Gostava de o ter no seu Benfica?
"Claro que gostava... É um dos melhores alas do Mundo. O Roberto, na Seleção, é um privilegiado. Tem não só o Pedro, mas uns quatro ou cinco jogadores semelhantes. Aqui no Benfica não temos tanto desse perfil. Claro que gostaria de o ter. Mas está numa realidade completamente diferente a nível económico e é para esquecer. Desejar-lhe como sempre o melhor, que não tenha as lesões que nos últimos anos foram impeditivas, e que amanhã não faça obviamente um grande jogo. Desejo-lhe o melhor e agradeço as palavras dele. As sensações de chegar aqui não foram tão profundas porque vivo mesmo aqui, passo praticamente aqui todos os dias quando estou em Londres. Conheço-me bem. Joguei muitas vezes contra anteriores equipas [do Chelsea], o Benfica será o quarto clube com o qual venho aqui. É um estádio onde não sentirei nenhum tipo de antagonismo, penso eu. Mas também não me faria mal nenhum. Temos objetivos diferentes. Consigo isolar-me sem problema".
O Benfica tem um passado negro com o Chelsea, nunca venceu e até já perdeu final europeia. O José Mourinho só ganhou aqui numa ocasião. Amanhã acredita que pode acabar com esta malapata?
"Não me parece que o Benfica tenha jogado assim tantas vezes aqui... Se falássemos de 10 jogos... A final europeia perde no prolongamento... Não me agarro muito a esses números. Normalmente, as equipas portuguesas não têm grandes resultados contra os ingleses porque os ingleses são fortes. É o pragmatismo da coisa. Têm intensidade maior, mais tempo de jogo útil. Em Portugal há muita paragem, muita equipa que, em vez de jogar, prefere que o adversário não jogue. Aqui há um nível acima em diferentes parâmetros. Mas claro que acredito".
Se lhe desse uma folha para assinar agora tendo em conta todos os fatores de que já falou, assinava um 0-0?
"Não... Ia para jogo. Se calhar, ao minuto 88, assinava três vezes. Depende do jogo. Digo sempre que o empate é ótimo se o adversário for muito melhor. Se o Chelsea nos dominar, se não nos deixar jogar, o empate assina-se com grande alegria. Quando o jogo não começou... E não estamos a falar de um 'mata-mata', estamos a jogar a pontos. E qualquer ponto serve neste tipo de formato, ajuda a atingir, quanto mais não seja, o segundo objetivo. Vamos jogar".
Sente que, nesta altura, é mais difícil um clube português ser campeão europeu do que era há 20 anos? Lukebakio já pode fazer dois jogos consecutivos a titular?
"Ele vai jogar. Vai jogar de início. Não sei quanto tempo. No outro dia, fez 60 e tal minutos. Veremos amanhã a intensidade, o que o jogo lhe pede e a maneira como se vai adaptar a um ritmo diferente. Mas começa, prefiro que seja assim a guardá-lo para 30 minutos. Vamos metê-lo em jogo e depois logo se vê. Os formatos mudam. A primeira vez que joguei Champions como assistente do senhor Robson, ainda era o formato onde o 'mata-mata' era o início, depois era fase de grupos, depois meias-finais a uma mão no campo daquele que tivesse acabado em 1.º lugar no grupo... Nessa meia-final foi Barcelona-FC Porto e Milan-Monaco. Depois passámos para outro formato e agora estamos neste. Quando fui campeão europeu a primeira vez, era aquele formato que durou mais tempo. Havia alturas em que só havia uma equipa por país... Depois começou-se a alargar para dar de comer a mais gente e a federações mais importantes. Este formato ainda estou a aprender a conhecê-lo. Há tanto tubarão a nível económico que, cada vez mais, é difícil para as equipas portuguesas. O Benfica é um gigante, um gigante. Equiparo-o ao nível histórico e social aos maiores clubes da Europa, muito maior do que clubes que, economicamente, são muito mais fortes do que o Benfica. Neste momento, há clubes muito poderosos. Mas podemos competir com eles no jogo. E é por isso que, na resposta ao seu colega, se assinava um empate, não assino nada. Vamos jogar, competir e tentar ganhar".
Esta é uma semana decisiva para o Benfica? E vai poupar jogadores para o clássico? Com o que aconteceu na Assembleia Geral, como vai conseguir blindar o balneário?
"Faça-me essa pergunta amanhã depois do jogo...".
Se olhar para a direita, tem uma fotografia sua. À esquerda, também... Das cinco fotografias nesta sala três são suas. O seu coração será sempre um pouco azul?
"Sim, claro. Serei sempre azul. Sou parte da história do Chelsea e eles da minha. Ajudei o Chelsea a ser um clube maior e eles ajudaram-me a ser um treinador maior. Quando disse que já não sou azul, acho que entendem. Estou a falar do trabalho que tenho, do que tenho de fazer amanhã. Não há muitos clubes que tenham este hábito das fotografias. Muitos têm medo do que aconteceu no passado, parece que querem apagar as pessoas. E isso mostra que o Chelsea é um grande clube".
Uma vez disse que, até outro mister ganhar quatro Premier Leagues, era o melhor. Acha que é uma boa altura para defrontar o Chelsea?
"O Chelsea é uma máquina vencedora que, ao longo dos últimos anos, não conseguiu conquistar troféus. O Chelsea ganhou antes de mim, continuou a ganhar, e depois houve uma transformação. Novas equipas, novos treinadores... O Chelsea é uma máquina de vencer. Eu sou o maior até alguém ganhar quatro, sim. É um fait-divers...".
Foi aqui que disse que era o Special One. Espera voltar aqui um dia para treinar o Chelsea uma vez mais?
"Nunca se sabe... Ao fim de 25 anos, esperava voltar a Portugal para treinar a Seleção, não o Benfica. E agora estou aqui. Não tenho projetos de carreira. Tento pensar o que pode acontecer ou o que não pode acontecer. O mais importante é: onde quer que esteja, tento fechar esse capítulo. Agora estou no Benfica e estou muito feliz. Tenho uma grande responsabilidade. Já são muitos anos, de idade e de futebol. O Benfica é um clube gigante e a responsabilidade é gigante por várias razões. Vocês conhecem-me, sabem como sou. Vamos a isso amanhã. Até ao início do jogo será o 'meu' Chelsea, durante o jogo é o 'meu' Benfica".
Quando representava o Man. United, viveu um momento polémico aqui...
"Uma vez, as pessoas acharam que eu estava a reagir de forma provocatória [enquanto treinador do Man. United]. Sarri portou-se muito bem e o Chelsea também. No banco toda a gente pode ter comportamentos menos bons. No final, nada aconteceu. Na rua, pedem-me sempre fotografias...".
Sente que vir para o Chelsea foi a melhor decisão da sua carreira? Aceitaria voltar a este projeto?
"Nessa altura, tinha opções diferentes. Até aqui na Premier League. Foi um casamento feliz. A razão pela qual voltei uma segunda vez foi porque tinha sido muito feliz na primeira. E, como disse, sou importante na história do Chelsea e o Chelsea na minha. Acho que foi uma decisão fantástica que tomei na altura. Dizer que foi a melhor? Posso dizer quais foram as piores, claramente. Mas boas decisões tomei muitas".
Há uma investigação em curso sobre quebras do fairplay do Chelsea. Algumas aconteceram quando estava aqui...
"E no Manchester City? Não sei nada sobre isso. Não sei quais são as acusações...".
Com esta nova direção, o Chelsea está diferente. Como acha que se sairia a trabalhar neste novo modelo?
"Não sei qual é o modelo, nunca estudei este novo modelo. Houve um período onde, mesmo vendo de fora, colocava algumas questões. Parecia que o Chelsea tinha perdido a identidade. Mas o que aconteceu na última época voltou a colocar o Chelsea no rumo certo. Deram a responsabilidade ao Enzo [Maresca], ele impôs as suas ideias, e ganhou a Liga Conferência, que é uma competição fácil para um clube tão grande. E, depois, no Mundial de Clubes... As pessoas podem dizer que a Liga dos Campeões é muito mais importante, e eu também o digo, mas aquele símbolo [de campeão] significa muito. Parabéns ao Chelsea por isso. Construiu uma base de confiança e até eu o sinto. O meu filho vem cá todas as semanas e sabe que o sentimento é diferente. Aquele período menos bom foi de muitas dúvidas. Agora há confiança. Acho que o Chelsea está de volta".
Esta manhã, o Joe Cole falou de si. Acha que o Chelsea consegue vencer a Liga dos Campeões?
"O Joe Cole fala sempre bem de mim... Mesmo que eu cometa um erro, o Joe é o meu menino. Apoiamo-nos sempre. Vou sempre dizer que o Joe Cole é o melhor jogador da história. É algo que foi construído e fica para sempre. A Liga dos Campeões é muito mais difícil do que o Mundial de Clubes, mas o Chelsea tem potencial para o conseguir vencer, sim".
Como é que viveu os últimos dias? O regresso ao Dragão, depois foi nomeado treinador do Benfica, agora reencontra o Chelsea...
"Como pessoa, nada muda. O facto de estar em Portugal, de estar agora perto de casa... Tenho dormido muitas vezes no Benfica Campus. Até lhe digo uma coisa que vai ser interessante para os portugueses: só tive uma sessão de treinos com o grupo completo. Nas outras, uns estavam a recuperar, uns não estavam por outra razão. Não tenho tido tempo... Só tenho tentado preparar os jogos, ajudar os jogadores. Amanhã vamos jogar, quarta-feira voltaremos para Lisboa, e vai ser a primeira vez que vou dizer 'vão para casa, até amanhã'. Aconteceu pela primeira vez quando fui para o Tottenham. É uma situação muito complicada. Há pouco tempo para pensar, nem penso em mim".
Conferência de imprensa de Dodi Lukebakio:
Antevisão ao jogo.
"Acho que estamos todos prontos. Não conseguimos os 3 pontos no primeiro jogo e agora estamos aqui para dar tudo e consegui-los".
Já tem o tanque cheio para corresponder ao que Mourinho quer?
"O treinador está aqui, pode perguntar-lhe... Sou jogador e estou a tentar dar o meu melhor. Se ele achar que estou pronto e que posso jogar... É experiente e sabe isso. O meu trabalho é dar o meu melhor e fazer o que posso".
Como descreve os seus primeiros dias no Benfica? Como se sente?
"Sinto-me muito bem. Muita coisa mudou. É um clube novo. Mas estou muito feliz, toda a gente me recebeu muito bem. Conheci pessoas muito boas até agora no clube. Tenho um treinador novo, um dos melhores do mundo. Não o digo por estar ao meu lado, mas realmente é o que é... É um sonho, algo muito especial. Todos os jogadores querem ter um treinador deste nível. Estou empolgado e ansioso para aprender mais".
O que acha do Chelsea? O que esperam amanhã?
"O Chelsea é um grande clube e temos de estar preocupados. Precisaremos de estar preparados. Eles jogam em casa e sabemos que será um jogo difícil mentalmente. Precisamos de ouvir o treinador e fazer o que ele nos pedir. O objetivo é claro, conseguir os 3 pontos".
Recorde este momento da Conferência de imprensa de José Mourinho:
Jogador foi oferecido às águias antes de rumar ao Dragão, mas Clube da Luz preferiu não dar sequência à negociação devido aos valores envolvidos
20 Set 2026 | 03:00 |
Gabriel Mec foi oferecido ao Benfica antes de rumar ao Porto. O Glorioso 1904 sabe, em exclusivo, que o jovem brasileiro, então jogador do Grêmio, chegou a ser colocado na órbita das águias, mas a estrutura encarnada decidiu não avançar para a sua contratação.
Segundo apurou o nosso Jornal, o Benfica considerou demasiado elevado o investimento exigido pelo Grêmio para um jogador que, naquele momento, não tinha qualquer experiência no futebol europeu. O Porto fechou a contratação na casa dos 11 milhões de euros, com bônus que podem alcançar mais 1 milhão.
O clube brasileiro mantém ainda direito a 12% das mais-valias de uma futura transferência do jogador. Gabriel Mec assinou contrato com os dragões por cinco épocas, válido até 30 de junho de 2031. A cláusula de rescisão ficou na casa dos 80 milhões de euros.
Gabriel Mec acabou por não seguir para a Luz e encontrou outro destino em Portugal, ao rumar ao Porto. A possibilidade de representar as águias chegou, assim, a estar em cima da mesa, mas as exigências financeiras acabaram por afastar as águias da corrida.
O jovem brasileiro foi, portanto, um nome que chegou a ser apresentado ao Clube da Luz, mas que não convenceu a estrutura encarnada a avançar nas condições então colocadas. A falta de experiência europeia e o preço exigido pelos gaúchos pesaram na decisão final.
Treinador falou em conferência de imprensa, onde analisou o duelo com os dragões, jogo fundamental para as pretensões do Glorioso na época
19 Set 2026 | 14:02 |
O Benfica vai cumprir o seu sétimo jogo pela Liga Portugal Betclic neste domingo, dia 20 de setembro e é nada menos que o jogo mais antecipado da época: o clássico com o Porto. Marco Silva, que prepara algumas mudanças na equipa titular, analisou o duelo em antevisão.
Análise do Porto
"Antecipamos um jogo difícil, como todos os Clássicos. Um jogo que, pela grandeza e pelos objetivos das equipas, acaba por ter uma importância muito grande, por tudo o que acarreta, não só em termos de pontos, mas por tudo o que está em volta do jogo. Sendo dois candidatos, tem uma importância muito grande e um jogo muito difícil. Jogando fora de casa é um acréscimo para nós, como se fosse ao contrário teria um acréscimo para o adversário. Será um jogo muito difícil, como sempre".
Aursnes e quarteto ofensivo
"Não vou responder diretamente, se não, estaria a dar parte do onze, e, como devem calcular, não o vou fazer. Amanhã, já irão saber. O Fredrik tem vindo a melhorar, jogou o último jogo a titular, e no anterior 30 minutos. Era o plano que tínhamos, e teremos de tomar uma decisão em relação a ele. Está muito melhor, a ganhar a condição que queremos que ganhe. No último jogo, não jogou como lateral nem nada do género. Sabemos que pode ser um bom lateral, mas será sempre um excelente médio. Se o pudermos usar na melhor posição, faremos de tudo para que aconteça, porque, se temos um jogador que é excelente que faz, não iremos usar um bom noutra posição, apesar da polivalência. Está preparado para isso, e o último jogo do campeonato é exemplo disso. Irão ver, amanhã, qual será a maneira como iremos compor o meio-campo. Quanto ao resto dos jogadores, terão de esperar por amanhã."
Pontos fortes do Porto
"Estamos a falar de uma equipa muito forte, que foi a última campeã nacional, que é muito sólida, muito agressiva com e sem bola, com caraterísticas muito próprias que podem ferir o adversário no momento ofensivo. É muito claro aquilo que pretendem fazer e fazem-no bem. É uma equipa que tem resolvido muitos jogos em lances de bola parada, basta ver os golos que fizeram este ano, em jogos normalmente muito bloqueados. É um momento de jogo em que têm jogadores com a agressividade certa para atacar. É uma equipa sólida, que não sofre muitos golos, independentemente de o adversário criar muito ou não. Tem um guarda-redes sempre a um nível muito alto, que acaba por ter um papel decisivo. É uma equipa forte, que respeitamos, mas olhamos muito para nós, para aquilo que é a nossa qualidade, podemos e queremos fazer".
Desgaste e excesso de confiança
"Não pode ser por termos tido um jogo a meio da semana que haverá favoritismo ou não do adversário. Disse que havia duas condicionantes um pouco diferentes, que é o fator casa e a semana de preparação, mas não é por termos tido um jogo a meio da semana que haverá favoritismo do adversário. Não me parece, de todo. Não vejo Clássicos dessa forma. Vejo uma equipa que tem o fator do apoio dos adeptos como uma condicionante, e, depois, será o valor das duas equipas que se vai sobrepor, quem estiver numa melhor noite, mais coeso, concentrado... O jogo irá por aí. Este tipo de jogos define-se muito no detalhe. É uma equipa que ainda não perdeu pontos no campeonato. Nós tivemos um empate na primeira jornada, tivemos muitos jogos para chegar à Liga Europa. Eles tiveram só um jogo de Liga dos Campeões, contra uma grande equipa europeia, onde não conseguiram um resultado positivo. Não vejo por que haveria euforia, não fizemos nada de especial. Simplesmente, temos vindo a crescer, num processo novo, com muitos jogadores novos e muitas mudanças. Há uma equipa que vai começar o jogo sem ter mudado praticamente nenhum jogador do onze titular, que não teve de vender nenhum dos jogadores mais importantes. E, depois, há uma equipa num processo diferente. Isso não dá vantagem ou desvantagem nenhuma, são situações diferentes, e não sei porque haveríamos de estar com qualquer tipo de euforia, sinceramente. Fizemos um grande jogo em termos de adversário, que foi histórico, porque o Benfica nunca tinha obtido um resultado daqueles, mas foram mais três pontos. Temos vindo a ganhar os jogos do campeonato, depois daquele tropeção em circunstâncias muito próprias, diferentes, para não dizer estranhas... Por culpa nossa, não ganhámos. A partir daí, ganhámos os nossos jogos, como tem sido a nossa obrigação. Estamos satisfeitos com o rendimento e o crescimento da equipa, mas não vejo por que razão pode haver qualquer tipo de euforia".
Igualdade na arbitragem
"Teria de lhe perguntar o que são coisas estranhas de arbitragem... Tem de perguntar, na próxima semana, ao mister Farioli. Não queria muito entrar por essa questão da arbitragem. Vou repetir o que foi dito há meia hora, pelo mister Farioli. Espero igualdade em todos os momentos do jogo para as duas equipas. Que haja equilíbrio em todas as decisões, e vou copiar as palavras. Esperamos igualdade em todos os momentos de jogo."
Situação de Enzo
"Há essa ligeira vantagem, mas não adianta muito falar sobre ela. É o calendário e estava mais do que definido. Nós não sabíamos, na altura em que saiu o calendário, qual seria o adversário que teríamos na Liga Europa. Acaba por ser uma coincidência fazermos o quinto num curto espaço de tempo, praticamente em 15 dias, praticamente todos fora de casa. Tem sido viagem após viagem e tudo o que isso acarreta, mas, se começasse a falar muito, soava já a desculpa. Não há desculpa nenhuma, fizemos a preparação com menos tempo e isso é uma realidade. Não tivemos a semana limpa. Quando temos é melhor para nós, mas nem sempre é perfeito. Gozámos o tempo da melhor forma que conseguimos, para estarmos preparados para a exigência de um jogo desta dimensão. Não será por aí. É uma ligeira vantagem, como o fator casa. Não consigo dizer se há alguém indisponível para o jogo. Estamos a analisar. Todos os outros jogadores estão prontos para o jogo."
Empate satisfaz?
"Percebo a questão. Pensamos em ganhar o jogo e não há jogo que preparamos para empatar, mas há momentos que acontecem no jogo. Mas o nosso objetivo é claramente ganhar o jogo."
Fisicalidade do Porto
"É uma das características deles. É uma equipa agressiva com e sem bola. Os três homens do meio-campo têm essas características, a capacidade física dos centrais, a resistência dos alas... Temos de estar preparados para o que o jogo pede e dar as respostas que temos capacidade. Sei que nem sempre será possível manter a nossa identidade e jogar da forma que queremos, é uma luta a dois. Tentamos levar o jogo para onde podemos ser fortes e responder ao que o jogo pede."
Quem marcar primeiro ganha?
"É uma bela questão que não sei responder. Podemos pensar numa coisa e prepará-la e depois ir para outro caminho. O jogo coloca-nos questões e temos de estar preparados para responder da melhor forma possível num jogo mais aberto ou menos aberto. Eu gostava de ganhar sem sofrer golos, mas essa será sempre a minha resposta todas as semanas."
Variabilidade no jogo do Benfica
"É importante termos vários caminhos. Esperemos a pressão forte e individual do FC Porto, mas temos caminhos para bater essa pressão, seja mais curto ou com outros caminhos. Podemos ajustar. Não há só uma forma de lá chegar. Temos de ser corajosos e respeitar a nossa identidade."
Dupla esteve presente com papel fundamental nas últimas três vitórias das águias sobre o rival no reduto azul e branco e terão nova chance
19 Set 2026 | 13:50 |
O Benfica chega este domingo ao Estádio do Dragão com os olhos postos na liderança do campeonato e com uma missão que passa inevitavelmente por marcar golos. Para isso, Marco Silva conta no plantel com dois jogadores que já sabem o que é fazer a diferença no reduto do Porto: Rafa e Vangelis Pavlidis.
Os dois avançados foram protagonistas das últimas três vitórias do Benfica no Dragão, todas em partidas do campeonato, ao longo da última década. Rafa foi decisivo em duas delas, enquanto Pavlidis assinou a mais recente, com uma exibição de grande impacto.
Em 2018/19, num clássico que começou com vantagem portista, graças a Adrián López, João Félix iniciou a reviravolta das águias antes de Rafa completar a cambalhota no marcador. O triunfo acabou por ser determinante na caminhada do Benfica rumo ao título, então orientado por Bruno Lage.
Quatro anos depois, em 2022/23, Rafa voltou a aparecer no momento decisivo. O camisola 27 marcou o único golo da partida e ajudou o Benfica a conquistar mais três pontos no Dragão, numa temporada que terminou novamente com a conquista do campeonato, desta vez sob o comando de Roger Schmidt.
Já em 2024/25, foi a vez de Pavlidis assumir o protagonismo. O avançado grego esteve imparável e apontou um hat-trick na vitória por 4-1, com Otamendi a fechar a goleada encarnada. Samu marcou o único golo dos dragões. Pouco utilizados na vitória por 2-0 sobre o Milan, em San Siro, Rafa e Pavlidis deverão voltar ao onze de Marco Silva no clássico. O treinador deverá ainda promover mais regressos.