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Futebol

Tudo o que disse José Mourinho na antevisão ao Benfica - Rio Ave

Treinador das águias falou com os jornalistas, em conferência de antevisão para a partida frente aos vila-condenses, a contar para a primeira jornada da Liga

José Mourinho falou com os jornalistas, em conferência de antevisão para o Benfica - Rio Ave, a contar para a primeira jornada da Liga Portugal
José Mourinho falou com os jornalistas, em conferência de antevisão para o Benfica - Rio Ave, a contar para a primeira jornada da Liga Portugal

22 Set 2025 | 16:58 |

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José Mourinho confirmou a presença de Lukebakio no Benfica - Rio Ave, e falou da sua chegada à Luz após o despedimento de Bruno Lage. O treinador encarnado esteve presente em conferência de imprensa de antevisão ao encontro da primeira jornada (adiada) da Liga Portugal Betclic.


Que tipo de adversário espera encontrar?


"Espero um adversário que é melhor do que os pontos que conquistou até agora. Observámos o Rio Ave nos jogos anteriores e especialmente nos 3 primeiros, vimos que são melhores do que os pontos traduzem. Têm treinador, organização, sabem o que querem, têm jogadores de boa qualidade... Vale o que vale mas têm 24 horas a mais do que nós para preparar o jogo. Espero um jogo difícil, precisamos do fator casa, é importante. A equipa está a crescer, do ponto de vista emocional uma conexão com os adeptos, em casa, pode ser uma empatia importante para defrontarmos um adversário difícil."


Houve alguma coisa nestes quatro treinos que o tenha surpreendido?

"Enquanto adversário fui honesto comigo próprio ao assumir que estava a jogar contra uma boa equipa. Se comparar os jogos do playoff com os últimos dois ou três jogos há uma contradiçãozinha, mas o Benfica tem coisas boas que vieram do passado. Não é minha intenção ir à procura de coisas negativas do passado. Está um bom trabalho feito por quem cá esteve antes. Mas nós treinadores somos diferentes, é importante que os jogadores abracem as novas ideias. Os jogadores que ficam e transitam também têm de se adaptar ao novo treinador, por isso sempre disse que íamos introduzir as coisas devagar. Tenho a sensação que estão a abraçar a minha maneira de trabalhar e de liderar. Não somos um grupo de melhores amigos, mas estamos a construir algo importante do ponto de vista humano. Do ponto de vista tático tem de ser pouco a pouco."


Maior dificuldade que encontrou? Chegada ao Benfica?

"O tempo que não existe. Hoje e ontem libertei-me um pouco mais, mas não é só o trabalho de campo com os jogadores, é as pessoas conhecerem-me, coisas para mudar. Não exagerar na informação é importante. Em relação à segunda pergunta, se quiserem acreditar em mim, ótimo, se não não posso fazer nada. Há a verdade de outras pessoas, mas vou repetir para que não fiquem dúvidas. No verão não tive contacto nenhum com o Benfica, com o presidente, ou agente mandantado. O diretor Mário Branco nem estava no Benfica. Eu tinha contrato com o Fenerbahçe e queria cumprir até ao final. Na minha cabeça estava longe pensar voltar a Portugal como treinador de clube. Mas não tinha contacto com a Federação. Tive zero contactos com o Benfica. Há uns anos tive contactos com o Benfica mas as coisas não proporcionaram nesse momento. Depois da entrada do diretor geral, esse tipo e conexão que tentam fazer... Para me tornar grande amigo de uma pessoa no futebol, é difícil. Se num ano nos tornámos amigos é porque do outro lado estava um profissional sério, que quando veio para o Benfica e houve 25 % de possibilidades de o Benfica jogar com o Fenerbahçe, o nosso contacto acabou. Houve zero contactos. Quando o Benfica perde com o Qarabag eu estava em Barcelona com a minha mulher e no dia seguinte o presidente ligou-me a perguntar 'mister, vale a pena conversarmos, gostava que viesse treinar o Benfica. Podemos conversar?' Eu disse que sim. E acabou a história. Se quiserem acreditar em mim agradeço. Se quiserem alimentar uma história que não tem história, não posso fazer nada."

A dupla Ivanovic e Pavdlidis?

"Cada jogo tem uma estratégia. Se há 20 anos tínhamos uma estratégia para cada jogo, imagine-se agora... Não quis desvirtuar muito o que eles são como equipa, mas havia coisas... Gosto de coisas diferentes e, sem querer desvirtuar muito, foram introduzidas algumas coisas. Timings da pressão, movimentos ofensivos, transição após recuperação... São coisas normais, se o Bruno fosse para o Fenerbahçe também alteraria algumas coisas. Tentei dar uma dinâmica ofensiva diferente à equipa. Não os senti muito confortáveis a jogar um 4x4x2 'flat'. O Sudakov também se enquadrou bem naquela dinâmica."

Houve da sua parte um esforço financeiro?

"Se ficasse em casa até ao final a época ganhava mais do que a trabalhar no Benfica. A visitar a família, a ir para o Algarve, a dar umas voltas por aí... Nem se pode dizer que estou cá grátis, estou cá negativo. Porquê? Porque gosto muito de trabalhar, tinha saudades de jogar para o título, para aquilo que o Benfica joga. Oportunidade ótima para mim enquanto treinador e enquanto pessoa. Quero por-me à prova, correr riscos, estar sujeito a ganhar, perder, são coisas que me alimentam, me tiram da zona de conforto. Se ficasse em casa até junho ganhava mais do que a trabalhar no Benfica. Sobre a receção, fui ao Estádio da Luz várias vezes, nos momentos bons, e estive numa boxe onde estavam o pai do António Silva, do João Neves, gente tranquila. Estou familiarizado com o estádio. Aprendes as músicas, bonitas, ritmadas, com significado. Esse tem de ser o ambiente. Se calhar sou purista, mas não acredito que não haja um benfiquista que não queira ganhar, tem de haver festa no princípio, apoio durante e no final, o Benfica ou ganha, porque se não ganhar sai morto. De cansaço e por tentar. Perder como perdemos com o Qarabag, as pessoas não se reveem nisso. No fim do jogo será festa ou respeito por quem deu tudo."

Já foi surpreendido por algum jogador com peso no balneário?

"Isto é uma equipa de miúdos com um homem que é campeão do Mundo, que é o capitão. Há clubes onde a braçadeira não está no braço certo, já me aconteceu, mas neste caso está no braço de alguém que é verdadeiramente capitão e se assume como tal. O que me surpreendeu favoravelmente é que quem vem da formação, sejam mais velhos ou mais jovens, esta gente vem com um vocabulário... Não são palavras soltas, são palavras sentidas, vêm com escola Benfica, com responsabilidade. São miúdos que se ama, cresceram juntos. São muito fortes no balneário. Mesmo os que não têm jogado. Mando recado para a formação, tenho de lhe agradecer, é de lá que vem."

Daqui por quanto tempo terá a equipa a jogar com as suas ideias?

"A voz (rouca) é voz de trabalho. É como o bronzeado, só na cara e nas mãos. É de estar ainda numa fase em que os assistentes têm de ir crescendo também com a equipa, tenho de ir conhecendo o Ricardo Rocha... Estou a assumir tudo em mãos por enquanto. Falo muito, mas em dois ou três dias recupero. Sobre as ideias? Nunca, isto está sempre em evolução, não é uma coisa estática. A pré-época é onde se treina duas vezes ao dia, onde se constroem as bases. Mas a evolução é progressiva. Preparámos este jogo com coisas que vêm do anterior, mas o Rio Ave joga de forma diferente do AVS... Temos de nos adpatar. A empatia que estamos a criar entre nós, estão a aceitá-a muito bem e pode acelerar o processo."

Lukebakio é recuperável?

"O Benfica perdeu Aktürkoglu e Bruma, precisava de um ala que foi escolhido porque pode jogar pela direita ou pela esquerda, tem uma idade e experiência equilibradas. É um jogador com grande potencial, que não estávamos à espera que pudesse jogar amanhã, estávamos a prepará-lo só para o Gil Vicente, mas esta aberura que permite que ele vá a jogo, retardámos o processo de recuperação dele para jogar amanhã. Está no banco e se tiver de ir a jogo, vai a jogo."

Já disse que não veio para guerras, se o convite tivesse partido de Villas Boas ou Varandas aceitava? Eleições do Fenerbahçe...

"As eleições passam-me ao lado, não tenho qualquer tipo de relação. Se me perguntar se estou feliz com a não reeleição, não estou. A minha vida ali foi pouco tempo, com pouca intensidade, pouca empatia e pouca paixão. Pelos jogadores que lá ficaram, espero que tudo lhes corra bem. Sobre a conversa com os presidentes Varandas e Villas-Boas, foi muito simples. Foi do tipo 'muita sorte mas que acabes em segundo'. Se tivesse sido convidado, honestamente não sei se teria aceite, mas com a velocidade que disse sim ao Benfica, não."

Já foi contactado por algum dos candidatos do Benfica?

"Não conversei nem, acho que o deva fazer. O treinador do Benfica tem o foco no Benfica, na minha nação. Os presidentes, as direções são os representantes dos milhões de adeptos dos clubes e é para esses milhões que um treinador deve trabalhar. Se me perguntar se fiquei agradado por candidatos terem proferido palavras de respeito para comigo, digo que sim. Mas estou isolado desse contexto. Quero dar o máximo cada dia, e é o presidente Rui Costa que cá está, foi ele que deu o grande passo de me convidar para trabalhar no Benfica. Eu não sou importante. Com o passar dos dias o foco é o Benfica, é o que interessa."


Futebol

Arbitragem inacreditável dita derrota do Benfica no reduto do Porto (3-1)

Equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte, conseguiu mesmo assim chegar ao empate, mas viu rival triunfar

Benfica saiu derrotado do Dragão por 3-1 diante do Porto, num Clássico em que as águias acabaram com 10 unidades
Benfica saiu derrotado do Dragão por 3-1 diante do Porto, num Clássico em que as águias acabaram com 10 unidades

20 Set 2026 | 22:35 |

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O Benfica saiu derrotado do Dragão por 3-1 diante do Porto. A equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte, conseguiu mesmo assim chegar ao empate no início do segundo tempo, mas sofreu dois golos em apenas oito minutos e perdeu a oportunidade de assumir a liderança da Liga.


O primeiro lance polémico surgiu entre Gabri Veiga e Alexander Bah, onde o espanhol pisou deliberadamente o dinamarquês e saiu apenas com um cartão amarelo do lance, logo aos cinco minutos. Aos 31 minutos, Gabri Veiga apareceu na área após uma assistência de Pepê e bateu Samuel Soares (1-0).


A situação ficou mais complicada pouco depois, quando Clément Lenglet recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Benfica em inferioridade numérica. Marco Silva reagiu com uma alteração para reorganizar a equipa, mas as águias conseguiram manter-se competitivas e chegaram ao intervalo ainda com margem para discutir o resultado. A resistência acabou por dar frutos logo no início da segunda parte, com Bah a aparecer na área e a cabecear para o 1-1, depois de um cruzamento de Prestianni - que vai renovar com as águias.


O empate devolveu confiança ao Benfica e, durante alguns instantes, pareceu contrariar a desvantagem numérica. A igualdade, porém, durou muito pouco. O Porto voltou a colocar-se na frente apenas três minutos depois, através de Froholdt, e, aos 60 minutos, Hwang In-Beom fez o 3-1.

O Benfica termina assim a sétima jornada com a segunda derrota da temporada e vê interrompida uma sequência de cinco vitórias consecutivas no campeonato. A equipa de Marco Silva continua com 16 pontos, enquanto o Porto passa a somar 21 e reforça a liderança.


1-0:

1-1:

2-1:

3-1:


Futebol

Diogo Luís destaca um jogador para o Porto - Benfica: "Tem uma qualidade única em Portugal"

Na opinião do comentador, atleta poderá fazer a diferença no Clássico deste domingo, uma vez que o seu nível está acima da média

Antigo lateral do Benfica, Diogo Luís diz que Diogo Costa pode ser o diferencial do Porto para o Clássico com o Benfica
Antigo lateral do Benfica, Diogo Luís diz que Diogo Costa pode ser o diferencial do Porto para o Clássico com o Benfica

20 Set 2026 | 16:16 |

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Porto e Benfica defrontam-se este domingo no Estádio do Dragão, num Clássico onde os detalhes poderão assumir um papel decisivo. Para Diogo Luís, antigo jogador das águias, os dragões têm uma arma particular capaz de fazer a diferença: Diogo Costa.


O antigo lateral destacou as características do guarda-redes internacional português e considera que existe uma qualidade que o distingue no futebol nacional: "Tem ainda uma característica favorável. Na baliza está Diogo Costa, que tem uma qualidade única em Portugal e rara no mundo", escreveu no jornal 'A Bola'.


Apesar de reconhecer essa mais-valia, o antigo jogador considera que o Porto apresenta algumas fragilidades no processo defensivo que podem ser exploradas pelo Benfica. Na sua perspetiva, a equipa orientada por Francesco Farioli já não consegue surpreender os adversários da mesma forma que no início da temporada passada.


"Defensivamente, não é uma equipa perfeita. Quando falha a primeira zona de pressão, permite espaço para os adversários explorarem. No início da época passada, esta abordagem surpreendeu. Com o passar dos jogos, os adversários adaptaram-se e começaram a criar dificuldades adicionais", explicou.

Do lado do Benfica, Diogo Luís identificou a intensidade como uma das principais mudanças introduzidas por Marco Silva desde a chegada ao comando técnico. O antigo lateral considera que as águias apresentam agora uma dinâmica mais agressiva, tanto na procura pelo golo como na reação à perda da bola.


"A intensidade é outra novidade implementada por Marco Silva. Hoje, o Benfica é uma equipa muito mais intensa e que está sempre ligada ao jogo. Se faz um golo, procura o segundo e assim sucessivamente. Defensivamente, a reação à perda de bola é forte. A forma como pressiona os adversários depende da estratégia para cada jogo", concluiu.


Futebol

Jaime Cancella de Abreu de boca aberta com jogador do Benfica: "Um capitão sem braçadeira"

Jogador mal chegou ao Clube e já tem o carinho dos adeptos encarnados, que veem uma liderança em campo pouco vista no plantel

Jaime Cancella de Abreu faz muitos elogios a João Palhinha, que tornou-se num 'capitão sem braçadeira' no Benfica de Marco Silva
Jaime Cancella de Abreu faz muitos elogios a João Palhinha, que tornou-se num 'capitão sem braçadeira' no Benfica de Marco Silva

20 Set 2026 | 16:12 |

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João Palhinha tem conquistado rapidamente os adeptos do Benfica desde que chegou à Luz. Convocado por Jorge Jesus para a Seleção, o médio português assumiu-se como titular nas opções de Marco Silva e tem sido destacado não apenas pela qualidade apresentada dentro das quatro linhas, mas também pela capacidade de liderança.


Jaime Cancella de Abreu: "A admiração pelo Palhinha cresce a cada dia que passa..."


Jaime Cancella de Abreu, adepto do Benfica, não ficou indiferente ao impacto do internacional português. Numa longa publicação nas redes sociais, deixou vários elogios e descreveu-o como um "capitão sem braçadeira": "A admiração pelo Palhinha cresce a cada dia que passa, a cada jogo que disputamos com ele no relvado.” 


“Não é pelo que dá futebolisticamente à equipa, quem não sabe disso, estão por aí à disposição de todos as estatísticas de desarmes, duelos, recuperações, etc., etc., etc. É um monstro no nosso meio-campo", afirmou. Para Cancella de Abreu, contudo, é a postura de Palhinha enquanto líder que mais tem impressionado.

"Tenho visto e gostado (muito) da sua liderança silenciosa. O gesto de ontem que a fotografia documenta foi só um entre muitos. Ganhámos, mesmo sem braçadeira, um grande capitão, disso não restam dúvidas. Tal como não restam dúvidas da importância que isso tem numa equipa de alta competição", destacou.


Além do mais, salientou ainda a felicidade demonstrada pelo jogador nesta nova etapa da carreira, associando a entrega de Palhinha ao sentimento pelo clube: "E faz tudo isto - jogar e liderar - com a alegria própria de quem adora aquele Manto Sagrado que lhe cobre o tronco, sente-se que está feliz nesta nova etapa da sua carreira. Aposto que deseja que seja a última", escreveu.


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