Futebol
Benfica perde no Dragão, mas Palhinha deixa garantia: "Ainda mais convicção"
21 Set 2026 | 15:54
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07 Abr 2023 | 10:24 |
O processo de Cher Ndour do Benfica parece estar longe de terminar, mas os candidatos a serem o próximo clube do jovem de 18 anos parecem não se extinguir.
Em entrevista ao Glorioso 1904, o olheiro polaco, especialista em jovens jogadores, Jacek Kulig, analisou o presente e o futuro do médio-centro italiano, bem como as escolhas que mais beneficiariam o Benfica e a carreira do jogador.
O jogador por trás do contrato
Avaliando Cher Ndour como jogador, encontramos alguém muito completo e com capacidades físicas acima da média para a estrutura física que apresenta.
“Eu vi-o pela primeira vez há dois ou três anos e ele foi o jogador que me fez dizer a mim próprio: “Este vai chegar lá”. Ele tem todas as capacidades técnicas para chegar o fazer. Técnicas e físicas. Para mim, um jogador, se quer jogar ao mais alto nível precisa de preencher três critérios: Físicas, técnicas e mentais. Do que eu já vi do Cher Ndour, ele tem as duas primeiras prontas. A pergunta é como vai ser o seu aspeto mental?”, começou por dizer Jacek Kulig.
O seu papel no meio-campo é não específico, sendo um jogador com liberdade. O especialista polaco, inclusive, tem uma forma especifica para caracterizar jogadores deste género: “Eu tenho a minha própria terminologia. Eu chamo-o um médio-centro box-to-box com boas capacidades de criação de jogo. Em comparação, eu associo-o a dois jogadores: Paul Pogba e Milinković-Savić. Ambos muitos físicos e altos, mas, também, muito elegantes e criativos, podendo jogar numa posição central como um ‘box-to-box ofensivo’ ou um ‘número 10’. Para mim Cher Ndour enquadra-se nesta descrição”.
O olheiro conclui comparando o craque encarnado com jovens atletas nos quadros das águias: “Honestamente coloco-o num patamar diferente de João Neves. Para mim ele é mais talentoso. A pergunta é: Porque é que João Neves teve a chance e Cher Ndour não?”
O contrato
Como tem sido noticiado, Cher Ndour tem feito algumas exigências salariais elevadas, o que pode comprometer a sua continuação do Benfica.
“Pessoalmente sou contra dar fortunas a jogadores que ainda não se provaram. Ele precisa de se mostrar humilde e mostrar a sua dedicação. Aí a SAD renovar-lhe-ia o contrato com outras condições. Para mim, emprestava-o e via-o a desenvolver-se. Provavelmente até mesmo em Portugal para uma equipa do meio da tabela. Acredito que o Cher Ndour tem muitas ofertas, não sei se ele aceitaria estas condições”, afirmou o olheiro.
“Só estou bem onde eu não estou”
A lista de pretendentes ao jovem não termina, o que Jacek Kulig também comenta, especialmente tendo em conta que o seu contrato termina no próximo mês de junho e seria ‘grátis’ para quem o contratasse.
“Bem, ele é italiano por isso acredito que se ele se afirmasse no Benfica, a grande maioria das equipas italianas tentariam assiná-lo. Se a sua carreira correr da forma certa, acredito que equipas como o Milan estarão atrás dele. Pessoalmente, em alguns anos, acredito que ele pode jogar na Premier League. Eu penso que ele ia-se destacar porque tem os instrumentos físicos, que se adicionam aos técnicos e o fariam destacar-se por imensas equipas inglesas”, referiu.
Analisando o interesse de Paris, que tem sido o mais noticiado, o polaco foi curto e explicito: “Se ele escolher o PSG, acabou para ele”. Acrescentando ainda que o melhor para o Benfica e para a carreira do jogador é a permanência no Estádio da Luz: “Era bom para o Benfica mantê-lo. Vi que ele estava associado a muitos clubes, mas a maioria destes não são o melhor para a sua carreira”, reiterou.
“O melhor para a sua carreira é ficar no Benfica. Imagina que tens 18 ou 19 e estas no Benfica, que já desenvolveu tantas gemas, estás no sítio onde queres estar. Tens de te esquecer do dinheiro, precisas de te concentrar inteiramente no teu desenvolvimento. Se fizeres isto vais ser contactado [por outros cubes] na mesma”, terminou.
Cher Ndour – avaliado em 1,5 milhões de euros – conta com 30 jogos, quatro golos e uma assistência, esta temporada, contando apenas com um duelo pela equipa principal.
Comentador vê elo abaixo na exibição das águias frente aos dragões, em especial a partir do momento que os encarnados ficaram com dez no relvado
21 Set 2026 | 17:37 |
O Benfica saiu derrotado do Estádio do Dragão por 3-1 e terminou a sétima jornada da Liga Betclic com 16 pontos, sofrendo a segunda derrota da temporada e vendo interrompida uma sequência de cinco vitórias consecutivas. Para Paulo Alemão, houve um jogador das águias que ficou aquém das expectativas no Clássico: Rafa Silva.
Alemão sobre Rafa: "foi o elemento menos do Benfica em termos de produtividade..."
“Acho que o jogo pedia um pouco mais de Rafa hoje. Se calhar, para mim, foi o elemento menos do Benfica em termos de produtividade. Não é como se tivesse mal, mas também pedia-se mais, aqueles rasgos dele, aqueles momentos que ele tem de conduzir a bola muito rapidamente, de descobrir um passe para os seus colegas. Faltou Rafa hoje para ajudar o Benfica, principalmente a partir do momento que estava a jogar com dez”, definiu o treiandor.
Apesar das críticas ao internacional português, Paulo Alemão deixou muitos elogios a Marco Silva e à forma como o treinador tem gerido o plantel encarnado. Para o comentador, a capacidade de rotação demonstrada pelo técnico pode revelar-se importante ao longo da temporada e ajudar a manter os jogadores envolvidos no projeto.
“Marco Silva teve uma gestão espetacular. Chegou a Milão com dez jogadores diferentes, hoje volta a mudar. Isto mostra bem a capacidade que o treinador tem em gerir o plantel, em ter o plantel do seu lado, o que muitas vezes é o mais importante no sucesso de uma equipa. Ele mesmo já disse que daqui uns meses será difícil estabilizar um 11 do Benfica. E isso demonstra bem a capacidade que o plantel do Benfica tem e as soluções que tem para entrar”, concluiu Paulo Alemão.
Depois do desaire no Dragão, o Benfica só volta à competição após a pausa para os compromissos das seleções. As águias recebem o Vitória de Guimarães no Estádio da Luz, a 11 de outubro, procurando regressar aos triunfos na Liga.
Comentador não poupou esquema do treinador após falhas demonstradas no clássico com o Porto e compara com a própria situação dos dragões
21 Set 2026 | 17:07 |
O Benfica ficou reduzido a dez jogadores ainda durante a primeira parte do Clássico frente ao Porto, depois de Clément Lenglet ter visto o segundo cartão amarelo. A expulsão condicionou o encontro e, na opinião de Tomás da Cunha, acabou por retirar qualidade a uma partida que poderia ter tido outro nível competitivo.
Tomás da Cunha: "eixo defensivo de Marco Silva não dá garantias suficientes..."
O comentador considera que o vermelho mostrado por Miguel Nogueira prejudicou a possibilidade de tirar conclusões mais concretas sobre o momento das duas equipas, mas deixou um alerta a Marco Silva relativamente ao eixo defensivo das águias.
“Perdeu-se um bom clássico com a expulsão. Ambas as equipas são a imagem do treinador e o resultado não dava para prever. Confirmou-se que o Porto não podia dar margem ao Benfica para jogar desde trás. Há um grande crescimento em relação a anos anteriores, no que diz respeito ao ataque posicional encarnado”, explicou.
Foi, contudo, no setor defensivo que Tomás da Cunha identificou o principal problema para Marco Silva. “Fica também a certeza de que o eixo defensivo de Marco Silva não dá garantias suficientes”, afirmou. O comentador comparou ainda o desempenho dos centrais das duas equipas e deixou uma provocação ao setor defensivo do Porto: “Compare-se o número de erros de Kiwior-Bednarek com os erros dos centrais rivais.”
Tomás da Cunha entende que a expulsão facilitou algumas decisões ao treinador portista, nomeadamente na exploração da superioridade numérica e na gestão do meio-campo: “Ficou mais fácil para o Porto explorar vantagens em superioridade (Rosario aproveitou) e libertar Froholdt de Palhinha. Está à vontade para trocar Gabri Veiga por Hwang In-beom”, analisou.
Águias ficarão sem titular para o regresso da Liga Portugal após os jogos de seleções, mas o treinador já tem decisão tomada sobre o substituto
21 Set 2026 | 16:29 |
Clément Lenglet deixou uma baixa importante para Marco Silva após ter sido expulso no Clássico frente ao FC Porto. O defesa francês vai falhar o próximo encontro do Benfica na Liga e obriga o treinador encarnado a mexer na dupla de centrais diante do Vitória SC.
Lenglet viu o segundo cartão amarelo ainda na primeira parte da partida no Estádio do Dragão, deixando as águias reduzidas a dez jogadores durante grande parte do encontro. A suspensão será aplicada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, ficando o central impedido de marcar presença no próximo compromisso do campeonato.
Perante a ausência do internacional francês, Marco Silva deverá apostar em Tomás Araújo e Alessandro Circati para formar o eixo defensivo no Benfica-Vitória SC. A dupla já foi utilizada anteriormente pela equipa técnica, nomeadamente no encontro frente ao AC Milan. Tomás Araújo e Circati também atuaram juntos durante parte do Clássico, depois de o defesa australiano ter entrado em campo na sequência da expulsão de Lenglet.
A solução ganha, assim, força para o próximo desafio das águias, com Marco Silva a poder manter uma dupla que já tem minutos em conjunto e que conhece as exigências do sistema utilizado pela equipa. Gabriel Índio surge como outra alternativa disponível para o treinador do Benfica, podendo também ser chamado algum jovem da equipa B caso seja necessário.
A possibilidade de Manu Silva ser adaptado ao eixo defensivo não está totalmente descartada, mas, nesta fase, trata-se de um cenário considerado pouco provável. Com Lenglet suspenso, Marco Silva terá, portanto, de encontrar uma nova solução para o centro da defesa, sendo Tomás Araújo e Alessandro Circati os principais candidatos a assumir a titularidade frente ao Vitória SC.
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