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Futebol
10 Nov 2023 | 05:35 |
O antigo médio do Benfica, Diamantino Miranda, prestou declarações ao jornal Record, na passada quinta-feira, dia 9 de novembro, onde aborda o atual momento de forma do Benfica. Da campanha europeia à renovação de Roger Schmidt, a antiga glória encarnada dá a sua opinião.
"A culpa nem é só do Schmidt nem só dos jogadores. É de todos. Quando se perde, perdemos todos. Mas claro que há sempre um responsável maior e é sempre o treinador", começa por dizer em relação ao dono da culpa pelas quatro derrotas consecutivas na Liga dos Campeões.
"A nível desportivo, haverá a perda de prestígio que o Benfica tinha começado a recuperar com a prestação na Liga dos Campeões. Com uma campanha tão fora do expectável é natural que o prestígio comece a desaparecer. Em termos financeiros, calculo que o grande bolo o Benfica já tenha conseguido. Vai perder dinheiro, mas a maior fatia já foi arrecadada", afirma em relação às consequência da eliminação.
De seguida, é confrontado com a continuação de Schmidt em caso de derrota diante do Sporting: ""A situação dos treinadores é sempre a mesma em todas situações. Quando não se ganha é normal que comece pelo treinador a correção do que está mal. Não faço ideia qual será a decisão da direção do Benfica, mas calculo que não seja agradável tomar a decisão sobre um treinador que há poucos meses foi campeão, ganhou a Supertaça e fez do Benfica uma das maiores equipas da Europa. Não é fácil, mas as coisas não podem continuar assim como estão".
"Não houve precipitação. Rui Costa teve a sensibilidade de renovar com um treinador que estava a fazer uma grande época e que foi cobiçado pela seleção da Alemanha e pelo Chelsea. Rui Costa preservou os interesses do Benfica por tudo o que estava a acontecer. Preservou a continuação do treinador através da prolongação do contrato. Se Rui Costa não fizesse isso os sócios não iriam gostar de perder o treinador que estava a recuperar a imagem do Benfica. Fica refém? Claro que não. A indemnização causa algum constrangimento, mas se Rui Costa acha que os problemas se resolverão, terá de tomar essa decisão", afirma em relação à renovação de Schmidt.
Termina em relação à atitude de Otamendi perante tudo: "Falaram outros jogadores. Falou um jogador com estatuto muito elevado não só dentro do balneário mas para com o público. É claro que o capitão é sempre uma voz mais ouvida, mas será mais vantajoso impor o seu estatuto dentro do balneário do que para o público. Aí terá de ser o treinador e os outros responsáveis. O capitão tem de se impor dentro do balneário com os colegas e por aquilo que se percebe ele deve fazer".
De recordar que, Diamantino Miranda esteve 10 temporada no Benfica, entre os anos de 79 e 90, sendo que passou duas temporadas emprestado ao Amora e ao Boavista durante este intervalo de tempo. De águia ao peito fez 309 jogos e marcou 86 golos, além de vencer quatro Ligas Portuguesas, cinco Taças de Portugal e duas Supertaças.
Após o clássico com o Porto pela Liga Portugal, a discussão sobre a titularidade voltou ao foco nas águias, mas o jornalista não acredita em alterações
30 Set 2026 | 16:52 |
A discussão sobre a baliza do Benfica promete continuar a marcar a atualidade encarnada, com Samuel Soares e Anatoliy Trubin a lutarem pela titularidade. Para Vítor Pinto, a tendência de Marco Silva deverá manter-se após a pausa para as seleções, com o jovem português a assumir a baliza no campeonato e o internacional ucraniano na Liga Europa.
Vítor Pinto sobre mudança no guarda-redes do Benfica: "ficaria muito surpreendido..."
O comentador recordou que Trubin foi titular frente ao Inter, em San Siro, numa partida de particular importância, mas que a decisão seguinte de Marco Silva acabou por deixar uma indicação clara sobre a hierarquia: “O Trubin foi titular em Milão. Ou seja, esteve num momento importante em que, se houver algum equilíbrio nesta decisão do Marco Silva, tudo indica que, pelo menos para já, a Liga Europa estará entregue a Trubin”, começou por afirmar.
Vítor Pinto entende que a utilização de Samuel Soares no encontro seguinte reforçou a ideia de que o treinador pretende manter a hierarquia definida para a baliza: “Um treinador que, a seguir a Milão, decide manter o Samuel Soares no onze está a dizer que, na sua perspetiva, a hierarquia é para manter”, explicou.
Nesse sentido, o comentador considera pouco provável uma alteração após a paragem internacional. “Eu ficaria muito surpreendido se, após uma paragem de seleções em que os guarda-redes nem sequer estão a trabalhar no Seixal, o Marco Silva alterasse a hierarquia. Claramente, a questão da hierarquia da baliza está muito longe de estar fechada. É um tema de permanente debate dentro da nação benfiquista”, salientou.
Para o comentador, Samuel Soares terá agora de demonstrar consistência para conquistar definitivamente a confiança dos adeptos. “Precisa de ganhar estofo, precisa de grandes exibições e de dar confiança de que é guarda-redes para levar o Benfica ao título”, concluiu.
Central das águias deixou entendeu o esforço necessário para defender o Glorioso, onde há uma clara ‘imposição’ interna por vitórias
30 Set 2026 | 16:24 |
Alessandro Circati esteve em evidência ao serviço da Austrália, apesar da derrota frente ao Brasil por 4-2. O defesa do Benfica marcou um golo e ainda contribuiu com uma assistência, deixando boas indicações num encontro particular entre as duas seleções.
Circati sobre exigência no Benfica: "Se perderes, é desapontante. Se empatares, também é desapontante..."
No final da partida, o central australiano destacou a evolução da equipa nacional e estabeleceu um paralelismo com a realidade que encontrou no Benfica, onde, segundo o próprio, existe uma exigência constante para vencer todos os jogos: “Agora volto ao meu clube e a tendência é a mesma que tenho lá, no Benfica: tentamos ganhar todos os jogos. Se perderes, é desapontante. Se empatares, também é desapontante. Espero que continuemos assim”, afirmou Circati.
O internacional australiano mostrou-se ainda satisfeito com a resposta dada pela seleção diante de um adversário de enorme dimensão, numa partida disputada perante um estádio cheio: “Colocámo-nos à prova e mostrámos que afinal somos… meio decentes [risos], que jogamos à bola. Estou feliz, o estádio estava cheio”, contou o defesa.
Circati aproveitou também para comparar o ambiente vivido em Brisbane com os encontros realizados anteriormente em Melbourne e Sydney. “Os jogos em Melbourne e Sydney estavam, não sei… talvez 10 por cento de lotação. É como jogar no meu jardim, como costumo dizer”, brincou.
Tudo indica que Circati poderá ser aposta de Marco Silva para formar dupla com Tomás Araújo no centro da defesa. O duelo com o Vitória surge, assim, como mais uma ocasião para o australiano demonstrar a exigência e a mentalidade que diz ter encontrado no Benfica. Clément Lenglet vai falhar o próximo jogo do campeonato, frente ao Vitória de Guimarães, devido à suspensão resultante da expulsão no clássico diante do FC Porto.
Antigo jogador dos rossoneri concedeu uma entrevista na qual falou sobre o atual técnico do clube de Milão e deixou uma frase polémica
30 Set 2026 | 16:21 |
Fulvio Collovati considera que ainda é muito cedo para avaliar o trabalho de Ruben Amorim no comando técnico do Milan. O antigo defesa italiano, que vestiu a camisola rossonera por 170 ocasiões, abordou a derrota do clube contra o Benfica.
F. Collovati: "Derrota contra o Benfica? O entusiasmo desapareceu"
"Diria que talvez houvesse muitas expectativas em relação a Amorim, porque, enfim, o treinador anterior (Massimiliano Allegri) não era muito amado. Com a chegada de Amorim, houve uma euforia geral porque todos queriam uma mudança. Depois, assim que sofres aquela derrota feia - não quero dizer humilhante - contra o Benfica, na Liga Europa, de repente todo esse entusiasmo foi desaparecendo", começa por dizer, em entrevista ao portal MilanNews.
Mesmo assim, o antigo campeão do mundo em 1982 defende que Amorim quer trazer uma nova imagem ao Milan. "Tenho de dizer que é preciso encontrar o caminho certo, ou seja, o meio-termo. Amorim é um treinador que, na minha opinião, é diferente de Allegri e está a tentar trazer algo de novo do ponto de vista do jogo. Continuo a achar que os treinadores andam de mãos dadas com os jogadores, no sentido de que, se queres praticar um determinado tipo de futebol, tens de o fazer quando tens os jogadores certos para isso", defendeu.
F. Collovati: "Gonçalo Ramos não é um avançado para marcar 20 ou 30 golos"
O rendimento de Gonçalo Ramos também foi alvo de análise por parte de Fulvio Collovati, que disse acreditar que o internacional português não é um finalizador nato. "Gonçalo Ramos não é um avançado para marcar 20 ou 30 golos, é preciso perceber isso. Por isso, desse ponto de vista, eu, enquanto antigo defesa, prefiro o avançado de 20 golos, o avançado que também se antecipa ao defesa, que marca golos, que é um predador dentro da área", sublinhou.
O antigo jogador continuou a sua análise ao ponta de lança "made in Seixal". "Daquilo que vi nos últimos jogos, melhorou. Também marcou por Portugal, embora o guarda-redes lhe tenha oferecido a bola, mas, por exemplo, gostei da forma como participou no lance do golo do Rabiot contra o Lecce. Ou seja, na minha opinião, coloca-se ao serviço da equipa. Penso que o Milan precisa mais de um finalizador. Depois, se o treinador, não posso dizer porque não estou no balneário, lhe pede para participar mais na construção, tudo bem", concluiu.