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Futebol
25 Jul 2026 | 13:19 |
André Gomes, que saiu do Benfica rumo ao Casa Pia, foi elogiado por Paulo Lopes. O antigo treinador dos sub-23 das águias acredita que o internacional sub-21 português encontrou o contexto ideal para dar o salto que lhe faltava na carreira.
Paulo Lopes sobre André Gomes: "Tem tudo para poder voltar ao Benfica..."
"É importante dar agora este passo, depois de ter feito uma boa época no Alverca, por empréstimo", começou por afirmar o técnico dos finlandeses do SJK, ao jornal 'Record', considerando que o negócio beneficia todas as partes envolvidas.
O treinador destacou ainda a influência de Filipe Coelho, novo técnico do Casa Pia, que conhece bem André Gomes: "O Filipe Coelho conhece-o há bastante tempo", referiu, lembrando as várias épocas em que o treinador orientou os diferentes escalões de formação das águias. Questionado sobre a possibilidade de a chegada do guardião significar a saída de Patrick Sequeira, Paulo Lopes preferiu valorizar a competitividade.
"Quando a qualidade é alta, não há problema. Ter dois bons guarda-redes é bom individualmente, já que ambos evoluem, ao fazer o melhor para jogar, e é bom para a equipa, que lucra com esse esforço redobrado", salientou. Apesar de reconhecer que a concorrência no Benfica é naturalmente mais exigente, o antigo guardião mostrou-se convicto de que o jogador tem qualidade para regressar um dia à Luz.
"Tudo tem de aparecer naturalmente. Tanto ele, como o Samu, são guarda-redes de topo, vão ser dos melhores de Portugal. Continuo a achar que é muito importante a continuidade. Ele é muito jovem e tem tudo para poder voltar ao Benfica e ser, porventura, titular indiscutível. Tudo depende de vários fatores, ele tem valor para isso. O André Gomes vai ser dos melhores de Portugal", concluiu.
Presidente do Porto volta a apontar o dedo ao alinhamento entre águias e Sporting e volta a afirmar que o resultado do clássico foi justo
24 Set 2026 | 17:06 |
Dois dias depois de ter falado na "santa aliança" que entende existir a unir Benfica e Sporting, André Villas-Boas voltou a disparar na direção dos rivais. O presidente do Porto fala num "manto marrom" sustentado por "comentadores" que "parecem já ter fundado um novo clube" na Segunda Circular.
A. V. Boas: "Parecem já ter fundado um novo clube"
"A vitória no clássico teve, por isso, um significado que ultrapassou o relvado. Vencemos o adversário e respondemos à arrogância de quem passou semanas a tentar diminuir o Porto, os seus adeptos e o seu grupo de trabalho. Foram insultos, suspeitas fabricadas e tentativas de condicionamento, servidos em monólogos onde a clubite aguda substituiu o contraditório. Os comentadores do ´Manto Marrom´, essa mistura de verde e vermelho que tão bem traduz o alinhamento da Segunda Circular, parecem já ter fundado um novo clube", atirou, na mais recente edição da revista Dragões.
O antigo técnico dos dragões acredita que os dois rivais de Lisboa controlam a comunicação social para atacar o clube do Norte. "Ainda não lhes conhecemos o estádio, mas a sede funciona em vários estúdios e a política de comunicação está perfeitamente coordenada: a necessidade de atacar e menosprezar tudo o que tem a ver com o Porto", acrescentou.
André Villas-Boas finalizou o seu texto dizendo que o Clássico foi justo. "O pacto de sangue é tal que o telespectador menos atento pode até ficar confundido sobre qual a cor clubística de cada um. A nossa equipa não precisou de responder-lhes ao microfone. Respondeu em campo, com futebol, personalidade e uma vitória que nenhuma discussão de rodapé consegue desfazer, levando-os a ter de lamber as feridas uns dos outros, enlutados pela dor comum de uma vitória do Porto", concluiu.
Vale lembrar que o representante do Porto já tinha provocado Marco Silva. "São frustrações normais de um treinador que chega agora ao futebol português, que perde o seu primeiro clássico. Enquadra-se na frustração de um jogo que não correu bem e procura arranjar justificações diferentes para o resultado", disse.
Presidente do Braga acredita que futebol português hoje está melhor do que no passado e recorda boa relação com antiga figura-chave das águias
24 Set 2026 | 16:50 |
António Salvador participou esta quinta-feira numa palestra integrada no Portugal Football Summit, onde abordou a evolução do futebol português, as diferenças na liderança dos clubes e também recordou a relação que manteve com algumas das principais figuras do futebol nacional nas últimas décadas. O presidente do Braga, atualmente o dirigente há mais tempo em funções no futebol português, rejeitou, contudo, a ideia de se deixar definir pela longevidade no cargo.
António Salvador: "Éramos capazes de nos sentar à mesa e discutir temas importantes..."
“Gostaria de dizer que, sendo eu o presidente mais antigo do futebol português em exercício, gostaria de ser visto como um presidente mais moderno, que quer ver à frente, que quer algo mais. Que tem sempre objetivos de conquistar mais. Não o mais antigo”, afirmou.
Salvador explicou ainda que uma das suas principais fontes de motivação passa por estabelecer constantemente novos objetivos e procurar rodear-se das pessoas certas para continuar a desenvolver o clube: “Aquilo que me motiva todos os dias é colocar objetivos a mim mesmo. Temos que fazer mais do que aquilo que fizemos. Rodearmo-nos de gente competente que nos ajude a ser mais modernos. Preparar um clube para os dias de hoje e amanhã, que seja mais capaz de cumprir os objetivos”, explicou.
Foi neste contexto que o dirigente recordou algumas das principais lideranças que encontrou ao longo da carreira, entre elas Luís Filipe Vieira, antigo presidente do Benfica, além de Pinto da Costa, Valentim Loureiro, e João Bartolomeu: “Fui contemporâneo de grandes lideranças do futebol português. Acompanhei Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Luís Filipe Vieira, João Bartolomeu… Éramos capazes de nos sentar à mesa e discutir temas importantes”, recordou António Salvador.
Apesar das mudanças, Salvador entende que o futebol português está atualmente mais desenvolvido do que no passado, destacando a evolução registada em várias áreas. “Hoje o futebol português está muito melhor do que estava no passado. Melhorámos nos treinadores, jogadores, infraestruturas. A nível nacional e internacional temos uma grande projeção”, defendeu.
Italiano teve conversa com as águias, mas optou por rumar à Turquia e abriu o caminho para a chegada de Marco Silva na Luz
24 Set 2026 | 16:19 |
Vincenzo Italiano confirmou que esteve na lista de possibilidades do Benfica durante o último verão, numa altura em que a direção liderada por Rui Costa procurava um novo treinador após a saída de José Mourinho para o Real Madrid, num negócio de 15 milhões de euros. O atual treinador do Besiktas revelou que manteve conversações com a estrutura encarnada, numa altura em que ainda estava de saída do Bologna.
Vincenzo Italiano: "Tive uma grande conversa com a estrutura do Benfica..."
A escolha do Benfica acabaria por recair sobre Marco Silva, que se encontrava em final de contrato com o Fulham. Italiano, por sua vez, viria posteriormente a rumar à Turquia para assumir o comando técnico do Besiktas, depois de o clube de Istambul ter decidido avançar para a saída de Sergen Yalcin.
Questionado sobre se tinha sido abordado por clubes da Serie A, o técnico italiano confirmou que recebeu contactos, mas optou por não revelar os nomes: “Digamos que sim, mas não vou dizer qual foi. Tive conversas com umas poucas equipas, na Europa. Tive uma grande conversa com a estrutura do Benfica, que me abriu um pouco a mente, dado que, anteriormente, não estava aberto a trabalhar no estrangeiro”, revelou, em entrevista ao Corriere dello Sport.
A conversa com os responsáveis encarnados terá sido determinante para Italiano começar a considerar uma mudança para fora de Itália. Poucos dias depois, surgiu o contacto do Besiktas com uma proposta que acabou por convencer o treinador: “Poucos dias depois, o Besiktas ligou-me e apresentou-me um grande projeto. Decidi tentar esta aventura, e, até há poucos meses, nunca teria pensado em fazê-lo”, explicou.
Italiano admitiu ainda que a sua intenção inicial passava por permanecer em Itália e tentar alcançar objetivos importantes no futebol transalpino, mas reconheceu que acabou por seguir um caminho diferente: “Eu queria ficar em Itália e tentar alcançar grandes feitos, mas a história correu de maneira diferente”, lamentou.