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Futebol

O mentiroso, resposta a Rui Costa, novidades: tudo que disse Mourinho antes do Benfica - Nacional

Na partida que marca regresso das águias ao Estádio da Luz, treinador português realizou uma conferência de imprensa tensa, onde "disparou" em todas as direções

José Mourinho realizou uma conferência de imprensa onde não ficou por meias palavras e visou toda a gente presente
José Mourinho realizou uma conferência de imprensa onde não ficou por meias palavras e visou toda a gente presente

11 Abr 2026 | 15:44 |

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Antes da partida entre o Benfica e o Nacional, em duelo da 29.ª jornada da Liga Portugal Betclic, José Mourinho fez a antevisão no Seixal. Em conferência de imprensa, o treinador de 63 anos - que acusou a imprensa de lhe chamar mentiroso - "disparou" em todas as direções e não deixou ninguém sem resposta, incluindo Rui Costa. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.


Nacional com necessidade de pontuar. Como correu a semana de trabalho?


"Nacional. Tens razão, precisam de pontos, não desesperadamente porque estão fora da zona de despromoção e da zona de possível playoff, mas estão perto e precisam de pontos e é uma equipa que desde o início da época que jogam para pontos. É uma equipa bem treinada, que sabe defender muito bem, com quatro ou com cinco, na minha opinião defendem ainda melhor quando estão com um bloco baixo. A permissividade a uma redução drástica do tempo de jogo. Uma das características do nosso campeonato. É uma equipa perigosa em contra-ataque. É uma boa equipa e se nos centrarmos nos resultados que tiveram contra as equipas de cima da tabela, penso que ganharam em Braga, mas tiveram jogos muito nivelados, se não no jogo jogado, mas no resultado e é isso que eu espero: uma equipa a vir jogar para o ponto, sem perder de vista a possibilidade de levar pontos. Nós precisamos muito de ganhar, por todas as razões e mais alguma. Precisamos muito de ganhar. Eu li algumas das frases mais marcantes da conferência do Tiago, onde diz que espera um Benfica reativo relativamente à última prestação e resultado e obviamente que é essa a nossa intenção".


Disse que tinha vontade de não utilizar alguns jogadores. Que valores são esses?

"Disse muita coisa e parece que afinal não disse tanta coisa porque, apesar de eu não seguir, o Gonçalo é que me obriga a seguir porque é parte do seu trabalho, e parece que não fui claro e objetivo a dizer que quero ficar no Benfica. Segundo o Gonçalo, tem havido mil e uma dúvidas em relação a isso. Penso que fui objetivo e explícito ao dizer que queria ficar no Benfica na próxima época. Penso que não é preciso agarrar num papel e numa caneta e voltar a dizer isso, mesmo nesse momento de frustração, relativamente à minha vontade de ficar no Benfica e de lutar por títulos. É o meu objetivo, o Benfica. Frustração? Obviamente que sim. E jogadores que eu não utilizaria mais, uma coisa é o que dizes e o que acontece na prática. Mas creio que também frisei que uma coisa poderia ser uma declaração de intenções e depois que existiam valores mais altos. São óbvios. E quando parece que houve quase um tsunami em relação a essas declarações, tive a pensar se seria eu o único treinador no mundo que mudaria alguma coisa no seu plantel. No mundo, só há cinco que não mudariam nada no seu plantel. A natureza de cada treinador, de cada clube, é de nunca ter o plantel considerado um plantel perfeito. Um gostava de ter um jogador mais alto, mais rápido, especialista na bola parada... eu conseguir identificar cinco clubes/treinadores que são os únicos privilegiados neste mundo, onde eu também já fui. Mas é normal que qualquer treinador mudasse algo no seu plantel, principalmente depois de uma exibição e de um resultado frustrante e difícil de aceitar. Agora, na prática, eu também claramente no ar, há outros valores que se levantam, a dificuldade de ter o plantel perfeito. Dentro dessa tempestade de emoções, acho que consegui ter a clarividência de dizer que não o farei. Na convocatória de amanhã chegarão à conclusão que é exatamente a mesma, não exatamente a mesma mas quase, porque acho que entra o Dedic e o Moreira na convocatória, portanto, para entrarem dois jogadores, sairão dois jogadores. Os paineleiros interpretarão como quiserem, mas a realidade é que a convocatória terá dois jogadores diferentes amanhã".


Vai adiantar quem são os jogadores a quem se referiu?

"Claro que não vou referir, não posso referir. Como disse anteriormente, mas parece que apesar de ser jovem também é teimoso, já lhe disse: há cinco treinadores no futebol europeu que não querem mudar nada nas suas equipas. Mas mesmo assim, um desses cinco vai dizer-lhe que mudaria alguma coisa. Estou a falar dos cinco que treinam as equipas mais poderosas, com maior autonomia no mercado, que se estão nas tintas para o fair-play financeiro. Se fui levado pelas minhas emoções e frustrações? É possível. Estamos em 64 conferências de imprensa, acho que é normal que eu diga coisas que eu não deva dizer ou coisas que alguns não queiram entender. Inclusive aceito a crítica de 'resultado mau, critica os outros e não se autocritica'. Também aceito. Se tenho esse defeito, eu aceito. Mas é uma consequência de quem sou. Mas eu sou alguém que ganhou tudo, e muitas vezes. Admito que tenha essa deficiência na minha personalidade enquanto treinador, mas é consequência de quem sou e do que construí. Mas também tenho uma qualidade que compensa o grupo, eu sou um grande autocrítico. Na cara do grupo sou muito autocrítico e avalio o que poderíamos ter feito mais e melhor. Sou muito exigente comigo e com os outros, fora jogadores - falo do staff e das pessoas que trabalha nas estruturas - e essa qualidade compensa esse defeito que eu possa eventualmente ter". "As pessoas que falam de futebol e vivem dessa área podem mudar de opinião a cada dia, a cada hora, do minuto 89 ao 90 porque houve um golo que mudou. Fazer-me a mesma pergunta ou ao presidente Rui Costa não vale a pena. O presidente já vos respondeu. Já me perguntaram se eu queria continuar, já disse que sim. Perguntaram-me sobre o meu agente, eu disse que sou eu que decido. Amanhã vai perguntar-me outra vez se quero continuar ou ao presidente Rui Costa? Acho um bocadinho estranho continuarem a fazer a mesma pergunta. Se quiserem fazer outra vez a pergunta ao presidente Rui Costa, façam-na, mas a mim não. Eu quero continuar no Benfica na próxima época".

Já reconsiderou a posição sobre o campeonato?

"Lá vou ser insultado outra vez. Se a minha carreira reflete alguma coisa, é perseverança, trabalho, resiliência. É o que a minha carreira reflete. Qualquer palavra que eu tenha proferido e parece que passou a ser lei universal, eu não me revejo nisso. Uma das coisas que faço, que é depois dos jogos não falar com os jogadores, tem qualquer coisa por trás. Porque arriscas-te a dizer coisas que não queres dizer. No dia seguinte sim. Só que há uma coisa que toda a gente pode fugir menos o treinador: a conferência de imprensa depois do jogo. Se fugir, paga multa de 2.500 euros ou mais. Não só pela multa, mas pela circunstância. Eu não sou pessoa para dizer que pago os tais 2.500 euros e não vou à conferência de imprensa. Faz parte do nosso trabalho e arriscamos muito a dizer coisas que muitas vezes não devemos. Mas eu tenho o sentido de realidade, sou muito realista. O que me estimula muito é o facto de ser matematicamente possível, sobretudo quando depende de ti próprio, e outra coisa é o matematicamente possível nas mãos dos outros. A nossa qualificação na Champions League esta época reflete muito bem aquilo que o Benfica é o que eu sou. Eu tive muita responsabilidade nessa qualificação, quando jogo após jogo havia muita gente morta e enterrada, havia sempre alguém que puxava e agarrava. A forma como nos qualificámos, tem a cabeça de alguém que colocou a bola lá dentro, mas também tem o dedo de alguém. Quanto ao campeonato, matematicamente é possível. Não preciso que ninguém me diga. Nem aos jogos amigáveis se brinca no Benfica, é sempre a sério. Mas realisticamente vejo difícil que o FC Porto perca sete pontos. Agora, é nossa obrigação e uma coisa são as minhas palavras a dizer 'acabou' e outra coisa é o meu trabalho diário e dizer para trabalharmos sempre 'mais, mais e mais' e 'melhor, melhor e melhor'. Os dois pontos que perdemos no Casa Pia empurraram-me a dizer essa declaração. O presidente falou e quanto um presidente fala eu calo-me. Mas, ate pela relação que tenho com ele, permite-me dizer, sem que ele se chateie, que ele me conhece bem. Estou aqui só há 8-9 meses, mas ele conhece-me bem porque passa muito tempo comigo. E sabe que eu não me revejo em nada nessa situação de dizer que desistimos. O que importa é que o Benfica tem de ser mais forte a todos os níveis do que o que foi com o Casa Pia".

Já detetou o que fez de errado? As mudanças nos convocados.

"E entra o Aursnes e o Barreiro. Esqueci-me. E tenho de ter muito cuidado com as coisas que digo aqui porque chamaram-me mentiroso na semana passada por um detalhe. Disse que o Prestianni nunca tinha cá vindo e levaram exatamente à letra e chamaram-me mentiroso porque um jogador que em três dias de treino fica dois dias em casa de cama e apresenta-se no Seixal um dia, onde faz um pequeno treino condicionado, a minha expressão de 'nem sequer veio ao Seixal', foi o suficiente para me catalogarem de mentiroso. Então eu faço uma pergunta relativamente a mentirosos: houve uma reunião entre mim e os jogadores há um par de dias, dois jornalistas que trabalham para a mesma empresa, um escreveu "reunião fantástica, decorrida com grande empatia, o treinador sempre com um tom de voz baixo, sem nenhuma acusação direta". Mesma empresa, um colega, "a reunião foi um vulcão, o treinador humilhou diretamente o Lukebakio à frente dos restantes companheiros". Aqui é que há mentira. Um dos dois é mentiroso. O mentiroso foi o que disse que a reunião foi um vulcão. O outra tinha boas informações. Tinha as informações corretas".

Tempo útil de jogo:

"São nove empates, alguns dos quais foram conseguidos, eu diria, in extremis e com mérito de termos conseguido esses empates, alguns em que fomos também espoliados da vitória e alguns também por culpa própria, onde eu obviamente me incluo. Este jogo com o Casa Pia é o jogo, de todos, que me fere mais enquanto treinador de uma equipa e enquanto individualidade, principalmente pela atitude que tivemos. Fizemos uma autocrítica e análise individualmente e em conjunto. Há coisas que temos de melhorar neste tipo de jogos, os jogos mais fáceis. Nos jogos mais fáceis tem de haver uma abordagem diferente. Num jogo de 50 minutos, porque acho que teve 50 minutos, eu achava que isto era uma coisa da Turquia, mas afinal é igual ou pior em Portugal. Em jogos de 50 minutos, tens de martelar e acabar o jogo o mais rapidamente possível. Não podes ter este tipo de abordagem em que o adversário pode ficar totalmente instalado. E, depois, quando fazes o golo e saltas o muro, não podemos sofrer o golo que sofremos, tal como não podemos sofrer o golo que sofremos em casa com o Rio Ave, não podemos também sofrer o golo que sofremos em casa contra o Santa Clara... Utilizei no outro dia uma expressão com os jogadores que se calhar é uma expressão triste, mas telefonarem a dizer que estão a assaltar a tua casa com a tua família lá dentro, quanto tempo demoras a chegar a casa? Voas. Voas. E és apanhado em mil controlos de velocidade e crias perigo às pessoas que estão na rua, mas tu vais. E no futebol é um bocadinho isso. As equipas que jogam para objetivos importantes, o jogo tem de ter esse tipo de urgência. O golo que sofremos tem contornos ridículos. É uma equipa que não passa do meio-campo o jogo todo, que não faz um remate à baliza durante praticamente o jogo todo. Na segunda parte não passaram da linha do meio-campo. Tivemos três hipóseses para tirar a bola. Amigo, põe a bola na bancada, é lançamento lateral, defendes e ganhas 1-0 num jogo em que foste pobre, mas ganhaste. Tenho de ser mais agressivo, mas eloquente com eles. Se houver algum com 27 títulos que me queira criticar, eu aceito. Com menos de 26, acho que eu é que estou certo".


Futebol

Atenção! Benfica define ex Manchester City como possível substituto de Trubin

Guarda-redes é visto como o alvo prioritário das águias para o caso do guardião ucraniano acabar por deixar o Clube da Luz neste verão

Ederson, ex Manchester City, pode voltar ao Benfica caso Anatoliy Trubin deixe a Luz no mercado de verão
Ederson, ex Manchester City, pode voltar ao Benfica caso Anatoliy Trubin deixe a Luz no mercado de verão

11 Jun 2026 | 17:09 |

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Ederson pode voltar ao Benfica caso Anatoliy Trubin deixe a Luz no mercado de verão. O guarda-redes brasileiro, atualmente com 32 anos e ligado ao Fenerbahçe até junho de 2028, volta a ser associado aos encarnados numa altura em que o futuro do internacional ucraniano está em aberto.


Em maio, o Glorioso 1904 adiantou que Ederson atravessava um período de insatisfação no clube turco, marcado pela crescente contestação dos adeptos e pela pressão em torno das suas exibições. Segundo o nosso Jornal, o guardião considera que Lisboa foi um dos pontos altos da sua carreira, tendo sido no Benfica que ganhou projeção internacional e se afirmou ao mais alto nível.


De acordo com a SIC Notícias, o eventual regresso de Ederson só avançará caso o Benfica venda Anatoliy Trubin. O ucraniano tem despertado forte interesse em Inglaterra, com Aston Villa e Tottenham Hotspur entre os principais candidatos à sua contratação.


Segundo avançou o jornalista Sam C, o emblema de Birmingham acompanha o internacional ucraniano nas últimas semanas e poderá avançar com uma proposta formal, numa altura em que o clube se prepara para uma possível saída de Emiliano Martínez, apontado à Juventus.

Já o Tottenham vê no guarda-redes do Benfica uma solução de futuro para a baliza e poderá beneficiar da ligação de Roberto De Zerbi ao jogador. O técnico italiano trabalhou com Trubin no Shakhtar Donetsk e é apontado como um admirador das suas qualidades.




Futebol

Após saída de Otamendi, 'grita-se' por nova liderança no Benfica: "Necessita-se experiência..."

Com a despedida do experiente defesa central, há vozes que pedem um novo general encarnado apesar da dupla talentosa entre António Silva e Tomás Araújo

João Manuel Pinto e Hélder Cristóvão, antigos centrais e capitães do Benfica, acreditam que é necessário continuar a existir uma figura igual a Nicolás Otamendi
João Manuel Pinto e Hélder Cristóvão, antigos centrais e capitães do Benfica, acreditam que é necessário continuar a existir uma figura igual a Nicolás Otamendi

11 Jun 2026 | 17:02 |

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A saída de Nicolás Otamendi para o River Plate obrigou o Benfica a acelerar a procura por reforços para o eixo defensivo. Com Tomás Araújo e António Silva como únicas opções consolidadas para o centro da defesa, os encarnados pretendem contratar dois centrais: um jogador experiente e outro com margem de progressão.


O adeus do internacional argentino deixa uma marca significativa no plantel. Além da qualidade exibida dentro de campo, Otamendi era uma das principais referências do balneário, acumulando o estatuto de capitão durante as últimas temporadas ao serviço das águias.


Os números ajudam a explicar a importância do defesa de 38 anos. Na última edição do campeonato, foi o jogador do plantel com mais duelos disputados e com uma das melhores taxas de sucesso, confirmando a influência que teve na consistência defensiva da equipa.


Em declarações ao jornal Record, João Manuel Pinto destacou precisamente essa característica do argentino. "Isto é próprio de jogadores sul-americanos, que têm esta forma de jogar, com intensidade e agressividade", afirmou o antigo capitão encarnado.

Também Hélder Cristóvão considera que o Benfica perde muito mais do que apenas um central. "O Benfica perde liderança, atitude e exemplo. Otamendi sempre deu tudo pelo Benfica e pela camisola que vestiu. E foi também um suporte para António e Tomás", referiu o antigo defesa das águias.


Hélder Cristóvão: "É preciso mais alguém para as outras provas"

Apesar da confiança depositada em António Silva e Tomás Araújo, ambos os antigos capitães consideram que a dupla necessita de concorrência e apoio de um jogador mais experiente. A ideia passa por acrescentar liderança e garantir maior profundidade ao plantel para todas as competições.

"Acredito que a dupla vai ser António e Tomás, embora o Benfica necessite de um central, com mais experiencia, que lhes faça sentir que o lugar não está seguro. Para o campeonato, os dois são suficientes, mas é preciso mais alguém para as outras provas", defendeu Hélder Cristóvão.

No mercado, um dos nomes mais bem posicionados é Jorge Cuenca. O central espanhol do Fulham, de 26 anos, agrada à estrutura encarnada e conhece bem Marco Silva, contudo a exigência milionária poderá impossibilitar o negócio. A capacidade de atuar com o pé esquerdo é vista como uma mais-valia importante para o futuro treinador das águias.

Além de Cuenca, o Benfica continua atento a outras soluções para o setor. Olivier Boscagli, atualmente no Brighton, voltou a ser associado aos encarnados, enquanto Tiago Gabriel, jovem internacional sub-21 português que representa o Lecce, também surge entre os jogadores referenciados para reforçar a defesa na próxima temporada.


Futebol

Um ano depois, Benfica continua à espera de dinheiro por Arthur Cabral

Emblema da Luz continua a aguardar o pagamento total pelo jogador que não conseguiu singrar durante a sua estadia de águia ao peito

Botafogo só pagou 1 milhão dos 12 milhões que acertou com o Benfica para a contratação de Arthur Cabral
Botafogo só pagou 1 milhão dos 12 milhões que acertou com o Benfica para a contratação de Arthur Cabral

11 Jun 2026 | 16:38 |

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Um ano depois da saída de Arthur Cabral para o Botafogo, continuam a surgir desenvolvimentos relacionados com a transferência do avançado brasileiro. O jogador deixou o Benfica a 9 de junho de 2025, numa operação avaliada em 12 milhões de euros fixos, aos quais poderiam acrescer mais 3 milhões mediante o cumprimento de objetivos.


No entanto, segundo informações agora reveladas no âmbito do processo de Recuperação Judicial do emblema carioca, o Botafogo terá liquidado apenas cerca de um milhão de euros do valor acordado com os encarnados. De acordo com o juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o clube brasileiro mantém uma dívida de 11,1 milhões de euros ao Benfica.


A situação surge numa altura particularmente delicada para a SAD do Botafogo, que enfrenta dificuldades financeiras significativas após a gestão liderada pelo empresário norte-americano John Textor. Segundo os dados divulgados no processo, o passivo do clube ascende atualmente aos 214 milhões de euros. Apesar do atraso nos pagamentos, o Benfica continua salvaguardado numa eventual futura transferência do avançado, mantendo direito a 10 por cento da mais-valia de uma venda futura de Arthur Cabral.


Entretanto, os problemas do Botafogo não se ficam pela situação financeira. O clube brasileiro foi recentemente alvo do sexto transfer ban imposto pela FIFA, desta vez devido a uma dívida relacionada com a contratação de Lucas Villalba ao Nacional de Montevideu, concretizada em janeiro deste ano.

Além deste caso, o emblema carioca já acumulava outras cinco sanções semelhantes. Quatro delas estão relacionadas com dívidas pendentes junto de Atlanta United, Ludogorets, New York City e Zenit, referentes às transferências de Thiago Almada, Rwan Cruz, Santiago Rodríguez e Artur. A quinta punição resulta do incumprimento no pagamento de multas administrativas.



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