Futebol
Golo de Pavlidis evitou a primeira derrota, mas Benfica não sorri frente ao Braga
12 Mai 2026 | 09:49
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11 Mar 2026 | 10:26 |
Jorge Jesus voltou a fazer uma retrospectiva da sua longa e frutífera carreira como treinador. Depois de revelar que esteve perto de regressar a Portugal, em 2019, o antigo técnico do Benfica recordou a sua passagem pelo Flamengo e deixou uma garantia sobre o emblema do Rio de Janeiro.
Jorge Jesus: "Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo"
"Foi o grupo que mais se interessou e preocupou comigo. Interessavam-se em saber o porquê dos exercícios e das conversas com alguns durante o treino. E eu ficava no relvado a explicar-lhes tudo, no final", começou por contar o português, na sua crónica semanal, publicada no jornal Record.
"Por isso não teria saído daquela Cidade Maravilhosa se não fosse a Covid-19. O meu primeiro teste deu positivo e o segundo deu inconclusivo. Por precaução, fui fechado no apartamento, sozinho", apontou Jorge Jesus, ao relembrar os períodos de incerteza que marcaram o início do ano de 2020 em todo o mundo.
"Os médicos visitavam-me vestidos com fatos anti-contágio e os funcionários do clube deixavam a comida à minha porta. Tocavam e fugiam antes de eu abrir. Sentia-me numa prisão. Via as notícias e, no Brasil, a Covid parecia sentença de morte", adiantou o agora treinador do Al Nassr.
"Então decidi, se era para morrer, que fosse em Portugal. E vim embora. Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo. Entre julho de 2019 e abril de 2020 ganhámos cinco troféus e só perdemos quatro jogos", escreveu por fim Jorge Jesus, na sua crónica semanal, publicada pelo Record.
Ambiente no Estádio das águias explodiu após o apito final e nem o presidente encarnado escapou a uma noite de enorme tensão
12 Mai 2026 | 10:25 |
A noite no Estádio da Luz terminou em clima de autêntica revolta depois do empate do Benfica frente ao Braga, resultado que deixou a equipa de José Mourinho em situação muito complicada na luta pelo segundo lugar do campeonato, agora a dois pontos do Sporting. Rui Costa não escapou à ira dos adeptos.
A contestação começou ainda antes do apito final, logo após o golo de Jean Baptiste Gorby, aos 88 minutos, que colocou os arsenalistas em vantagem. A partir daí, ouviram-se cânticos dirigidos ao presidente das águias, incluindo pedidos de demissão, num ambiente de enorme tensão nas bancadas da Luz.
O penálti convertido por Vangelis Pavlidis ainda trouxe esperança aos adeptos benfiquistas, mas o empate acabou por saber a derrota. Assim que João Pinheiro apitou para o final da partida, a frustração voltou a tomar conta do estádio, sobretudo perante a confirmação da goleada do Sporting em Vila do Conde. Os jogadores do Benfica aproximaram-se então das bancadas para agradecer o apoio, mas encontraram um cenário muito pesado. Apesar de alguns aplausos pelo esforço demonstrado em campo, também se ouviram fortes assobios e insultos dirigidos à equipa. "Uma vergonha! Vocês são uma vergonha!", gritaram vários adeptos junto à zona habitualmente ocupada pelos No Name Boys.
Rui Costa voltou a ser um dos principais alvos da contestação, com novos pedidos de demissão e insultos audíveis nas bancadas. A tensão foi tão elevada que alguns adeptos próximos da tribuna presidencial fizeram questão de demonstrar o desagrado de forma muito visível, obrigando mesmo à intervenção dos assistentes de recinto e da segurança privada, momento que foi filmado.
A desilusão ficou evidente em todo o Estádio da Luz, com lenços brancos no ar e um ambiente de enorme fratura entre adeptos, equipa e direção. Numa altura em que o Benfica precisava de uma resposta forte na reta final da temporada, a noite acabou por deixar ainda mais dúvidas em torno do futuro do projeto liderado por Rui Costa.
Confira o vídeo da tensão:
Questionado pelos jornalistas, figura de peso dos encarnados preferiu remeter-se ao silêncio, admitindo que existem vários cenários em cima da mesa
12 Mai 2026 | 10:24 |
José Mourinho voltou a ser evasivo em relação ao seu futuro. No final da partida, depois do Benfica empatar com o Braga a duas bolas, o treinador português foi questionado sobre a sua disponibilidade para renovar pelas águias e adiantou uma data para quando já teria oportunidade para discutir a sua continuidade na Luz.
José Mourinho: "Decidi que não queria ouvir ninguém, que queria estar 'isolado' no meu espaço de trabalho"
"Não. Porque 1 de março é 1 de março e porque a última semana do campeonato não é para se pensar em futuro, em contratos, é para pensar na missão que tínhamos, que era de fazer um milagre. Acho que percebem o que quero dizer com o milagre", começou por dizer José Mourinho, na conferência de imprensa, após o empate com o Braga.
"A partir do momento em que entrámos nesta última fase, decidi que não queria ouvir ninguém, que queria estar 'isolado' no meu espaço de trabalho", adiantou o treinador das águias, afirmando que o futuro não é um tema que tem sido essencial nas últimas semanas, tendo em conta o objetivo que ainda está em disputa.
José Mourinho: "A partir de segunda já poderei responder, o que será o meu futuro enquanto treinador e o futuro do Benfica"
"Como já disse há um par de semanas, há um jogo com o Estoril e, a partir de segunda, já poderei responder, o que será o meu futuro enquanto treinador e o futuro do Benfica", concluiu José Mourinho, deixando uma garantia de quando seria o momento ideal para deixar tudo em pratos limpos a respeito da próxima época.
Com este resultado, o emblema encarnado caiu para o terceiro lugar, depois de ver os leões golearem o Rio Ave em Vila do Conde. À entrada para a última jornada, o Benfica soma 77 pontos, o Sporting 79 pontos, e a qualificação para a Liga dos Campeões apenas ficará decidida no próximo sábado, 16 de maio, com as águias a visitarem o Estoril e os verdes e brancos a receberem o Gil Vicente.
Central internacional português foi titular no empate da 33ª jornada da Liga Portugal Betclic, que compromete a qualificação para a Liga dos Campeões
12 Mai 2026 | 09:49 |
Nesta segunda-feira, o Benfica não foi além de um empate a duas bolas na receção ao Braga e ficou mais longe de assegurar uma presença na Liga dos Campeões. António Silva admitiu que a equipa sentiu o primeiro golo do Braga, um minuto depois do tento de Rafa Silva.
A. Silva: "Foi um choque"
"Foi um choque um bocadinho grande porque tínhamos acabado de marcar. Acho que íamos ficar um bocadinho confortáveis no jogo. O Braga ia ter que saltar mais e eles vinham de um jogo na quinta-feira... Iam saltar mais, iam acabar por abrir mais espaços... Infelizmente acabámos por receber um golo logo de seguida e depois fomos atrás. Acabam por marcar o 2-1. Fomos atrás do resultado até ao fim, mas não foi possível", disse, em declarações à BTV.
O central de 22 anos acredita que os jogadores fizeram de tudo para ganhar, mas não foi o suficiente. "Fizemos tudo para ganhar o jogo. Uma primeira parte equilibrada, uma segunda parte em que entrámos bem a fazer o golo e acabámos por sofrer logo depois. Tentámos ir ao 2-1, os golos foram sempre anulados. A equipa tentou até ao fim mas fica aquém porque não ganhou o jogo", falou.
Esta divisão de pontos foi mais um resultado negativo no Estádio da Luz. Segundo deu conta o Playmaker, o Benfica atingiu o sexto empate na Catedral em partida a contar para a Liga Portugal Betclic, igualando o registo de 2007/2008 .
O emblema encarnado volta a entrar em campo no próximo sábado, dia 11 de maio, frente ao Estoril. O encontro, a contar para a 34.ª jornada da Liga Portugal Betclic, diante da turma liderada por Ian Cathro, jogar-se-á às 20h30, no Estádio António Coimbra da Mota.