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Clube
26 Jan 2025 | 10:27 |
Carlos Nicolía, antigo jogador de hóquei em patins do Benfica, teceu duras críticas ao ambiente vivido agora no universo encarnado, após a derrota do Glorioso com o Casa Pia, em Rio Maior, por três bolas a uma. Através da conta de Instagram, o ex-craque das águias acabou por deixar uma forte mensagem, considerando que "o clube, onde a paixão e o amor pela camisola eram únicos, tornou-se hoje um campo de batalha".
"Nada de surpreende, vivi de dentro, ninguém me contou. O clube, onde a paixão e o amor pela camisola eram únicos, tornou-se hoje um campo de batalha onde a política interna e os interesses pessoais tomaram conta. Já não é um desporto, em muitos casos, são mais bandidos do que adeptos, procurando ganhos pessoais em detrimento da integridade do clube", começou por mencionar o antigo camisola 5 do Benfica.
"Decisões que deveriam favorecer o desenvolvimento de jovens talentos são comprometidas por alianças obscuras e favoritismos. O amor pelo desporto foi substituído por uma luta constante pelo domínio, onde as promessas de lealdade são facilmente quebradas. Os verdadeiros adeptos, aqueles que antes festejavam cada golo e cada vitória, sentem-se deslocados, vendo o seu amado clube desmoronar se sob o peso da ganância e da corrupção", acrescentou Nicolía.
Nicolía - Benfica a desmoronar-se sob o peso da ganância e da corrupção
"O ambiente tornou-se tóxico e a essência do clube perderam-se num labirinto de traições e manipulações. O que antes era um lar para os entusiastas do desporto é agora um terreno fértil para a desconfiança e a desilusão. Sem amor ao clube, os valores que outrora uniam os seus membros tornaram-se meras sombras do passado", acrescentou Nicolía, garantindo ser "Benfica até morrer".
Vale recordar que, na temporada 2023/24, a última ao serviço do Benfica, Carlos Nicolía foi aposta em 43 encontros: 32 no Campeonato Nacional, cinco na Liga dos Campeões, três na Elite Cup, dois na Taça de Portugal e um na Supertaça. Em todas estas partidas, o argentino marcou 42 golos e fez 15 assistências, tendo sido uma figura importante na formação vermelha e branca.
Carlos Nicolía chegou ao Benfica em 2014, oriundo do Valdagno, de Itália. Ao todo, com a camisola do Glorioso, o argentino realizou 368 partidas, marcou 348 golos, fez 63 assistências e conquistou 12 títulos, entre os quais de destacam uma Liga dos Campeões (2015/16), uma Taça Intercontinental (2017), uma Taça Continental (2016/17) e três Campeonatos Nacionais (2014/15, 2015/16 e 2022/23).
Confira aqui a publicação de Carlos Nicolía:
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 |
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Presidente dos azuis e brancos falou sobre as relações institucionais entre os dragões e águias, em evento realizado no norte do país
09 Out 2026 | 16:44 |
André Villas-Boas analisou, esta sexta-feira, as diferentes relações que existem, atualmente, com Benfica e Sporting. O líder máximo do Porto destacou o alinhamento que existe com os leões em algumas questões do futebol português e a discordância com o Clube da Luz.
Villas-Boas: "Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes"
"Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes, nomeadamente clubes sediados em Lisboa, a nossa capital, onde basicamente estão sediadas todas as grandes instituições do país", começou por dizer, no Cardiology Gaia Meeting 2026.
O presidente dos dragões realçou as divergências de visões com os encarnados, sendo algo antagónico em relação ao Sporting. "Nesta, no que navega dentro dos objetivos comuns que temos, há um alinhamento mais preciso do ponto de vista estratégico entre o Porto e o Sporting, que não existe no caso do Porto e do Benfica, porque têm diferentes visões para determinadas coisas, e desde logo a questão dos direitos audiovisuais, que neste caso partilhamos com o Sporting e não partilhamos com o Benfica", falou.
Recorde-se que André Villas-Boas tinha acusado o Benfica de ter uma "santa aliança" com os leões. "Se há algo que é verdadeiro e bem presente é uma santa aliança entre o Benfica e o Sporting. Somos o Porto, queremos o bem do futebol português", afirmou, em meados de setembro de 2026.
Nas mesmas declarações, o antigo técnico portista, na época de 2010/11, reforçou esse pensamento. "Clubes de Lisboa a tentar prejudicar o Porto? Naturalmente. Dois contra um é sempre mais fácil que um contra um", defendeu.
Especialista explica como o Clube da Luz pode reforçar a identidade, o sentimento de pertença e a felicidade de quem vive na capital
09 Out 2026 | 15:57 |
O Benfica pode ter um papel que vai muito além do futebol e dos resultados desportivos. Timo Meynhardt, psicólogo alemão e especialista em liderança, considera que o Clube da Luz contribui para o bem-estar da população de Lisboa, através da identidade, da autoestima e do sentimento de pertença a uma comunidade.
T. Meynhardt: "Benfica contribui potencialmente para o bem-estar"
"Como é possível comparar o Benfica com a Igreja Católica? Ambos contribuem potencialmente para o bem-estar, satisfazendo necessidades de autoestima, identidade, pertença a um grupo e busca de sentido", afirmou, em declarações à Mensagem de Lisboa.
Timo Meynhardt lidera o centro de investigação Dr. Arend Oetker, de Psicologia Empresarial e Liderança, na HHL Leipzig Graduate School of Management, e é um dos organizadores do Public Value Fest, que decorre em Lisboa, nos dias 12 e 13 de outubro, no ISEG.
Para o especialista, o valor de uma cidade não pode ser medido apenas através do crescimento económico, da mobilidade ou dos preços da habitação, podendo o Benfica - que rejeitou venda de Samuel Soares - entrar na equação. "Uma cidade é um sistema composto por muitos intervenientes que, em conjunto, constroem algo que não pode ser descrito apenas em termos económicos ou de inovação", explicou.
O investigador considera que clubes desportivos, empresas, igrejas, meios de comunicação social e entidades públicas desempenham um papel na criação ou destruição de valor público. No caso de Lisboa, o Clube da Luz surge como um exemplo de instituição capaz de reforçar laços sociais e identidade coletiva.