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Futebol
08 Mai 2026 | 10:39 |
João Alves acredita que o Benfica ainda não viu a verdadeira versão de Georgiy Sudakov e considera precipitado qualquer cenário de saída definitiva do internacional ucraniano. O antigo médio encarnado, conhecido como "Luvas Pretas", entende que o principal problema do jogador passa pela falta de continuidade competitiva, precisando de jogar regularmente para evoluir, ganhar confiança e mostrar a qualidade que tem. Uma possível venda seria no seu entender um "erro".
J. Alves: "O Benfica não devia desfazer-se dele"
"Sudakov é um jogador especial. Ele não mostrou nem metade do que sabe. Pela idade, é um jogador que precisa de jogar. O Benfica não devia desfazer-se dele. Ele precisa sobretudo de jogar e podia ser emprestado", afirmou, em entrevista ao jornal Record, deixando um conselho direto à estrutura liderada por Rui Costa.
Contratado ao Shakhtar Donetsk numa operação milionária, Sudakov chegou à Luz rodeado de enorme expectativa. O Benfica pagou 6,75 milhões de euros pelo empréstimo inicial, ficando depois obrigado a avançar para a compra definitiva por mais 20,25 milhões. Aos 27 milhões de euros já investidos podem ainda juntar-se mais 5 milhões em objetivos.
Apesar do investimento pesado, o médio ofensivo de 23 anos nunca conseguiu assumir-se como figura indiscutível da equipa. A última vez que foi titular aconteceu a 21 de março, frente ao Vitória de Guimarães, e nos últimos quatro encontros nem sequer saiu do banco, numa altura em que o Benfica já trabalha na possível chegada de Rodrigo Zalazar para a próxima temporada.
Na presente temporada, ao serviço do Benfica, Georgiy Sudakov - avaliado em 28 milhões de euros - já realizou 36 jogos: 22 na Liga Portugal Betclic, nove na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal e dois na Taça da Liga. Nos 2.381 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o camisola 10 registou quatro golos e cinco assistências.
Antigo vice-presidente do Clube encarnado foi questionado sobre o lado esquerdo da defesa e definiu o favorito para ser o 'dono' da posição
09 Out 2026 | 03:00 |
Por enquanto, Samuel Dahl está na frente de El Karouani na corrida pela titularidade da ala esquerda do Benfica, segundo Jaime Antunes. Neste exclusivo do Glorioso 1904, o antigo vice-presidente do Clube defende que o sueco é o dono da posição, até porque o reforço marroquino ainda somou poucos minutos.
Jaime Antunes: "Acho que o Dahl continua a ser o defesa esquerdo do Benfica"
"Há jogos que pedem um maior pendor ofensivo nos quais o El Karouani pode ter algumas vantagens. Contudo, na outra zona do Benfica, sobretudo nas competições internacionais e contra os nossos principais rivais, a capacidade de defender deve prevalecer. Por isso, ainda não tenho uma opinião formada. Vimos o El Karouani jogar pouco e é cedo para dizer se é a escolha certa. Por enquanto, acho que o Dahl continua a ser o defesa esquerdo do Benfica", disse ao nosso Jornal.
Gianluca Prestianni atravessa um momento de forma notável. Na visão do conhecido adepto benfiquista, Marco Silva foi fulcral para a ascensão do extremo argentino. "Acho que a subida de rendimento tem a ver com o treinador: deu confiança e apostou no jogador. E isso nota-se no campo depois. Uma coisa é o jogador sentir a confiança do treinador, outra coisa é entrar de vez em quando. Obviamente que também é fruto da sua qualidade", vincou.
Jaime Antunes: "Contratar um guarda-redes em janeiro? Acho que não"
Jaime Antunes não vê necessidade do Benfica reforçar a baliza em janeiro, confiando no crescimento de Samuel Soares - que nunca foi desejado pelo PSG. "Acho que não. Tem se dar tempo ao Samuel Soares para afirmar-se. Penso que ele não tem comprometido a equipa e, no essencial, acho que há uma melhoria relativamente ao Trubin porque é um guarda-redes que arrisca mais, que sai mais da baliza e que joga melhor com os pés", analisou.
Para finalizar, o comentador televisivo considera que o Vitória de Guimarães será um adversário exigente na partida deste domingo. "É sempre um jogo difícil e que cria muitas dificuldades, e embora não estejam a passar por um grande momento, os internacionais do Benfica poderão vir desgastados. Mas, o Benfica tem de vencer e não pode repetir os erros do ano passado, sobretudo ao esbanjar pontos em casa. Há muito campeonato pela frente", concluiu.
Treinador garante que estava satisfeito ao comando das águias e que imaginava que ficaria até o fim do seu contrato no Clube
08 Out 2026 | 17:36 |
José Mourinho revelou que não acreditou inicialmente nos rumores que o colocavam como possível treinador do Real Madrid. O técnico português, que orientava o Benfica na altura, garante que estava totalmente focado no projeto encarnado e tinha planos para permanecer vários anos na Luz.
Mourinho sobre o Benfica: "Estava feliz no Benfica..."
Em entrevista ao Corriere dello Sport, Mourinho explicou que o interesse do Real Madrid surgiu de forma inesperada, numa altura em que não existia qualquer contacto entre as partes: "Normalmente, primeiro há contacto e só depois começa o ruído quando já existe algo. Aqui, foi exatamente o oposto: o ruído começou quando não havia contacto nenhum", começou por explicar.
O treinador confessou que estava feliz no Benfica e via o clube como um projeto para os três anos seguintes. Mourinho entendia, contudo, que as águias precisavam de uma transformação profunda: "Estava feliz no Benfica. É um clube especial para mim, a dez minutos de casa, algo que já não acontecia há vinte anos. Era um clube que precisava de uma mudança radical. Pensei que ia ficar lá durante o meu contrato de três anos", afirmou.
Mourinho revelou ainda que desvalorizou os primeiros rumores sobre o Real Madrid, por acreditar que não tinham fundamento: "Quando começaram os rumores, pensei: 'isto não pode ser verdade'. Estava no Benfica, com a cabeça no Benfica e focado no futuro do Benfica. Nunca pensei que fosse verdade".
O treinador abordou também o polémico episódio entre Prestianni e Vinícius, ocorrido quando orientava o Benfica. Mourinho classificou a situação como "muito delicada e difícil" e recordou as dificuldades na gestão do caso: "Foi um momento muito delicado e difícil para nós porque, no fundo, o Prestianni foi castigado não por racismo. Fui vítima da opinião pública, sobretudo de muitos oportunistas, devido a uma situação completamente incontrolável", afirmou.
Para o duelo diante dos vitorianos, treinador espera corrigir um erro que tem se repetido nas partidas das águias dentro de sua casa
08 Out 2026 | 17:00 |
O Benfica regressa à competição este fim de semana com uma preocupação que Marco Silva pretende corrigir: a falta de consistência defensiva nos jogos disputados no Estádio da Luz. Depois de manter a baliza a zeros frente ao St. Gallen, na estreia da temporada, os encarnados sofreram golos nas cinco partidas seguintes em casa.
Ao todo, o Benfica já consentiu seis golos em seis encontros na Luz, com a série negativa a começar logo na primeira jornada da Liga Portugal Betclic, diante do Académico de Viseu, que marcou por duas vezes. Desde então, a equipa tem continuado a revelar grande capacidade ofensiva, mas também tem permitido aos adversários encontrar o caminho para a baliza com demasiada facilidade.
A próxima oportunidade para corrigir esse registo surge frente ao Vitória SC. O histórico recente é favorável às águias, já que os vimaranenses perderam nas últimas três deslocações à Luz e, em nenhuma delas, conseguiram marcar. Marco Silva terá, contudo, de mexer na defesa. Clément Lenglet foi expulso no clássico com o FC Porto e está suspenso, devendo Alessandro Circati assumir o seu lugar no centro da defesa ao lado de Tomás Araújo.
Também Alexander Bah continua a ser dúvida. O lateral dinamarquês foi dispensado da seleção devido a queixas no ombro e a sua disponibilidade para o encontro permanece incerta. Caso não recupere a tempo, Daniel Banjaqui surge como uma das opções para ocupar o lado direito da defesa. Curiosamente, o desempenho defensivo fora de casa apresenta números bastante diferentes.
O Benfica sofreu sete golos como visitante, embora a derrota por 1-3 no Dragão tenha pesado significativamente nesse registo. Antes do clássico, as águias tinham conseguido cinco jogos consecutivos sem sofrer qualquer golo longe da Luz. O desafio passa agora por transportar essa segurança para casa e impedir que o Vitória SC prolongue a tendência dos últimos jogos no Estádio da Luz.