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Futebol
11 Jun 2023 | 14:23 |
Orkun Kökçü tornou-se na contratação mais cara do futebol português, com o Benfica a pagar uns exorbitantes 25 milhões de euros (mais 5 M€ mediante objetivos) O Glorioso não se tem dado bem com grandes investimentos e o médio quer agora mudar a história recente dos Campeões nacionais.
Mas vamos recapitular. Antes do internacional turco rubricar contrato com as águias, a lista era liderada por Darwin Núñez. Contratado ao Almeria em 2020, por 24 milhões de euros, o craque demonstrou algumas dificuldades de adaptação na primeira temporada, mas acabou por explodir na segunda.
Em 2021/22, o internacional uruguaio marcou 34 golos em 41 jogos e convenceu o Liverpool a comprá-lo por 75 milhões de euros, mais 25 milhões de euros por objetivos.
No último lugar do pódio aparece Raúl Jiménez, comprado em 2015 ao Atlético Madrid por 24 milhões. Em três anos na Luz, o avançado mexicano teve a concorrência de nomes como Jonas e Mitroglou, daí nunca ter conseguido vincar a sua posição no onze em Lisboa.
Foi um jogador útil e incansável, sempre disposto a vestir o fato macaco para servir a equipa, mas não foi capaz de preencher a folha estatística. Marcou 31 golos em 120 jogos. Não foi ‘flop’, mas esperava-se mais.
Centremos agora as atenções no trio dos 20 milhões de euros, que deixou muito poucas saudades. Raúl de Tomás, Everton e Weigl aterraram em Lisboa rotulados de craques, mas nunca conseguiram transportar o plano teórico para a prática.
O primeiro chegou com Bruno Lage e só durou até ao mercado de inverno, apontando somente três golos em 17 jogos. Não se adaptou, não rendeu… acima de tudo não foi feliz.
Passemos para Everton, um pedido especial de Jorge Jesus no ano seguinte. O internacional brasileiro prometia muito, mas ficou-se pelas promessas. Vestiu de encarnado durante duas temporadas, sem nunca mostrar aquela técnica apurada que tinha apresentado no Grémio.
O percurso de Weigl é muito idêntico, embora estejamos a falar de um jogador diferente. O internacional alemão pareceu sempre muito ‘macio’ para jogar a 6, mas também não tinha a pujança para fazer de ‘box-to-box’.
Cumpriu 112 jogos com a camisola do Benfica, sendo que raras foram as vezes em que demonstrou capacidade para maquilhar os problemas defensivos da equipa.
Na sétima posição surge Pedrinho, que deixou o Corinthians a troco de 18 milhões de euros, em 2020. Fez um golo e três assistências em 31 jogos e o seu pé esquerdo até chegou a mostrar qualidade, porém, não teve consistência para permanecer nos encarnados.
Mais uma deceção. Assim como Yaremchuk, que custou menos um milhão do que o brasileiro e prometia ser o goleador da equipa em 2021. Contabilizou nove tiros certeiros em 42 encontros, contudo, nunca saiu da sombra de Darwin. A primeira temporada até poderia ter sido de adaptação, mas a verdade é que também existiram factores externos que não ajudaram em nada. A invasão russa ao seu país, à Ucrânia, afigurou-se um tremendo pesadelo em toda esta equação.
Quem fecha o top-10 é Rafa, uma das figuras do atual plantel dos encarnados. Está no clube desde 2016, ano em que saiu do Braga por 16 milhões de euros. Sempre fez parte da mobília e continuará a ter um papel preponderante na equipa, até porque Roger Schmidt olha para ele como um “jogador especial”, como chegou a referir no decorrer da última temporada. No total leva 72 golos em 274 encontros.
Escolha das marcas está a gerar opiniões distintas e as águias acabaram envolvidas numa análise que não passou despercebida
23 Set 2026 | 17:25 |
Os clubes europeus têm apostado cada vez mais na criação de diferentes equipamentos para os vários momentos da temporada, aumentando a variedade de camisolas disponíveis para os adeptos. Além dos tradicionais equipamentos principal e alternativo, existem atualmente versões para a Liga dos Campeões, aniversários, viagens, aquecimento e até para utilizar fora dos estádios.
O Benfica foi um dos clubes analisados pela ESPN neste início de temporada devido à camisola de aquecimento utilizada antes dos jogos. A publicação norte-americana decidiu avaliar os equipamentos de vários emblemas europeus, dando particular atenção às escolhas de padrões e cores feitas pelas diferentes marcas.
A ESPN destacou precisamente a liberdade que as marcas assumem neste tipo de equipamentos, com desenhos mais arrojados e combinações de cores que dificilmente seriam utilizadas nas camisolas oficiais. Foi neste contexto que a camisola do Benfica acabou por receber uma avaliação particularmente negativa por parte da publicação norte-americana.
ESPN: "Parece um erro de produção terrível"
"Um forte candidato a ser a camisola mais feia de 2026/27. Horrível padrão manchado, agravado por tons agressivos e de vermelho e roxo, que não funcionam. Parece um erro de produção terrível. Talvez não seja tarde demais para recolher?", escreveram, colocando o manto sagrado entre os menos apelativos da análise realizada aos clubes europeus.
Do outro lado da avaliação, o Barcelona - de João Cancelo - acabou por ser a escolha preferida, com as duas camisolas pré-jogo dos catalães a figurarem entre as mais bonitas. A análise demonstra, assim, como os equipamentos de aquecimento permitem às marcas assumir riscos maiores ao nível dos padrões e das cores, ainda que nem todas as apostas consigam convencer.
Clube vermelho e branco perdeu diante do rival azul e branco na sétima jornada do Campeonato Nacional, partida marcada pela expulsão de Lenglet
23 Set 2026 | 17:23 |
Clément Lenglet deixou uma baixa importante para a sua equipa após ter sido expulso no Clássico frente ao Porto. O central foi mandado para a rua na primeira parte e condicionou a estratégia das águias para o resto da partida, algo que foi bem aproveitado, segundo Nuno Vieira.
N. Vieira: " O Porto aproveitou uma espécie de força extra"
"Como disse o técnico do Benfica, foi uma questão de maturidade, ou falta dela, com o Porto a aproveitar uma espécie de força extra que emergiu ao longo da última época e que parece transportada para a campanha atual. E, como é natural nos clássicos, não faltou uma pitada de polémica", escreveu, no jornal 'O Jogo'.
De seguida, o diretor do jornal aproveitou para fazer uma semelhança com a época passada. "A arbitragem é tema incontornável nas discussões do futebol português e ao longo da semana haverá muitos comentários a fazer, mas a análise objetiva nas primeiras sete jornadas é simples: o Porto vai para a pausa do campeonato a contemplar o primeiro lugar e a sorrir perante os despistes dos rivais. Onde é que já se viu este filme", completou.
O internacional francês viu o primeiro cartão amarelo aos 25 minutos, na sequência de uma falta sobre Victor Froholdt junto à área do Benfica. 10 minutos mais tarde, Miguel Nogueira voltou a adverti-lo, desta vez com vermelho por acumulação, depois de Lenglet ter atingido André Silva com a mão esquerda na zona da nuca.
A expulsão terá ainda consequências no próximo compromisso do campeonato: Lenglet vai falhar o encontro entre Benfica e Vitória de Guimarães, marcado para 11 de outubro, às 18h00, no Estádio da Luz. Alessandro Circati deverá, assim, voltar a ter uma oportunidade no onze e formar dupla com Tomás Araújo.
Jovem jogador encarnado está a ser um dos principais destaques da equipa de Marco Silva e recebeu grandes elogios por parte de figura
23 Set 2026 | 17:23 |
Gianluca Prestianni é um dos nomes que mais tem dado nas vistas neste arranque de temporada do Benfica. O extremo argentino continua a afirmar-se dentro das quatro linhas, mesmo com o seu corpo fransino, algo destacado por Rui Dias.
R. Dias: "Está a crescer sem limites"
"Prestianni apresenta impressionante número de invenções deliciosas na temporada, com ferramentas ao nível do último avanço tecnológico, suportadas em argumentos atléticos mais robustos do que o físico (1,66m e 58 kg) permite antever. Sendo um artista com truques nos pés, faz do engano a sua força motriz. Está a evoluir tanto que o produto final já conjuga o domínio da geometria e o modo correto de alimentá-la. Ao improviso de quem inventa pelo caminho, tem juntado soluções refinadas, dignas de um estratega impensável. Está a crescer sem limites", escreveu, na sua crónica ao jornal Record.
O redator e repórter principal do órgão comunicacional, acima referido, destaca a sua adaptação ao futebol europeu. "Teve de adaptar-se a um futebol mais repressivo e a obrigações táticas para manter o equilíbrio. Sofreu na pele a intransigência, mas resistiu ao potencial efeito triturador do instinto; não perdeu o prazer de jogar e competir e manteve intacto o ímpeto de emocionar plateias com soluções criativas, algumas delas geniais. Quando recebe a bola e vai direto ao assunto transporta o atrevimento de um louco, a graça de um menino e a magia dos craques abençoados por qualquer força divina", pode ler-se.
R. Dias: "O golo do Benfica no Dragão é exemplo de um definidor requintado"
Rui Dias enaltece a assistência de Prestianni no último clássico. "O golo do Benfica no Dragão é exemplo de um definidor requintado; de uma estrela com visão e armas sublimes, cujo desplante de conceber o único espaço disponível para respeitar a desmarcação de Bah, selou o encontro do dinamarquês com a bola entre o guarda-redes e uma linha de cinco jogadores do Porto. O passe, visto e analisado isoladamente, identifica um extraordinário criador; não apenas o feiticeiro de soluções individuais, mas um potencial multiplicador da produção coletiva", analisou.
No final, o jornalista afirma que o sul-americano pode ter "o mundo aos seus pés". "Prestianni permanece como gestor privilegiado de um momento (finta) cuja matéria-prima é constituída por domínio, imaginação, arranque, travagem e aceleração, com saída para onde o instinto decidir. Quando o ensaia perto da área, disparam as sirenes nas fortalezas contrárias; quando o executa mais longe a agitação leva ao frenesim de faltas, livres, cartões e um ambiente global que, por norma, beneficia quem o provoca. Se continuar a evoluir a este ritmo, mais cedo ou mais tarde, terá o Mundo a seus pés", concluiu.