Futebol
Arbitragem, agressividade do Porto e tática do Benfica: Tudo que disse Marco Silva
21 Set 2026 | 09:43
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Futebol
27 Mai 2025 | 04:00 |
A derrota do Benfica frente ao Sporting, no domingo, 25 de maio, que valeu a conquista da Taça de Portugal pelo eterno rival, ainda pesa no universo Benfiquista. O Glorioso 1904 esteve à conversa, exclusivamente, com Tiago Godinho, membro do Servir o Benfica. O Sócio do Clube da Luz não hesitou em apontar que o resultado final deveu-se, unicamente, aos encarnados e ainda levantou três questões a Rui Costa.
"No tempo regulamentar o Benfica foi a melhor equipa, mesmo jogando contra a terceira e quarta equipa. A forma como não conseguimos, pela terceira vez nesta época, aguentar o resultado sofrendo um golo - neste caso numa grande penalidade - originada num contra-ataque do adversário. Devemos a nós próprios a derrota de ontem e no campeonato", começa por analisar Tiago Godinho, numa ótica mais desportiva, sobre o Dérbi entre Benfica e Sporting.
Luís Godinho e agressão de Matheus Reis
O lance mais polémico da final da Taça de Portugal acabou a ser a agressão de Matheus Reis a Andrea Belotti. O defesa leonino pisa a cabeça do avançado do Benfica, mas Luís Godinho 'fechou os olhos' e ainda assinalou falta ofensiva das águias. Tiago Godinho foi perentório na hora de comentar a ação do árbitro principal do Dérbi.
"A equipa de arbitragem, campo e VAR, foram essenciais para a vitória do Sporting, o adversário disso não tem culpa, mas depois do jogo de ontem e da partida do campeonato em que a Alvalade a equipa do Sporting a perder por 0-1 viu o árbitro perdoar a expulsão de Maxi Araújo, é difícil não considerar que existem coincidências no futebol português a mais", considera o Sócio do Benfica.
Tiago Godinho: "O lance do Matheus Reis fez corar de inveja os melhores tempos do Apito Dourado"
"O lance do Matheus Reis fez corar de inveja os melhores tempos do Apito Dourado. É indescritível que um lance daqueles com VAR tenha passado em claro, apesar disso isto não iliba o fiscal de linha que se não viu o que se passou talvez seja melhor ponderar o final da sua carreira", critica, ainda, em conversa com o nosso Jornal.
Relativamente a um possível castigo ao jogador do Sporting, Tiago Godinho recua um pouco ao passado: "Na época passada sucedeu um episódio caricato no Futsal com o jogador Taynan do Sporting, que fora da quadra entrou na mesma para evitar um lance de ataque do Benfica. Um padrão de comportamento, cada um sabe de si, da minha parte e da esmagadora maioria dos Benfiquistas, estou certo de que seríamos os primeiros a censurar comportamento similar de atleta nosso. Os órgãos disciplinares da FPF não podem ter contemplações com este tipo de agressões e comportamentos posteriores".
Ação de Rui Costa pós-Dérbi
O Presidente do Benfica deixou duras críticas à arbitragem de Luís Godinho e ao VAR, Tiago Martins, juntando-se a Bruno Lage, logo após o apito final do Benfica-Sporting. Ao Glorioso 1904, Tiago Godinho pede que esta situação não acaba em 'águas de bacalhau'.
"Espero que agora não deixemos o caso morrer e que não descansemos enquanto não tivermos a certeza de que Tiago Martins não será VAR na próxima época (a carreira de árbitro terminou nesta época), nem instrutor na FPF", destaca o membro do Servir o Benfica, movimento liderado por Francisco Benitez.
Tiago Godinho: "Deve refletir e perceber se vencer 3 troféus em Portugal em 4 épocas é um trabalho condizente com a grandeza no Clube onde foi formado"
Com a derrota do Benfica, o mandato de Rui Costa na Presidência do Clube acaba por ficar manchado com mais um desaire naquilo que são os objetivos para a equipa principal de futebol. Num cenário de antecipação das eleições, Tiago Godinho apresenta três desafios ao atual Líder máximo dos encarnados, em exclusivo ao nosso Jornal.
"O Presidente Rui Costa, que foi candidato prometendo que este seria o mandato desportivo, deve refletir e perceber se vencer 3 troféus em Portugal em 4 épocas é um trabalho condizente com a grandeza no clube onde foi formado. Deve fazer uma visita ao passado, e pensar se quando estava na formação do clube alguém aceitaria esta realidade", afirma o Sócio Benfiquista.
O membro do movimento Servir o Benfica foi ainda mais longe e colocou três questões em cima da mesa dirigidas para Rui Costa e a atual Direção do Clube da Luz.
"Aquilo que o Clube precisa é de clarificação, portanto, espero que até ao final da semana possamos ter respostas a estas 3 questões: 1.º Rui Costa será recandidato ou não?; 2.º Quando vamos ter a data da AGE para aprovar Regulamento Eleitoral, tendo em consideração a sua obrigatoriedade definida nos novos Estatutos do Clube?; 3.º Rui Costa, sendo ou não candidato, está disponível a antecipar as eleições para final de junho/início de julho para permitir a entrada em funções de nova Direção?", conclui Tiago Godinho.
Dragões gozam com as águias após o final da 7.ª jornada e utilizam citação de Francesco Farioli sobre a arbitragem para criarem nova polémica
21 Set 2026 | 11:37 |
O FC Porto venceu o Benfica por 3-1 no Estádio do Dragão e, logo após o apito final, os dragões deixaram uma provocação nas redes sociais, recuperando uma expressão utilizada por Francesco Farioli antes do Clássico. Na conta oficial do X, surgiu a mensagem “Coisas normais”, com a palavra “estranhas” riscada. A publicação surgiu depois de Farioli ter sido questionado, na flash interview à Sport TV, sobre a arbitragem do encontro.
O treinador italiano respondeu de forma curta e direta: “Hoje, não houve coisas estranhas.” A frase acabou por ser recuperada por Marco Silva após o encontro, numa altura em que o técnico do Benfica foi confrontado com a expulsão de Clément Lenglet, ainda durante a primeira parte.
Apesar da referência às palavras do treinador portista, Marco Silva recusou entrar numa discussão sobre a arbitragem e deixou a questão nas mãos dos jornalistas: “Não vou entrar por aí. Isso não me cabe a mim responder. Ele falou de coisas estranhas, portanto entrem vocês nessa conversa com ele”, afirmou o treinador das águias.
Marco Silva preferiu, por isso, centrar o discurso naquilo que considera ser uma necessidade da equipa: maior controlo emocional perante os diferentes momentos de um jogo de elevada intensidade. “Em relação à expulsão, quero é que os meus jogadores sejam mais maduros e tenham capacidade de, havendo ou não provocações, manter o equilíbrio emocional”, acrescentou.
O Benfica acabou por sair derrotado do Dragão por 3-1, num encontro marcado pela expulsão de Lenglet e pelas críticas à arbitragem após o apito final. As águias agora voltam a campo apenas após os jogos das seleções, no dia 11 de outubro, quando recebe o Vitória de Guimarães no Estádio da Luz.
Central encarnado viu o segundo amarelo ainda na primeira parte do clássico e o especialista em arbitragem acredita em erro que prejudicou os encarnados
21 Set 2026 | 11:00 |
A equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte do clássico com o Porto após Lenglet ver o segundo amarelo. Contudo, na visão de Jorge Coroado, a expulsão do central do Benfica foi uma má decisão por parte de Miguel Nogueira.
“O comportamento foi antidesportivo e não violento ou grosseiro. Contudo, André Silva, pela provocação, justificava cartão amarelo. Face à gestão disciplinar efetuada, para ambos justificava-se uma chamada de atenção".
O presidente do Benfica, Rui Costa, fez muitas reclamações em relação à arbitragem após o jogo. De acordo com o dirigente, há uma dualidade de critérios nas decisões envolvendo o seu Clube e o Porto, onde não vê tamanho rigor com os Dragões.
“Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. Há uma série de entradas, há uma série de faltas de jogadores do FC Porto que têm de ser punidas, mesmo antes da expulsão do Lenglet”.
Já Marco Silva falou em condicionamento da arbitragem durante a semana: “Em relação à expulsão, não vou fazer qualquer comentário. Se o clube tiver de dizer alguma coisa em relação ao jogo, deve dizê-lo. Não sei se irei conseguir continuar assim até ao final da época. Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar os árbitros antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana, de todas as formas possíveis, e por vezes dá resultado”.
Presidente acredita em critérios diferentes nas decisões da arbitragem durante o Clássico com os dragões e vê rigor maior com as águias
21 Set 2026 | 10:23 |
Rui Costa não escondeu a insatisfação com a arbitragem de Miguel Nogueira após a derrota do Benfica por 1-3 diante do FC Porto, no Estádio do Dragão. O presidente encarnado apontou uma alegada "dualidade de critérios", sobretudo no capítulo disciplinar, embora tenha reconhecido também os erros cometidos pela própria equipa.
Rui Costa sobre o Porto - Benfica: "acho que há uma dualidade tremenda..."
À saída do estádio, o líder das águias começou por destacar a entrada forte do Benfica no encontro, lamentando que a expulsão de Lenglet, aos 35 minutos, tenha condicionado o resto da partida: "O Benfica entrou muito bem neste jogo. Entrou a mandar no jogo como estrategicamente o Marco Silva tinha pedido aos jogadores. Fizemos uma primeira meia hora muito boa, apesar de, no único deslize que tivemos, acabar por sofrer um golo", começou por dizer.
Rui Costa considera que a igualdade numérica poderia ter alterado o desenrolar do encontro, tendo em conta aquilo que o Benfica conseguiu produzir nos primeiros minutos: "Claro que jogar aqui com 10 elementos não é a mesma coisa que jogar 11 para 11, e acredito que, se assim fosse, o resultado tinha sido diferente, ou o jogo tinha sido diferente, por aquilo que estávamos a fazer", afirmou.
Sobre o cartão vermelho mostrado a Lenglet, o presidente encarnado não quis contestar diretamente a decisão de Miguel Nogueira, mas considerou que o defesa francês, já amarelado, deveria ter evitado o contacto: "Não vou estar a discutir a expulsão do Lenglet, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva queixar-se da cara quando é uma pequena, uma ligeira pancada na nuca - nem sequer é na cara. Mas não vou estar a discutir o lance, porque sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas", explicou.
"Em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, acho que há uma dualidade tremenda. Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. Há uma série de entradas, há uma série de faltas de jogadores do FC Porto que têm de ser punidas, mesmo antes da expulsão do Lenglet. Vejo o Prestianni levar um amarelo por mostrar a cara cheia de sangue ao árbitro, numa pancada que levou quase sem bola e que nem sequer sancionada foi", referiu.
Apesar das críticas à arbitragem, o presidente do Benfica fez questão de reconhecer que a equipa também cometeu erros durante o encontro: "Não eliminando os erros que nós cometemos - porque depois acabámos por cometer erros -, a dualidade de critérios, sobretudo no critério disciplinar, foi por demais exagerada", concluiu.
Arbitragem, agressividade do Porto e tática do Benfica: Tudo que disse Marco Silva
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