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Janeiro pode trazer problema dos grandes a Marco Silva e Benfica luta contra saídas
17 Out 2026 | 13:26
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04 Abr 2025 | 23:00 |
Mauro Xavier, em entrevista exclusiva ao Glorioso 1904, comentou a atual polémica entre Pedro Proença e Fernando Gomes. Depois de 'ter estalado a bomba' entre o Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e o antigo líder organismo que tutela o desporto rei, o conhecido adepto do Benfica acabou por considerar que chegou ao fim a "paz podre", analisando ainda a posição do Clube da Luz, que ficou à margem da 'rixa'.
Glorioso 1904 (G) . Nos últimos dias, rebentou a polémica entre Pedro Proença e Fernando Gomes. Como olha para esta situação?
Mauro Xavier (MX) . Acho que, e foi o André Villas-Boas que deu essa questão, ou seja, terminou a paz podre, porque já se sentia aqui alguma tensão nos últimos cinco anos. Nós todos que acompanhamos o futebol, já sabíamos que as relações entre a Liga e a Federação eram muito tensas, ou seja, que havia aqui uma componente de tensão, nos últimos quatro anos, sabendo que Fernando Gomes não se podia recandidatar e que não queria que Proença fosse para o seu lugar. Atenção, relembrou só uma coisa. Fernando Gomes já tinha sido presidente da Liga, Proença foi presidente da Liga, portanto, houve sempre aquela rivalidade e competição entre os dois. Não tendo visões iguais, faz com que exista este escândalo, que aparece na prática por causa da venda da sede.
Mauro Xavier: Terminou a paz podre
Nós não sabemos o que se passa, temos que esperar que a Justiça clarifique as supostas comissões ou não e de quem é que esteve envolvido ou não esteve envolvido. Mais a eleição da substituição de Fernando Gomes no comitê executivo da UEFA faz esta tensão.
Acho que isto não ajuda o futebol português, porque o presidente da Liga e o presidente da Federação têm que ser as figuras consensuais que permitam unir os clubes que já por si são adversários e, portanto, não serão eles o componente de ligação. Acho que teve mal Fernando Gomes ao fazer esta carta às federações e, portanto, acho que é muito importante nós sabermos entrar e sabermos sair. Ele está acabadinho de eleger num projeto olímpico, que tem valores olímpicos, deixou de ser presidente da Federação, é respeitar que o novo possa ter ideias diferentes e que há coisas que vai fazer diferente e seguir outro caminho.
Desse ponto de vista, gostava mais que o Benfica tivesse liderado quer na candidatura às eleições da Federação, quer com um candidato forte às eleições da Liga. Eu sei que apoiou quer um candidato que irá apoiar outro, mas acho que o Benfica tem que ser mais interveniente nestas organizações se quer verdadeiramente transformar o futebol português, porque nós não podemos ficar reféns de termos alguém eleito, acho que em 15 dias, para a Liga e ninguém sabe qual é o modelo de centralização que defendem, ou ninguém sabe qual é o modelo de competições que defendem, consegue-se fazer uma candidatura pior do que Miss Universo. Nenhum discurso de paz no mundo existe. Isso para mim é assustador, que é debater sem debater. Não há debates, não há discussão de ideias, não há apresentação de projetos e, portanto, são cheques em branco, baseado em amizades, relações, que a mim me sabe sempre a pouco.
Essa é mais de uma razão d’A Nossa Camisola, e do primeiro capítulo d’A Nossa Camisola sobre o futebol português e o que é que eu penso do futebol português, independentemente dos óculos não serem vermelhos, mas de verem com uma lente vermelha, deixar que o futebol, às vezes temos que nos sentar à mesa, sendo ela a sétima indústria na Europa, e nós muito poucas coisas em Portugal somos a sétima de alguma coisa a nível global, e de nos sentarmos e conversarmos com o governo, com as federações, e tomarmos as decisões certas para esta indústria crescer. Portanto, acho que estamos já muito atrasados nesse tempo, e estes exemplos públicos não contribuem em nada para um clima que necessitaria de consciência tranquila para acontecer.
G. O Benfica foi o único dos três grandes que não tomou qualquer posição face a esta polémica. O que considera ser a melhor posição? Ficar à margem ou emitir algum comunicado, por exemplo?
MX. Não faço críticas ao que o Benfica faz ou deixou de fazer, já o exprimi diversas vezes. Eu, a meu estilo, gosto de uma voz mais ativa. Ou seja, eu gosto mais de ser interventivo do que não interventivo. Portanto, eu, Mauro Xavier, gosto mais de quando nós tomamos a palavra de forma clara e inequívoca. Até porque tem havido bicadas dos nossos rivais com fartura. Temos aquilo que eu chamo o Luís André vestido em lobo, em pele de cordeiro, agora a fazer-se de santinho, a dizer que está a ser uma vítima do futebol e coitadinhos, são muito maus e simplesmente está a tocar, a reunir as suas forças com aquilo que tem sido há 40 anos disto, que é nós contra o mundo, a única coisa que está a tentar encontrar é o adversário externo.
Portanto, se diz que vem para mudar o futebol, ninguém lhe ouviu uma proposta para mudar o futebol. Isto é muito bonito, dizer que nos queremos sentar, e eu não sei quem é que o nomeou, porque lembro-me há sete meses, quando chegou a dizer em Aveiro, antes da Supertaça, que tinha reunido os presidentes dos clubes à mesa, mas do que se sabe não levou nenhuma proposta. Acho que só é possível liderar com propostas. Ou seja, o que é que nós queremos discutir? Querem os clubes sentar-se para irem defender junto ao governo o fim do IVA dos bilhetes de 23% para 6%? Isso era uma coisa que eu acho que devia ser proposta na Liga e na Federação. Os clubes assinam quem vota a favor e quem vota contra, isso é muito claro. A gente só se consegue unir em torno de ideias concretas.
Mauro Xavier: Não faço críticas ao que o Benfica faz ou deixou de fazer
Devem os clubes pedir ao Governo para haver o fim da venda de álcool dentro dos estádios? É uma das maiores receitas do Bayern Munique. Nós não podemos estar a permitir que a economia paralela da venda de cerveja fora do estádio funcione versus, ou seja, o consumo é o mesmo. Portanto, não é essa a problemática, não se está protegido um segundo mais. E acho que esse é o ponto que é o meu contributo, que é a parte propositiva de que se deve levar.
Gostaria de ver o Benfica a propor coisas concretas na Liga e na Federação para os clubes depois votarem. Portanto, isto aqui não há meias extintas em cima do muro. Tem que haver uma proposta concreta. E há quem vote a favor e há quem vote contra. E depois há propostas alternativas. E é esse aquilo que eu acho que tem faltado ao futebol português e eu gostaria de ver o Benfica passar a fazer, que era uma atitude propositiva.
G. Tem adotado uma postura menos ativa no que toca à crítica ao Benfica. Porque motivo?
MX. É ilusório, não é? Eu volto sempre a dizer isto. Isto é a mesma coisa que me estarem a pedir para eu vir a público e criticar as notas do meu filho. Ou seja, o Benfica para mim faz parte do meu coração e da minha família. Em nenhum momento, vou pegar na minha família, por muito que concordo ou discorde de tudo o que se passa na minha casa, e eu não vou para o meio da rua dizer devias ter estudado, tu não fazes nada, és uma vergonha, passas o tempo... Não funciona assim. O que eu tiver para dizer, digo nos sítios certos. E proponho com propostas concretas, que foi isso que fiz, para os que quiserem fazer ou não. Cada um está livre do seu destino. Mas aquilo que me motiva a mim, enquanto Benfiquista, é o sucesso do Benfica.
Não é a crítica ao Benfica. Se há coisas que não funcionam bem no Benfica, há muitas, mas acho que a forma que os Sócios têm para contribuir, para ser melhor, é com propostas concretas e ideias concretas, e não a criticar o que foi feito. Porque aquilo que eu digo sempre é: para se chegar ao ótimo tem que se passar pelo bom. E não é possível passar do insuficiente para o ótimo. Tem que haver vários tachos. E, portanto, o Benfica, desde que esteja a progredir na direção certa e a melhoria certa, são passos que se tem que fazer em qualquer organização que tem dois mil funcionários. Não é chegar aqui e mudar a cultura da organização de um dia para o outro. Portanto, acho que debatemos poucas ideias e gostamos mais de promover críticas e eu gosto mais de propor ideia.
G. O Benfica não se fez se representar no funeral de Pinto da Costa. O que achou desta posição?
MX. Acho muito bem, acho que é normal. O Benfica não tinha a relação nem nada a se orgulhar e, portanto, é normal. Lembro-me quando Jorge Brito também faleceu, ninguém se fez representar, portanto são tradições normais que agora querem esconder em ponto mediático. Relembro só uma coisa, o próprio presidente do Porto não pôde ir ao funeral, o filho foi deserdado.
O Benfica não tem nada a ver com esta história aqui, portanto o Benfica tem que estar quieto e calado. Foi alguém que foi nosso adversário e que nós tínhamos várias suspeitas que as coisas não ocorriam da forma desportivamente. Só podemos dizer suspeitas porque nunca aconteceu rigorosamente mais do que essa componente para além do que lemos e ouvimos nos apitos dourados e daquilo que fomos vendo de fim de semana após fim de semana, portanto, são suspeitas.
Os meus sentimentos à família. Enquanto instituição, respeitador dos familiares. Acho que o silêncio quando não se tem nada para dizer é a melhor postura. Acho que, mais uma vez, uma crítica aos mandatos de Pinto da Costa seria excessiva ou errada. Portanto, desse ponto de vista, acho que é aproveitamento de quem nem foi permitido ir ao funeral, de quem nem conseguia saber o que é que iria fazer, foi aproveitamento de querer juntar uma má época desportiva, porque supostamente era aquilo que sabia planear muito bem uma época desportiva, André Vilas Boas, para ser um fracasso. Não é que a anterior tenha sido melhor. Eu gosto muito deste Porto e que se mantenha assim por muito bons anos. Portanto, não tenho pena nenhuma disso. Agora, não vamos é utilizar hipocrisias onde elas não devem existir.
Mauro Xavier: O silêncio quando não se tem nada para dizer é a melhor postura
Treinador já trabalhou com o jogador e acredita que é necessário algum tempo antes de regressar à formação principal dos vermelhos e brancos
18 Out 2026 | 03:00 |
Miguel Figueiredo continua a ser acompanhado de perto pelo Benfica, mas Marco Silva pretende que o jovem futebolista, assim como Anísio Cabral, consolide primeiro o seu espaço na equipa B antes de voltar a ser chamado ao plantel principal. O Glorioso 1904 sabe que o treinador encarnado não pretende apressar a evolução do jogador e considera importante que este acumule experiência e regularidade competitiva antes de dar um novo passo na carreira.
A estratégia passa por permitir que o jovem ganhe maior consistência no contexto competitivo da equipa secundária. A estrutura técnica entende que a continuidade de utilização poderá ser determinante para o crescimento do futebolista, ajudando-o a melhorar o rendimento e a adaptar-se progressivamente às exigências do futebol sénior.
Por isso, uma eventual chamada à equipa A dependerá também da capacidade de Miguel Figueiredo para se afirmar na formação orientada pelo Benfica. Apesar desta opção, o jogador continua integrado nos planos de desenvolvimento do Clube. A aposta nos jovens talentos formados no Seixal permanece uma das prioridades das águias, mas a intenção passa por respeitar as diferentes etapas de evolução de cada atleta.
No caso de Miguel Figueiredo, a equipa B é vista como um espaço importante para ganhar maturidade e demonstrar que está preparado para desafios de maior exigência. Marco Silva pretende, assim, evitar uma promoção prematura que possa limitar a progressão do futebolista.
Desta forma, Miguel Figueiredo terá de continuar a trabalhar para cimentar o seu lugar na equipa B antes de voltar a merecer uma oportunidade na equipa A. O Benfica mantém a atenção no seu crescimento, mas privilegia uma integração gradual, procurando criar as condições necessárias para que o jovem possa afirmar-se futuramente ao mais alto nível.
Jogador está na lista das águias há algum tempo e constante procura de clubes europeus pelo grego pode fazer Rui Costa ter de encontrar alternativa
17 Out 2026 | 17:21 |
O Benfica continua atento ao mercado de avançados e já estará a preparar cenários para o futuro de Vangelis Pavlidis. Segundo o portal francês Sport.fr, os encarnados terão contactado o Rennes para conhecer as condições de uma eventual contratação de Esteban Lepaul, ponta de lança francês de 26 anos.
O avançado tem despertado o interesse de vários clubes europeus, entre os quais o Atlético de Madrid e o Paris Saint-Germain. Ainda assim, de acordo com a mesma fonte, o Benfica continua a acompanhar o jogador com particular atenção, vendo nele uma possível opção para reforçar o setor ofensivo.
Lepaul tem dado nas vistas nas últimas épocas. Na temporada passada, ao serviço do Rennes, apontou 20 golos e fez cinco assistências em 55 partidas, depois de ter chegado proveniente do Angers. Já na presente campanha, soma quatro golos em oito jogos, números que ajudam a explicar a valorização do internacional francês.
No entanto, um eventual negócio promete ser complicado. O avançado tem contrato com o Rennes até 2030 e o clube francês estará a exigir entre 50 e 60 milhões de euros pela transferência, valores que representam um obstáculo significativo para a SAD encarnada. A abordagem do Benfica poderá estar relacionada com a necessidade de antecipar o futuro do ataque.
Pavlidis tem demonstrado qualidade e capacidade goleadora, podendo vir a despertar o interesse de clubes com capacidade financeira para apresentar propostas importantes. Por isso, a estrutura encarnada estará atenta a possíveis alternativas para o caso de o internacional grego deixar a Luz. Para já, o interesse em Lepaul não significa que exista uma negociação avançada, mas mostra que o Benfica já estará a avaliar opções para o chamado “pós-Pavlidis”.
Atleta ficou longe dos relvados na última época devido a uma grave lesão no joelho, mas poderá finalmente fazer sua estreia no Clube
17 Out 2026 | 16:00 |
Ana Borges está de regresso às opções do Benfica e pode finalmente estrear-se oficialmente pelas águias. A internacional portuguesa, de 36 anos, foi convocada por Ivan Baptista para a receção ao Marítimo, marcada para este domingo, às 11h00, em encontro da 4.ª jornada da Liga BPI.
A experiente ala chegou ao clube da Luz na temporada passada, depois de colocar um ponto final numa ligação de nove anos ao Sporting. No entanto, a aventura no Seixal ficou marcada por uma grave lesão: pouco depois de iniciar o percurso no Benfica, sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.
No início de agosto, a jogadora partilhou a notícia nas redes sociais, iniciando um longo processo de recuperação que a impediu de fazer qualquer jogo oficial pelas encarnadas durante a época 2025/26. Na temporada de 2024/25, a última enquanto jogadora do Sporting, Ana Borges disputou um total de 34 partidas oficiais. Nos 2.901 minutos em que jogou, a internacional portuguesa registou dois golos e oito assistências.
Depois de regressar aos treinos em fevereiro, Ana Borges tem trabalhado para recuperar a condição física e o ritmo competitivo. A presença na convocatória para o encontro com o Marítimo representa, assim, um passo importante no regresso à competição.
A internacional portuguesa conta com uma vasta experiência ao serviço da Seleção Nacional feminina, pela qual soma 187 jogos e 11 golos. Agora, poderá estar prestes a viver um novo capítulo da carreira, desta vez com a camisola do Benfica. Caso seja utilizada por Ivan Baptista, Ana Borges fará finalmente a estreia oficial pelas águias, depois de uma longa espera marcada pela lesão.
Janeiro pode trazer problema dos grandes a Marco Silva e Benfica luta contra saídas
17 Out 2026 | 13:26
João Neves em queda no PSG? Imprensa avisa para "estatuto de titular a ser discutido" do ex Benfica
17 Out 2026 | 13:00
Alemão deixa aviso sobre menino de ouro de Marco Silva: "Será muito difícil o Benfica mantê-lo"
17 Out 2026 | 12:10