Futebol
António Salvador lembra relação com ex pilar do Benfica: "Éramos capazes de sentar à mesa"
24 Set 2026 | 15:36
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Futebol
22 Fev 2026 | 09:37 |
José Mourinho esteve na conferência de imprensa após a vitória do Benfica diante do AVS SAD (3-0). Entre vários temas, o treinador criticou a comunicação social por não dar maior destaque à titularidade de José Neto, abordou a saída ao intervalo de Nicolás Otamendi e o polémico jogo frente ao Real Madrid.
Que diferenças encontrou entre o AVS SAD da sua estreia no Benfica e o AVS SAD de hoje?
"O AVS SAD está melhor em organização, defensivamente compactos, resilientes, porque a situação deles não era fácil, a perder por 3-0 ao intervalo, mas tiveram resiliência para continuarem a jogar até ao fim. Dá para perceber que vão fazer o seu melhor até ao fim e vão lutar por vitórias e por fazerem mais pontos. Hoje somos mais equipa do que éramos do que nesse jogo nas Aves, somos mais equipa, com princípios de jogo perfeitamente definidos. Continuamos nesta caça ao ponto, a fazermos a nossa obrigação que, independentemente da classificação, é dar o máximo. E foi o que fizemos hoje".
Disse que esta semana não foi fácil, as críticas de que foi alvo tiveram impacto em si, em relação às acusações de racismo de Vinícius Júnior?
"Não quero comentar. Repito que tem sido difícil para todos, não vou especificar a que nível foram as dificuldades. Hoje todos fomos capazes de ser profissionais e de fazermos o nosso trabalho".
Ivanovic, consigo, só tem lugar na ala, ou ainda pensa nele como um ponta de lança?
"A partir do momento em que ganhámos o jogo, era mais gerir. Queria dar repouso a quem saiu e tentar encaixar as peças o melhor possível para manter a equipa equilibrada. Queria tirar Pavlidis e Schjelderup e queria dar minutos ao Ivanovic e ao Anísio. O Anísio é mais aquele atacante que joga de costas para a defesa, que usa a sua técnica em espaços curtos, o Ivanovic é um atacante central em profundidade, de transições. Quando jogamos contra equipas que joguem em blocos baixos, o Anísio é um jogador de maior referência do que Ivanovic. Gostamos do Ivanovic, da pessoa e do profissional que é".
A exibição da 1ª parte é um tónico para o Benfica a quatro dias de visitar o Bernabéu?
"Tem mais relação com Barcelos do que com o Bernabéu. Se hoje não ganhamos, vamos a Barcelos com horizontes diferentes. Partindo do princípio que um dos nossos adversários diretos já ganhou, partindo do princípio que o outro também ganhará, mantemos a distância e iremos a Barcelos com essa mentalidade de que o jogo é também decisivo para nós. Portanto, o facto de termos ganho hoje não nos motiva para quarta-feira, motiva-nos para Barcelos, porque são coisas completamente diferentes".
A saída de Otamendi ao intervalo foi por gestão física? E ficou satisfeito com a exibição de Bah?
"Eu fiz muitas mudanças na equipa e quis manter ali três ou quatro jogadores e pensei que o Otamendi, apesar de ser o mais velho de todos e apesar de ser um daqueles que tem mais minutos, eu achei que era importante a presença dele, até para não passar uma imagem errada ao grupo. Naquela posição de central, temos três centrais de um nível altíssimo e neste caso, ao intervalo tirei o Otamendi e pus o Tomás Araújo. De facto, até jogámos um jogo grande no Porto, em que jogaram o Tomás e o António Silva, hoje jogar o Otamendi era mais simbólico no sentido de passar aos jogadores a mensagem, pelo menos não incorreta, de que o jogo iria ser fácil, de que o jogo não era importante. Ao ver que o jogo estava daquela maneira, dividi os minutos por ele e pelo Tomás, mantendo o António no jogo, que não tinha jogado no jogo anterior. Com o Bah fiquei mais do que satisfeito. Tive dúvidas entre ser titular ou entrar no jogo e ele assumiu a responsabilidade para mim de que, eventualmente, 90 minutos seriam muitos, mas entrar para jogar 20, 25 minutos seriam poucos. E então decidimos que ele jogava de início e que fosse até onde tivesse de ir. Se o jogo tivesse um nível de dificuldade maior, tínhamos o Dedic no banco para entrar. Se o jogo estivesse mais ou menos controlado e não tivéssemos esse tipo de necessidade, baixava depois o Sidny Lopes Cabral. Agora voltamos a ter ali na lateral direita Bah, Dedic e Banjaqui. E pronto, se fosse outro clube a jogar de início com jogadores de 17 anos como nós fazemos e fazemos bastantes vezes, acho que seria a primeira página, acho que seria a abertura de muitos programas, como é o Benfica é uma coisa que quase passa ao lado, mas enquanto treinador eu não deixo passar ao lado o trabalho que foi feito com os jogadores até chegarem à equipa principal, inclusive na Federação. Se eu estivesse hoje na bancada e não conhecesse os jogadores, não acreditava que o lateral-esquerdo do Benfica tem 17 anos".
Que dinâmicas pediu para José Neto e a Bah terem nas relações com Schjelderup e Sidny?
"Foi mais fácil na esquerda do que na direita. Na esquerda queríamos construir a três com o Neto por dentro e com o Schjelderup por fora. E é uma dinâmica quase natural que vai de encontro às características dos dois. E foi tudo muito fluido por aquele lado. No lado oposto, é a primeira vez que o Bah joga com o Cabral. O Bah gosta de atacar a profundidade mais para fora do que por dentro, assim como o Cabral. Houve ali um bocadinho de choques relativamente às zonas ocupadas. Mas já sabíamos que isso podia acontecer".
Guarda-redes deixou elogios ao jovem atleta e acredita que é necessário dar tempo para que haja maturidade e mais sequência na Seleção
24 Set 2026 | 17:32 |
Beto falou sobre a entrada de Jorge Jesus na Seleção Nacional e deixou uma mensagem de confiança no novo ciclo da equipa das quinas. Durante o Portugal Football Summit, o antigo guarda-redes também abordou a estreia de Samuel Soares na convocatória da Seleção A e deixou vários conselhos ao jovem guardião do Benfica.
Beto: "O Samuel Soares tem muita margem de crescimento..."
Beto deixou uma mensagem particularmente positiva sobre o potencial do guarda-redes do Benfica, que tem sido alvo de críticas devido às prestações recentes: “O Samuel Soares tem muita margem de crescimento, essa margem feita no Benfica e depois uma boa avaliação quando estiver na Seleção”, disse, em declarações ao Bola na Rede.
O antigo internacional português deixou ainda um alerta sobre a exigência necessária para permanecer entre os convocados depois de alcançar a Seleção A: “Quando se é convocado para a Seleção Nacional, temos de dar muito valor ao que aquilo significa. É um espaço difícil de alcançar e não é só chegar, é chegar e manter. Manter na convocatória nas fases finais, esse é o desafio”.
Para Beto, é necessário dar tempo a Jorge Jesus para implementar as suas ideias e conhecer melhor os jogadores à sua disposição: “É a nossa primeira convocatória, não é a do Jorge Jesus, é a de Portugal, dos portugueses. Convido as pessoas a avaliar, não no momento, mas dar tempo. O mister Jorge Jesus acaba de chegar, é a primeira convocatória. É preciso tempo para implementar ideias, para implementar as variantes e a variabilidade que ele tem”.
Além do mais, destacou ainda a capacidade do técnico para utilizar diferentes sistemas e jogadores em várias posições: “Não só no sistema de jogo, mas também na utilização dos jogadores em diferentes posições. Eu já trabalhei com o mister Jorge Jesus, conheço o talento e as capacidades que tem”, explicou.
Guardião encarnado voltou a ser notícia na Ucrânia por uma razão que vai muito além do futebol e recebeu agora uma mensagem que não deixou ninguém indiferente
24 Set 2026 | 17:29 |
Anatoliy Trubin continua a assumir um papel de destaque na Ucrânia, não apenas pelas suas prestações dentro das quatro linhas. O jogador do Benfica tem mantido uma ligação próxima à Tribuna dos Heróis, fundação criada depois da invasão da Ucrânia pela Rússia e do início da guerra, que apoia famílias de pessoas ligadas ao futebol que perderam a vida durante o conflito.
Tribuna dos Heróis: "O apoio de Anatoliy Trubin é medido não por um único ato, mas pelo tempo"
"O apoio de Anatoliy Trubin é medido não por um único ato, mas pelo tempo. Ele se juntou à ´Tribuna dos Heróis´ pouco depois da fundação ter sido lançada e desde então, mês após mês, sem pausas, ele vem ajudando as famílias dos nossos Heróis. Isto é adicionado às reuniões com famílias, apoio dos meios de comunicação e ajuda aos fãs de futebol que estão a defender a Ucrânia hoje. Esta regularidade tornou-se uma das primeiras confirmações para a fundação: a comunidade do futebol pode ser confiada", destacou a organização numa publicação partilhada nas redes sociais.
A Tribuna dos Heróis explicou ainda que, por trás do apoio do guardião de 25 anos, estão famílias concretas de pessoas ligadas à comunidade futebolística que morreram durante a guerra. "O mais notável para mim é que essas são as famílias dos nossos defensores, dos adeptos de futebol, de pessoas ligadas ao futebol. Portanto, é claro que existe o desejo e a oportunidade de ajudar estas famílias, de tornarem as suas vidas um pouco melhores" pode ler-se.
A fundação salientou também a importância da confiança de Trubin na forma como o apoio é utilizado. "Para Anatoliy Trubin, é importante não só o desejo de ajudar, mas também a compreensão de onde exatamente essa ajuda está sendo direcionada. Há grande confiança nas pessoas que trabalham aqui, e a confiança de que os fundos e qualquer assistência estão realmente a ir diretamente para as famílias", acrescentou.
A mensagem terminou com um agradecimento direto ao guarda-redes do Benfica. "Anatoliy, obrigado pelo apoio constante e significativo às famílias dos nossos Heróis. Pela sua confiança na ´Tribuna dos Heróis´, que foi fortalecida por ações concretas ao longo dos anos, e pela sua ajuda na preservação da memória daqueles que deram as suas vidas pela Ucrânia. Obrigado por estarem lá", concluiu. Trubin encontra-se atualmente ao serviço da seleção ucraniana, tal como o companheiro de equipa encarnado Georgiy Sudakov.
Veja a publicação:
Presidente do Porto volta a apontar o dedo ao alinhamento entre águias e Sporting e volta a afirmar que o resultado do clássico foi justo
24 Set 2026 | 17:06 |
Dois dias depois de ter falado na "santa aliança" que entende existir a unir Benfica e Sporting, André Villas-Boas voltou a disparar na direção dos rivais. O presidente do Porto fala num "manto marrom" sustentado por "comentadores" que "parecem já ter fundado um novo clube" na Segunda Circular.
A. V. Boas: "Parecem já ter fundado um novo clube"
"A vitória no clássico teve, por isso, um significado que ultrapassou o relvado. Vencemos o adversário e respondemos à arrogância de quem passou semanas a tentar diminuir o Porto, os seus adeptos e o seu grupo de trabalho. Foram insultos, suspeitas fabricadas e tentativas de condicionamento, servidos em monólogos onde a clubite aguda substituiu o contraditório. Os comentadores do ´Manto Marrom´, essa mistura de verde e vermelho que tão bem traduz o alinhamento da Segunda Circular, parecem já ter fundado um novo clube", atirou, na mais recente edição da revista Dragões.
O antigo técnico dos dragões acredita que os dois rivais de Lisboa controlam a comunicação social para atacar o clube do Norte. "Ainda não lhes conhecemos o estádio, mas a sede funciona em vários estúdios e a política de comunicação está perfeitamente coordenada: a necessidade de atacar e menosprezar tudo o que tem a ver com o Porto", acrescentou.
André Villas-Boas finalizou o seu texto dizendo que o Clássico foi justo. "O pacto de sangue é tal que o telespectador menos atento pode até ficar confundido sobre qual a cor clubística de cada um. A nossa equipa não precisou de responder-lhes ao microfone. Respondeu em campo, com futebol, personalidade e uma vitória que nenhuma discussão de rodapé consegue desfazer, levando-os a ter de lamber as feridas uns dos outros, enlutados pela dor comum de uma vitória do Porto", concluiu.
Vale lembrar que o representante do Porto já tinha provocado Marco Silva. "São frustrações normais de um treinador que chega agora ao futebol português, que perde o seu primeiro clássico. Enquadra-se na frustração de um jogo que não correu bem e procura arranjar justificações diferentes para o resultado", disse.