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Futebol
18 Abr 2023 | 14:59 |
O especialista em condição física desportiva, João Silva, analisou o cansaço que a equipa de Roger Schmidt apresenta, conforme a temporada se aproxima da sua fase final, enquanto o alemão aposta no mesmo onze base.
"Os finais das épocas são sempre desgastantes, mas não é só para o Benfica, é para todas as equipas. Se olharmos para o Porto, também tem jogadores lesionados e desgastados. Se olharmos para o Sporting, é igual. É sempre mais desgastante. Agora fala-se mais do Benfica porque vinha num rendimento desportivo muito bom e não está a ter vitórias. Mas é normal haver este tipo de situações no plantel. Como é que se colmata isso? Identificámos um problema, que há jogadores cansados e que não rendem tanto. A solução é encontrar dentro do plantel soluções à altura para os substituir. O plantel tem alternativas, ele pode é não olhar para as alternativas com a mesma qualidade que os titulares. Mas essa vai ter de ser a solução", atirou João Silva.
"Treinam pouco e fazem basicamente só trabalho de recuperação (…) No futebol, costumamos dizer, que para ganhar confiança são necessários muitos jogos, mas para a perder basta um ou dois", afirma o preparador na busca por uma razão dos maus resultados do Benfica.
"Criou-se uma pressão exterior à volta da equipa. Um clube grande não pode perder dois ou 3 jogos. Os jogadores acabam por perder alguma confiança com estas derrotas. Os adeptos começam a ver problemas em tudo. Ou é o Schmidt que substituiu tarde ou cedo ou jogadores que foram de férias ou que foram para o Estoril Open. Cria-se uma pressão à volta da equipa que é prejudicial. Os jogadores não estão tranquilos. Agora vimos os jogadores que antes faziam tudo bem a decidir mal. Isto é físico? Não. Os jogadores estão pressionados para vencer e quando há pressão exagerada têm dificuldade em decidir bem. O mau momento não tem na génese problemas físicos. Não há má gestão física do plantel. O Taremi depois do Mundial também não está a fazer nada. Não está num bom momento. Todas as equipas passam por estes momentos nos finais de época. É difícil uma equipa que já fez tantos jogos continuar nesta altura no seu máximo", termina o especialista.
Os encarnados voltam a competição na próxima quarta-feira, dia 19 de abril, pelas 20h00, contra o Inter, num jogo que decidirá quem avança para as meias-finais da Liga dos Campeões.
Escolha das marcas está a gerar opiniões distintas e as águias acabaram envolvidas numa análise que não passou despercebida
23 Set 2026 | 17:25 |
Os clubes europeus têm apostado cada vez mais na criação de diferentes equipamentos para os vários momentos da temporada, aumentando a variedade de camisolas disponíveis para os adeptos. Além dos tradicionais equipamentos principal e alternativo, existem atualmente versões para a Liga dos Campeões, aniversários, viagens, aquecimento e até para utilizar fora dos estádios.
O Benfica foi um dos clubes analisados pela ESPN neste início de temporada devido à camisola de aquecimento utilizada antes dos jogos. A publicação norte-americana decidiu avaliar os equipamentos de vários emblemas europeus, dando particular atenção às escolhas de padrões e cores feitas pelas diferentes marcas.
A ESPN destacou precisamente a liberdade que as marcas assumem neste tipo de equipamentos, com desenhos mais arrojados e combinações de cores que dificilmente seriam utilizadas nas camisolas oficiais. Foi neste contexto que a camisola do Benfica acabou por receber uma avaliação particularmente negativa por parte da publicação norte-americana.
ESPN: "Parece um erro de produção terrível"
"Um forte candidato a ser a camisola mais feia de 2026/27. Horrível padrão manchado, agravado por tons agressivos e de vermelho e roxo, que não funcionam. Parece um erro de produção terrível. Talvez não seja tarde demais para recolher?", escreveram, colocando o manto sagrado entre os menos apelativos da análise realizada aos clubes europeus.
Do outro lado da avaliação, o Barcelona - de João Cancelo - acabou por ser a escolha preferida, com as duas camisolas pré-jogo dos catalães a figurarem entre as mais bonitas. A análise demonstra, assim, como os equipamentos de aquecimento permitem às marcas assumir riscos maiores ao nível dos padrões e das cores, ainda que nem todas as apostas consigam convencer.
Clube vermelho e branco perdeu diante do rival azul e branco na sétima jornada do Campeonato Nacional, partida marcada pela expulsão de Lenglet
23 Set 2026 | 17:23 |
Clément Lenglet deixou uma baixa importante para a sua equipa após ter sido expulso no Clássico frente ao Porto. O central foi mandado para a rua na primeira parte e condicionou a estratégia das águias para o resto da partida, algo que foi bem aproveitado, segundo Nuno Vieira.
N. Vieira: " O Porto aproveitou uma espécie de força extra"
"Como disse o técnico do Benfica, foi uma questão de maturidade, ou falta dela, com o Porto a aproveitar uma espécie de força extra que emergiu ao longo da última época e que parece transportada para a campanha atual. E, como é natural nos clássicos, não faltou uma pitada de polémica", escreveu, no jornal 'O Jogo'.
De seguida, o diretor do jornal aproveitou para fazer uma semelhança com a época passada. "A arbitragem é tema incontornável nas discussões do futebol português e ao longo da semana haverá muitos comentários a fazer, mas a análise objetiva nas primeiras sete jornadas é simples: o Porto vai para a pausa do campeonato a contemplar o primeiro lugar e a sorrir perante os despistes dos rivais. Onde é que já se viu este filme", completou.
O internacional francês viu o primeiro cartão amarelo aos 25 minutos, na sequência de uma falta sobre Victor Froholdt junto à área do Benfica. 10 minutos mais tarde, Miguel Nogueira voltou a adverti-lo, desta vez com vermelho por acumulação, depois de Lenglet ter atingido André Silva com a mão esquerda na zona da nuca.
A expulsão terá ainda consequências no próximo compromisso do campeonato: Lenglet vai falhar o encontro entre Benfica e Vitória de Guimarães, marcado para 11 de outubro, às 18h00, no Estádio da Luz. Alessandro Circati deverá, assim, voltar a ter uma oportunidade no onze e formar dupla com Tomás Araújo.
Jovem jogador encarnado está a ser um dos principais destaques da equipa de Marco Silva e recebeu grandes elogios por parte de figura
23 Set 2026 | 17:23 |
Gianluca Prestianni é um dos nomes que mais tem dado nas vistas neste arranque de temporada do Benfica. O extremo argentino continua a afirmar-se dentro das quatro linhas, mesmo com o seu corpo fransino, algo destacado por Rui Dias.
R. Dias: "Está a crescer sem limites"
"Prestianni apresenta impressionante número de invenções deliciosas na temporada, com ferramentas ao nível do último avanço tecnológico, suportadas em argumentos atléticos mais robustos do que o físico (1,66m e 58 kg) permite antever. Sendo um artista com truques nos pés, faz do engano a sua força motriz. Está a evoluir tanto que o produto final já conjuga o domínio da geometria e o modo correto de alimentá-la. Ao improviso de quem inventa pelo caminho, tem juntado soluções refinadas, dignas de um estratega impensável. Está a crescer sem limites", escreveu, na sua crónica ao jornal Record.
O redator e repórter principal do órgão comunicacional, acima referido, destaca a sua adaptação ao futebol europeu. "Teve de adaptar-se a um futebol mais repressivo e a obrigações táticas para manter o equilíbrio. Sofreu na pele a intransigência, mas resistiu ao potencial efeito triturador do instinto; não perdeu o prazer de jogar e competir e manteve intacto o ímpeto de emocionar plateias com soluções criativas, algumas delas geniais. Quando recebe a bola e vai direto ao assunto transporta o atrevimento de um louco, a graça de um menino e a magia dos craques abençoados por qualquer força divina", pode ler-se.
R. Dias: "O golo do Benfica no Dragão é exemplo de um definidor requintado"
Rui Dias enaltece a assistência de Prestianni no último clássico. "O golo do Benfica no Dragão é exemplo de um definidor requintado; de uma estrela com visão e armas sublimes, cujo desplante de conceber o único espaço disponível para respeitar a desmarcação de Bah, selou o encontro do dinamarquês com a bola entre o guarda-redes e uma linha de cinco jogadores do Porto. O passe, visto e analisado isoladamente, identifica um extraordinário criador; não apenas o feiticeiro de soluções individuais, mas um potencial multiplicador da produção coletiva", analisou.
No final, o jornalista afirma que o sul-americano pode ter "o mundo aos seus pés". "Prestianni permanece como gestor privilegiado de um momento (finta) cuja matéria-prima é constituída por domínio, imaginação, arranque, travagem e aceleração, com saída para onde o instinto decidir. Quando o ensaia perto da área, disparam as sirenes nas fortalezas contrárias; quando o executa mais longe a agitação leva ao frenesim de faltas, livres, cartões e um ambiente global que, por norma, beneficia quem o provoca. Se continuar a evoluir a este ritmo, mais cedo ou mais tarde, terá o Mundo a seus pés", concluiu.