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Futebol
29 Mai 2026 | 13:43 |
O debate em torno do próximo treinador do Benfica continua em aberto e, enquanto o nome de José Mourinho se aproxima da saída, surgem várias hipóteses para o comando técnico dos encarnados. Entre elas, destaca-se Sérgio Conceição, apontado por Bruno Batista como uma solução capaz de devolver firmeza ao balneário da Luz.
B. Batista: “Sérgio Conceição seria um treinador que eu tinha muita curiosidade para ver"
O candidato a vice-presidente do Benfica pela lista de Luís Filipe Vieira acredita que o ex treinador do Porto seria uma escolha adequada. Em declarações à TSF, deixou claro o perfil que defende: “Sérgio Conceição seria um treinador que eu tinha muita curiosidade para ver num Benfica que precisa de alguém que dê um murro da mesa naquele balneário e construa o projeto".
Ainda assim, sublinhou que a questão do nome não deve ser o foco principal da estrutura encarnada. O dirigente reforça que o Clube precisa de uma reestruturação mais profunda e de estabilidade no seu projeto desportivo. “Mas, mais uma vez, eu não estou preocupado com o nome do treinador. O Benfica tem de dar um passo atrás”, acrescentou.
Na mesma análise, Bruno Batista elogiou o percurso de Sérgio Conceição, destacando a capacidade de superar limitações estruturais: “Fez um bom trabalho no Porto quando não tinha condições, estava debaixo de um fair-play financeiro e não tinha meios para ir captar talento fora e, portanto, apostou no talento que tinha no Olival e teve bons resultados”, referiu.
O antigo dirigente deixou críticas à instabilidade recente no clube e apelou a um projeto mais consistente a longo prazo: “O Benfica não pode estar com seis treinadores em cinco anos, nem pode estar a mudar todos os anos de plantel e de liderança. Aquilo em que o Rui Costa tem de se focar é um planeamento estratégico com um projeto desportivo para os próximos, pelo menos, três anos”, concluiu.
Após o clássico com o Porto pela Liga Portugal, a discussão sobre a titularidade voltou ao foco nas águias, mas o jornalista não acredita em alterações
30 Set 2026 | 16:52 |
A discussão sobre a baliza do Benfica promete continuar a marcar a atualidade encarnada, com Samuel Soares e Anatoliy Trubin a lutarem pela titularidade. Para Vítor Pinto, a tendência de Marco Silva deverá manter-se após a pausa para as seleções, com o jovem português a assumir a baliza no campeonato e o internacional ucraniano na Liga Europa.
Vítor Pinto sobre mudança no guarda-redes do Benfica: "ficaria muito surpreendido..."
O comentador recordou que Trubin foi titular frente ao Inter, em San Siro, numa partida de particular importância, mas que a decisão seguinte de Marco Silva acabou por deixar uma indicação clara sobre a hierarquia: “O Trubin foi titular em Milão. Ou seja, esteve num momento importante em que, se houver algum equilíbrio nesta decisão do Marco Silva, tudo indica que, pelo menos para já, a Liga Europa estará entregue a Trubin”, começou por afirmar.
Vítor Pinto entende que a utilização de Samuel Soares no encontro seguinte reforçou a ideia de que o treinador pretende manter a hierarquia definida para a baliza: “Um treinador que, a seguir a Milão, decide manter o Samuel Soares no onze está a dizer que, na sua perspetiva, a hierarquia é para manter”, explicou.
Nesse sentido, o comentador considera pouco provável uma alteração após a paragem internacional. “Eu ficaria muito surpreendido se, após uma paragem de seleções em que os guarda-redes nem sequer estão a trabalhar no Seixal, o Marco Silva alterasse a hierarquia. Claramente, a questão da hierarquia da baliza está muito longe de estar fechada. É um tema de permanente debate dentro da nação benfiquista”, salientou.
Para o comentador, Samuel Soares terá agora de demonstrar consistência para conquistar definitivamente a confiança dos adeptos. “Precisa de ganhar estofo, precisa de grandes exibições e de dar confiança de que é guarda-redes para levar o Benfica ao título”, concluiu.
Central das águias deixou entendeu o esforço necessário para defender o Glorioso, onde há uma clara ‘imposição’ interna por vitórias
30 Set 2026 | 16:24 |
Alessandro Circati esteve em evidência ao serviço da Austrália, apesar da derrota frente ao Brasil por 4-2. O defesa do Benfica marcou um golo e ainda contribuiu com uma assistência, deixando boas indicações num encontro particular entre as duas seleções.
Circati sobre exigência no Benfica: "Se perderes, é desapontante. Se empatares, também é desapontante..."
No final da partida, o central australiano destacou a evolução da equipa nacional e estabeleceu um paralelismo com a realidade que encontrou no Benfica, onde, segundo o próprio, existe uma exigência constante para vencer todos os jogos: “Agora volto ao meu clube e a tendência é a mesma que tenho lá, no Benfica: tentamos ganhar todos os jogos. Se perderes, é desapontante. Se empatares, também é desapontante. Espero que continuemos assim”, afirmou Circati.
O internacional australiano mostrou-se ainda satisfeito com a resposta dada pela seleção diante de um adversário de enorme dimensão, numa partida disputada perante um estádio cheio: “Colocámo-nos à prova e mostrámos que afinal somos… meio decentes [risos], que jogamos à bola. Estou feliz, o estádio estava cheio”, contou o defesa.
Circati aproveitou também para comparar o ambiente vivido em Brisbane com os encontros realizados anteriormente em Melbourne e Sydney. “Os jogos em Melbourne e Sydney estavam, não sei… talvez 10 por cento de lotação. É como jogar no meu jardim, como costumo dizer”, brincou.
Tudo indica que Circati poderá ser aposta de Marco Silva para formar dupla com Tomás Araújo no centro da defesa. O duelo com o Vitória surge, assim, como mais uma ocasião para o australiano demonstrar a exigência e a mentalidade que diz ter encontrado no Benfica. Clément Lenglet vai falhar o próximo jogo do campeonato, frente ao Vitória de Guimarães, devido à suspensão resultante da expulsão no clássico diante do FC Porto.
Antigo jogador dos rossoneri concedeu uma entrevista na qual falou sobre o atual técnico do clube de Milão e deixou uma frase polémica
30 Set 2026 | 16:21 |
Fulvio Collovati considera que ainda é muito cedo para avaliar o trabalho de Ruben Amorim no comando técnico do Milan. O antigo defesa italiano, que vestiu a camisola rossonera por 170 ocasiões, abordou a derrota do clube contra o Benfica.
F. Collovati: "Derrota contra o Benfica? O entusiasmo desapareceu"
"Diria que talvez houvesse muitas expectativas em relação a Amorim, porque, enfim, o treinador anterior (Massimiliano Allegri) não era muito amado. Com a chegada de Amorim, houve uma euforia geral porque todos queriam uma mudança. Depois, assim que sofres aquela derrota feia - não quero dizer humilhante - contra o Benfica, na Liga Europa, de repente todo esse entusiasmo foi desaparecendo", começa por dizer, em entrevista ao portal MilanNews.
Mesmo assim, o antigo campeão do mundo em 1982 defende que Amorim quer trazer uma nova imagem ao Milan. "Tenho de dizer que é preciso encontrar o caminho certo, ou seja, o meio-termo. Amorim é um treinador que, na minha opinião, é diferente de Allegri e está a tentar trazer algo de novo do ponto de vista do jogo. Continuo a achar que os treinadores andam de mãos dadas com os jogadores, no sentido de que, se queres praticar um determinado tipo de futebol, tens de o fazer quando tens os jogadores certos para isso", defendeu.
F. Collovati: "Gonçalo Ramos não é um avançado para marcar 20 ou 30 golos"
O rendimento de Gonçalo Ramos também foi alvo de análise por parte de Fulvio Collovati, que disse acreditar que o internacional português não é um finalizador nato. "Gonçalo Ramos não é um avançado para marcar 20 ou 30 golos, é preciso perceber isso. Por isso, desse ponto de vista, eu, enquanto antigo defesa, prefiro o avançado de 20 golos, o avançado que também se antecipa ao defesa, que marca golos, que é um predador dentro da área", sublinhou.
O antigo jogador continuou a sua análise ao ponta de lança "made in Seixal". "Daquilo que vi nos últimos jogos, melhorou. Também marcou por Portugal, embora o guarda-redes lhe tenha oferecido a bola, mas, por exemplo, gostei da forma como participou no lance do golo do Rabiot contra o Lecce. Ou seja, na minha opinião, coloca-se ao serviço da equipa. Penso que o Milan precisa mais de um finalizador. Depois, se o treinador, não posso dizer porque não estou no balneário, lhe pede para participar mais na construção, tudo bem", concluiu.